Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

O salário mínimo é uma brilhante ideia... Para aumentar o desemprego!


Por Steve Hanke*
Publicação original: Learn Liberty
Tradução: Wilson Oliveira

Donald Trump escolheu Andy Puzder para liderar o Departamento de Trabalho. Puzder é o CEO da CKE, uma rede de restaurante (leia-se: Hardee's e Carl's Jr.). Graças a Puzder, a rede CKE foi salva do martelo de falência e hoje emprega 75.000 trabalhadores (leia-se: empregos). Puzder sabe que os "altos" salários mínimos, como os de US$ 15 por hora, que é uma jogada dos "progressistas", é um assassino de empregos para trabalhadores de baixa qualificação.

Durante as audiências de nomeação, Andy Puzder será, sem dúvida, colocado contra a parede sobre seus pontos de vista a respeito dos "altos" salários mínimos. Seus inquisitores caminharão entre as brilhantes reivindicações acerca das maravilhas de um salário mínimo de US$ 15 por hora trabalhada, como fizeram com o presidente Barack Obama no seu discurso de 2014 na Casa Branca. Como disse o Presidente: "É bom para a economia. É bom para a América." Não tão rápido.

As reivindicações brilhantes sobre as leis do salário mínimo não passam nos testes dos conhecimentos econômicos mais básicos. Basta olhar para os dados da Europa. Os dois gráficos seguintes contam a história e devem ser guardados no portfólio de relatórios de Andy Puzder.

Existem seis países da União Europeia (UE) nos quais não é exigido qualquer salário mínimo (Áustria, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Itália e Suécia). Se compararmos os níveis de desemprego nesses países com os países da UE que impõem um salário mínimo, os resultados são claros. Um salário mínimo coloca o desemprego nos níveis mais elevados. Nos 21 países com um salário mínimo, a média de uma taxa de desemprego é de 11,8%. Considerando que a taxa de desemprego média nos sete países sem salários mínimos obrigatórios é cerca de um terço inferior: 7,9%.

Este ponto é ainda mais gritante quando analisamos as taxas de desemprego entre os jovens da UE - definindo como jovens aqueles que possuem menos de 25 anos de idade.

Nos 22 países da UE onde existem leis de salário mínimo, 27,7% dos jovens demográficos - mais de um a cada quatro jovens adultos - estavam desempregados em 2012. Isto é consideravelmente mais elevado do que a taxa de desemprego juvenil nos sete países da UE sem um salário mínimo - 19,5% em 2012 - uma lacuna que só se ampliou desde o colapso do banco Lehman Brothers, em 2008.

Assim, as leis do salário mínimo - enquanto anunciadas sob a bandeira da justiça social - não estão à altura das alegações feitas por aqueles que os promovem. Não elevam os baixos assalariados a um chamado "mínimo social". De fato, as leis de salário mínimo - impostas nos níveis empregatícios na Europa - levam um considerável número de pessoas ao desemprego. E, a menos que os recém-desempregados estejam "qualificados" para receber a assistência social do governo (leia-se: política de bem-estar), essas pessoas vão afundar, afundar e afundar, atingindo o "mínimo social".

Como Nobel de Economia Milton Friedman corretamente afirmou, "uma lei de salário mínimo é, na realidade, uma lei que torna ilegal para um empregador contratar uma pessoa com qualificações limitadas."

*Steve H. Hanke é professor de Economia Aplicada e Co-Diretor do "Instituto de Economia Aplicada Saúde Global e Estudo de Empresas" da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Ele é um membro sênior e diretor do Projeto Moedas no Instituto Cato, em Washington, DC. É conselheiro sênior na Universidade Renmin do Instituto de Pesquisa Monetária Internacional da China, em Pequim. É Conselheiro especial do Centro de Estabilidade Financeira em Nova York. É um editor contribuinte na Globe Asia Magazine. O Professor Hanke também é membro do Conselho da Carta da Sociedade de Medição Econômica e do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos.

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.