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Como Trump pretende tornar a América Grande novamente?



Por Pedro Augusto

Finalmente começou o período do primeiro mandato de Donald Trump. Para muitos, o mundo está passando por um período de incertezas, embora durante a campanha à presidência, embora durante a campanha à presidência ele já tenha dito tudo o que fará.

No dia 21 de novembro de 2016, Trump em um vídeo à nação, disse quais seriam os planos para os 100 primeiros dias de governo, que dentre eles há a intenção de: emitir uma notificação com a intenção de sair da Parceria Transpacífica (que ele já fez), acordo que ele classificou como um “potencial desastre para o país” e que no lugar iria “negociar acordos bilaterais justos”; cancelar as restrições da produção de energia; fazer com que a cada nova regulação, outras duas sejam eliminadas; fortalecer e proteger o país de ciberataques; verificar as irregularidades nos vistos de imigrantes; impor um banimento a membros do governo que se tornem lobistas após deixarem a administração e um vitalício para os que fizeram lobbys para governos estrangeiros.



Sobre os impostos, o republicano promete fazer uma radical mudança. No plano de governo, mostra que ele pretende reduzir o imposto de renda das empresas para 15%, eliminar as despesas fiscais de negócios, do imposto sobre propriedade e o mínimo alternativo; eliminar o Imposto de Rendimento Líquido; corte de impostos para pessoas de baixa renda; 20% para os impostos sobre ganhos de capital a longo prazo; diminuição do IRC de 35% para 15% e a pass-through a uma taxa de 15%. Para o tink thank norte-americano, Tax Foundation, essas medidas fariam a economia crescer 11% no longo prazo, os salários cresceriam 6,5%, haveria um estoque de capital 29% maior e abertura de 5,3 milhões novos postos de trabalho. Além disso, as propostas trariam uma redução de 10,14 trilhões de dólares na receita. De acordo com o estudo, o deficit poderia diminuir para 666 bilhões de dólares com os aumentos salariais que aqueceriam a economia.

Para compensar uma possível queda na receita, a equipe de Trump está preparando um projeto que visa cortes de gastos para que em 10 anos chegue ao valor de 10,5 trilhões de dólares. Os departamentos com reduções mais significativas serão o do Comércio, Transporte, Energia e Estado. O relatório se chama “Orçamento Magro” e deve ser apresentado nos 45 primeiros dias de governo.

Para isso ser possível, uma das promessas que ele fez para os seus 100 primeiros dias de campanha, foi o congelamento de contratações de funcionários públicos, assim como fez o ex-presidente, Ronald Reagan (1981-1988) quando começou o seu mandato.

Ainda sobre o corte de gastos, quem provavelmente será prejudicada é a Planned Parenthood, a multinacional do aborto que vendia partes dos corpos de fetos abortados. Trump assinou uma ordem executiva eliminando o financiamento público das atividades internacionais da Planned Parenthood.

Esta é uma ação de Trump mostrando o seu comprometimento com a causa pró-vida, que dentre promessas há: nomear juízes pró-vida para a Suprema Corte e em outras instâncias, fazer campanhas de conscientização contra o aborto, restringir o tanto quanto possível os casos em que o aborto é permitido e criar uma lei que proíba que qualquer parte dos impostos pagos pelos contribuintes seja usada para financiar práticas abortivas.

Quanto ao corte de impostos e de gastos por parte do governo, isso pode explicar o plano do republicano em trazer a Apple para os EUA. Em uma entrevista para o New York Times, o presidente revelou que fez uma ligação para o CEO da empresa, Tim Cook e disse: “Acredito que criaremos incentivos para você e eu acho que você vai realizar isso. Estamos partindo para a criação de um grande corte fiscal para corporações, e você ficará feliz com isso”.


Após o desfile inaugural e continuando a cumprir suas promessas, Trump fez uma série de medidas executivas para congelar qualquer nova regulação. O secretário de imprensa, Sean Spicer anunciou que o republicano escreveu uma carta a todas as agências executivas pedindo o cumprimento imediato desta ordem. Spicer também revelou que foi emitido um memorando pedindo as agências que comecem a aliviar a carga do Obamacare para um novo plano de substituição.

Trump também tem prometido trazer investimento para a infraestrutura do país, seja nas estradas, aeroportos etc. A única pista que se tem, e que é preocupante, está no programa de governo do republicano, onde ele promete fazer parcerias público-privadas para o financiamiento das obras.

Trump e as ameaças de aumentar impostos 


Em uma entrevista ao jornal alemão Bild, Trump ameaçou elevar a tarifa as montadoras alemãs em 35%. Em outra oportunidade, ele revelou que pretendia taxar em 45% os produtos chineses, além de fazer uma outra taxa de 10% sobre as importações.

No caso da Alemanha, é um tanto estranho vê-la reclamando do republicano, já que ela protege, e muito, a indústria automobilística, como foi visto no pós-crise de 2008, onde o governo alemão “investiu” quase 7 bilhões de dólares para que as pessoas “se livrassem” de seus carros com mais de nove anos de uso a fim de comprar um novo. A ameaça de Trump, embora ele diga que sirva para proteger os empregos dos americanos, não é justificável porque estará cerceando a livre escolha de comprar carros por parte dos cidadãos, além de claro, fazer com que parte do suado salário dos americanos que compram automóveis vá para o governo.

Quanto a China, embora ainda haja muitas pessoas que vivam sob um trabalho escravo, na indústria e na manufatura isso não se sustenta para justificar um boicote. No primeiro caso, há uma subida de cerca de 12% e no segundo há uma subida em todos os anos. A questão lá, e, é o que Trump vem criticando, é a política econômica do Partido Comunista Chinês. Lá, para que o yuan não valorize, o governo chinês compra qualquer excesso de dólar no mercado e assim a moeda não valoriza e nem o dólar cai de preço, o que seria muito prejudicial para o país, já que se caso a moeda americana cair de valor, fica mais barato investir nos Estados Unidos. Portanto, é uma estratégia para enfraquecer a economia norte-americana e daí que vem a critica do republicano: das manipulações feitas pelo governo.

Em um artigo publicado no Cato Institute (leia-o aqui traduzido), mostrou que se Trump taxar em 10% os produtos importados, reduziria as importações e as exportações no mercado norte-americano, desestimularia o investimento estrangeiro no país e os preços ficariam maior.

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