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Renan caiu graças aos direitistas. Se dependesse da esquerda, ele continuaria lá


Por Wilson Oliveira

A parte direitista da sociedade brasileira foi às ruas no domingo, em todo país, manifestar seu apoio à Lava Jato e criticar alguns nomes da política nacional. O principal foi Renan Calheiros (PMDB-AL). Além de ter derrubado a tese de que a direita brasileira apenas queria combater o PT (tem gente achando que Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva ainda são protagonistas...), a manifestação de 4/12 sem dúvida alguma influenciou diretamente a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que concedeu liminar afastando Renan da presidência do Senado.

Se dependesse dos militantes esquerdistas, Renan continuaria tranquilamente exercendo o seu cargo presidencial no Congresso. Mas além de não ter influência nesse episódio, a esquerda ainda leva um enorme prejuízo pra casa. É justamente um petista - Jorge Vianna - quem assume interinamente a presidência do Senado. E isso não é nada bom para um partido que já está com o filme queimadaço perante a sociedade.

Vianna, que é irmão do governador do Acre, Tião Vianna, vai ter que aturar os movimentos de direita fazendo pressão dia sim outro também, como foi com o próprio Calheiros e como tem sido com Rodrigo Maia, na Câmara, que está começando a ficar perdido com tanta turbulência. No entanto, o mais provável é que essa interinidade dure menos de uma semana. Já será o suficiente pra torná-lo conhecido, ao menos. Não que isso seja bom pra ele...

A direita brasileira, quando vai às ruas, deixa bem claro quais são suas pautas - ainda que algumas pessoas tentem fazer malabarismo pra fingir que existe alguma indefinição. A PEC do teto é defendida, a lei de abuso de autoridade é combatida. A Lava Jato é defendida, Renan, Rodrigo Maia e outros são combatidos. Nenhum partido é exaltado com bandeiras e todos que merecem são ferrenhamente criticados.

Já as manifestações esquerdistas são contra as pautas econômicas pra tirar o país da crise. Os movimentos (sócios de alguns partidos) não querem as contas públicas organizadas porque não querem a torneira fechando. Por isso, promovem atos criminosos como quebra-quebra, agridem jornalistas e entram em confronto com a polícia - isso quando não resolvem colocar fogo em carros, etc. É de se duvidar que Vianna consiga fazer algo eficiente em meio a esse cenário.

O maior beneficiado nesse confusão toda é aquele brasileiro que jamais parou para acompanhar política, mas que agora está percebendo com mais atenção toda essa movimentação - até porque esse assunto está cada vez mais forte nas redes sociais. Essas pessoas estão percebendo com seus próprios olhos que a esquerda brasileira não passa de um conjunto de grupos interessados em defender seus partidos pra obter algum benefício em troca.

Importante frisar que o Brasil vive um momento único, possivelmente inédito. São às ruas que estão dando o tom na política nacional. E são as manifestações de direita que estão dando o tom das ruas. A esquerda se desespera, pois está vendo seu monopólio de narrativas naufragar junto com o absolutismo de burocratas que até outro dia se achavam donos do País.

E a tendência é o apelo popular ficar cada vez mais implacável. Imediatamente após a confirmação do afastamento de Renan Calheiros, o Jornal Livre (do Movimento Brasil Livre), publicou um artigo trazendo uma conversa do próprio Jorge Vianna com o advogado Roberto Teixeira, amigo de Lula, em que Vianna, demonstrando raiva com o andamento das investigações ao ex-presidente, fala em “orçar a mão nele (Sérgio Moro) pra ver se ele tem coragem de prender por desacato a autoridade”.

O final de 2016, pelo visto, será bastante agitado na política brasileira. Com direitistas indo às ruas e fazendo pressão nas redes sociais. E os esquerdistas ficando sem saber como reagir. Ou reagindo de modo a se queimar ainda mais perante toda a sociedade. 

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