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A luta conservadora pela segurança de gays, negros, mulheres... e de todos!


Por Wilson Oliveira

Considerando que a direita engloba o conservadorismo burkeano, o liberalismo clássico e o minarquismo como prioritárias correntes de pensamento, podemos dizer que é justamente a direita quem mais luta pela segurança dos gays, dos negros, das mulheres e finalmente de todo e qualquer indivíduo. Por um motivo muito simples: a direita luta por mais segurança para todo cidadão ao defender a liberdade de ir e vir, sem que isso seja usado como pano de fundo para se criar movimentos sociais, que na verdade funcionam apenas como títulos de sócios de partidos políticos da esquerda, que atacam, estrategicamente, os seus adversários políticos, não os criminosos agressores em si.

É comumente encontrado na agenda dos direitistas do Brasil ou do exterior pautas como a defesa do armamento civil. Um gay, um negro ou uma mulher teriam muito mais poder para se defender de qualquer agressão (de um homofóbico, de um racista ou de um tarado descontrolado) se andassem com uma arma sob posse, assim como acontece no Texas, Estados Unidos. Procure saber se lá existem casos de agressão na mesma proporção que no Brasil, por exemplo... Isso nem significa transformar o país em um filme de velho oeste, mas sim defender uma medida para reduzir os casos de violência. É muito mais difícil bater ou matar alguém que possui uma arma.

No campo filosófico, essa luta também é mais encampada pela direita. Nesse caso, precisamos recorrer mais especificamente ao liberalismo clássico. John Locke, no livro "Segundo Tratado Sobre um Governo Civil", trata, entre outros assuntos, sobre a questão de todo homem que vive em sociedade ter que se adequar ao cumprimento da lei:

"Nenhum homem na sociedade civil pode ser imune às suas leis. Se houver um homem que se veja no direito de fazer o que lhe apraz, sem que se possa evocar qualquer recurso sobre a terra para reparar ou limitar todo o mal que ele fará, gostaria que me dissessem se não é verdade que ele permanece no estado de natureza sob sua forma perfeita e que, portanto, não pode se integrar de maneira nenhuma à sociedade civil; a menos que alguém me diga que estado de natureza e sociedade civil são uma única e mesma coisa. Mas ainda não encontrei ninguém tão defensor da anarquia para afirmá-lo".

Quando se fala em cumprimento da lei e integração a uma sociedade, fala-se, consequente e automaticamente, em punição para àqueles que agem à margem dessas leis. Popularmente, essa ideia é conhecida como "lugar de bandido é na cadeia". Perceba que a simplicidade do ditado popular dispensa a especificação do sexo, da cor ou do gênero da vítima. Não importa se o bandido agrediu ou roubou um gay, um hétero, um negro, um branco, um homem ou uma mulher. O simples fato de alguém ter praticado o crime já o faz merecedor de um julgamento e de uma punição.

Portanto, trata-se de simples estratégias políticas, com fins eleitoreiros, partidos de esquerda cooptarem movimentos pretensamente defensores "das minorias", mas que na realidade são defensores de grupos populistas. E a melhor forma dos gays, dos negros e das mulheres quebrarem esse paradigma passando a lutar verdadeiramente contra a violência é retomar à independência e à autonomia cidadã se somando aos "não-esquerdistas" na briga por um país mais justo, consequentemente mais punitivo para os que não respeitam as leis.

Quando o movimento gay se mobiliza para pedir "punição aos agressores de gays"; quando o movimento negro se mobiliza para pedir "punição aos racistas"; quando o movimento feminista se mobiliza para pedir "punição aos agressores de mulher" é como se esses movimentos dessem um recado de que aceitam viver num país que continue sendo o da impunidade, mas que deseja punição exclusiva para determinados tipos de crime. A esquerda aposta pesadamente nisso porque sabe que essa agenda vai ao encontro do seu maior desejo: desunir a sociedade no "nós x eles" - a também famosa luta de classes, tão defendida por Karl Marx e tão repudiada pela direita. 

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