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[Murray Rothbard] O otimismo libertário e o pessimismo conservador


Por Murray Rothbard
Este artigo é um trecho do livro "Esquerda e Direita: Perspectiva para a Liberdade"

Por muito tempo os conservadores se caracterizaram, quer o soubessem ou não, pelo pessimismo quanto às suas perspectivas a longo prazo, pela convicção de que a tendência política a longo prazo e, portanto, o próprio tempo, está contra eles. A tendência inevitável apontaria, portanto, para o estatismo de esquerda nos Estados Unidos e para o comunismo no exterior.

É essa desesperança quanto ao futuro distante que explica o otimismo sem dúvida bizarro do conservador em relação ao futuro próximo, pois, uma vez que abdica do futuro remoto como sem esperanças, o conservador sente que sua única possibilidade de êxito está no momento presente. No plano das relações externas, esse ponto de vista o impele a confrontos temerários com o comunismo, convencido que está de que, quanto mais tempo esperar, piores se tornarão, inelutavelmente, as coisas.

No plano interno, leva-o a uma total concentração nas eleições mais próximas, em que está sempre à espera de uma vitória que jamais alcança. Quintessência do “homem prático”, e tomado pela desesperança em face do porvir, o conservador se recusa a pensar ou planejar para além do dia das eleições. Mas é precisamente a um prognóstico pessimista, tanto no que se refere ao futuro próximo quanto em relação ao mais distante, que o conservadorismo faz jus, pois, sendo um remanescente moribundo do Ancien Regime da era pré-industrial, não tem mesmo futuro.

Em sua modalidade norte-americana atual, o recente ressurgimento conservador do inicio da década de 1960 representou os últimos estertores de uma América anglo-saxônica, branca, de pequenas cidades, rural e fundamentalista, América irreversivelmente moribunda. O que dizer, no entanto, sobre as perspectivas para a liberdade? Um número excessivo de libertários vincula de modo errôneo o prognóstico da liberdade ao do movimento conservador, mais forte na aparência e supostamente um aliado.

Essa vinculação torna fácil a tarefa de compreender o pessimismo característico do libertário moderno quanto ao futuro a longo prazo. Este texto sustenta, contudo, que, embora as perspectivas a curto prazo para a liberdade nos Estados Unidos e no exterior possam parecer sombrias, a atitude adequada ao libertário é a de inextinguível otimismo quanto aos resultados finais.

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