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O que há por trás dos discursos dos novos prefeitos sobre austeridade

Por Wilson Oliveira

Vi com extrema preocupação o fato de a grande maioria dos prefeitos que tomaram posse agora nos primeiros dias de janeiro, em todo Brasil, vir com um discurso liberal de austeridade, corte de gastos e responsabilidade fiscal. Por um motivo muito simples: eles não concordam com essas teses e, por isso, não irão aplicá-las corretamente.

Não é apenas uma questão de ficar claro que eles são aproveitadores, oportunistas, cínicos e mentirosos. É a oportunidade que eles têm pra manchar todas essas teses, que nós, liberais-conservadores, sabemos bem que são essenciais. Mas que no discurso deles aparecem apenas pela metade, apenas com um pretenso ar de novidade, mas sem nenhuma essência.

O que o Brasil realmente precisa não é o político, cheio de poder, com toda a estrutura inchada do Estado aos seus pés, dizendo o que tem que fazer e o que não tem que fazer, onde precisa investir mais, onde pode investir menos. O que precisamos é diminuir radicalmente o poder desses políticos, que geram crises atrás de crises e ainda continuam alcoolizados de soberba achando que são os únicos capazes de resolvê-las.

Reparem: eles não tocam jamais na ferida, de modo algum, nunca. Fogem do assunto "privatização" como o diabo foge da cruz. Querem fazer cortezinho pra inglês ver, mas não querem acabar com o verdadeiro motivo de gastos exacerbado do dinheiro público, do tráfico de influência e da indicação de amiguinhos pra manter a estrutura do status quo. E quando falam em redução de salário, é sempre focando naquele simples servidor, nunca no alto escalão do governo.

Como dizia Ronald Reagan, o governo não é alguém que pode resolver o problema. O governo é o verdadeiro problema. Se o governante não agir para cortar na própria carne, ou seja, diminuir o próprio poder estatal, principalmente na economia, suas palavras serão apenas vento. E nós, liberais-conservadores, devemos sempre desconfiar do que realmente está por trás desse discurso fajuto de austeridade.

Desses políticos atuais que temos no Brasil, são raríssimas as exceções que me fazem acreditar numa verdadeira disposição política de fazer o que realmente precisa ser feito, doa ao político que doer. Mas por outro lado, nenhum partido representado no Congresso Nacional concorda com a redução radical do poder estatal. Então, como seus asseclas poderão montar governos para caminhar nessa direção? Ainda não temos essa resposta. 

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