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Candidatos conservadores ameaçam globalismo da União Europeia


Por Davi Alves

Com a vitória polêmica do Brexit no Reino Unido, lideres de movimentos partidários da direita eurocética, conservadora e anti-imigratória (agenda importante que faz eles terem grande sucesso na Europa, assim como Donald Trump nos Estados Unidos) só crescem nas pesquisas, ameaçando cada vez mais o bloco europeu e, sem dúvidas, todo establishment internacional.

Agora, com um novo ano chegando, uma pergunta importante deve estar na cabeça de todos: a União Européia como conhecemos sobreviverá após 2017? Quem trará a resposta sobre isso são as eleições na Holanda, na França e na Alemanha. Tudo isso graças a uma enorme ajuda do efeito dominó chamado Donald Trump que faz políticos como ele triunfarem.

“Descendente indireto” do político exemplar Pim Fortuyn, um grande defensor da liberdade de expressão e crítico do "multiculturalismo", da União Européia e da imigração sem controle, que foi assassinado em maio de 2002 por um terrorista da esquerda ecológica e socialista, Geert Wilders, assim como seu antecessor, defende e critica as mesmas questões. Ele se tornou um herdeiro do polêmico político.

Graças a isso, já se mostra em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais para as eleições de março na Holanda, incomodando o establishment e causando medo na UE. Wilders, que em breve pode se tornar primeiro-ministro do país, também é escritor do Best-Seller "Marcado para Morte: A Guerra do Islã contra o Ocidente e Eu", onde critica a omissão dos políticos progressistas ocidentais e informa sobre a islamização que vem acontecendo em todo território ocidental.

Apresentando uma abordagem mais dura, porém defendendo quase as mesmas propostas do seu amigo na Holanda, a política francesa Marine Le Pen é outra que gera um monstruoso amedrontamento nas atuais lideranças europeias. A atual presidente do partido francês Frente Nacional, onde sucedeu seu pai Jean-Marie Le Pen, político anti-semita que se manteve na liderança por décadas, é católica, tem 48 anos e é formada em direito.

Le Pen não se define no espectro político, acha rótulos como esquerda e direita coisas ultrapassadas e vem tentando se aproximar dos judeus franceses (expulsando até mesmo seu pai do partido para isso), além de possuir um amplo apoio do governo russo de Vladimir Putin.

Por último, quem pode fazer o ano de 2017 ser um tanto péssimo para a União Europeia é a promissora Frauke Petry. Como já falamos aqui em O Congressista, Petry e seu jovem partido, o "Alternativa para Alemanha", não param de subir nas pesquisas. Em consulta feita na última quarta-feira, ela aparece apenas atrás da atual chanceler Ângela Merkel, que não para de cair após o ataque terrorista de 19 de dezembro.

Com propostas anti-euro, anti-imigração e conservadoras, Petry poderá ser eleita com votos da população da antiga Alemanha Oriental, justamente aqueles que sofreram por anos com o governo comunista e sanguinário da União Soviética.

Não são apenas políticos e partidos descritos como “nacionalistas” no lado da direita que querem colocar um fim à União Européia. Os representantes do outro lado do espectro, como o "Podemos" de Pablo Iglesias, na Espanha, e o SYRIZA, de Alexis Tsipras, na Grécia, desejam as mesmas coisas.

Soma-se a isso o medo e várias outras questões. As preocupações sobre o impacto causado no território europeu para ambos os lados são sempre os mesmos: o alto desemprego, a queda na renda familiar, o globalismo e a imigração, especialmente de muçulmanos, que como conseqüências tem trazido problemas em termos de identidade e segurança.

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