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4 mentiras que os abortistas te contaram


Por Pedro Augusto


1) A mentira da diminuição do número de abortos após a legalização 

 A Suécia, que legalizou o aborto em 1939, viu o número crescer em praticamente todos os anos (confira aqui). E a tabela a seguir mostra o crescimento de procedimentos no país ao longo dos anos. Repare que só aumentou.



Ainda não há dados sobre o ano de 2015. Contudo, sabe-se que em 2014 o número foi de 36.629, o que representa um grande aumento em relação às décadas passadas.

Outros países que mostram como a legalização do aborto só traz o aumento da prática são a Inglaterra e o País de Gales. Em 1968, foram realizados 22 mil procedimentos, enquanto em 2006, 193,7 mil. Para alguns especialistas, o aborto está sendo usado nesses países como método contraceptivo.

Nos Estados Unidos, após a legalização no inicio da década de 1970, o número de abortos aumentou muito e passou a diminuir apenas em 1989. E mesmo assim, ainda continua em um número muito superior ao do passado. A tabela a seguir mostra esse levantamento.



Para Chuck Donavan, que foi presidente do "Charlotte Lozier Institute", diretor do "National Right to Life Committee" e pesquisador do "Heritage Foundation", esta queda se explica pelo aumento de norte-americanos que se declaram pró-vida, pelo endurecimento das leis e também por causa de políticas de planejamento familiar.

Na Rússia, atualmente, ocorrem cerca de 1 milhão de abortos por ano. Se fossem computados dados sobre os hospitais particulares, acredita-se que o número chegaria a 6 milhões. Isto preocupou tanto as autoridades locais que uma lei para dificultar o aborto no país foi aprovada em 2013.


2) A mentira do aborto seguro 

Segundo um estudo da Rand Corporation sobre as tendências populacionais na Rússia, constatou-se que complicações com o aborto são a causa de uma em cada quatro mortes maternas no país, que uma em cada dez mulheres ficando inférteis após o procedimento, e duas em cada três russas que abortam tem alguma complicação de saúde após abortarem.

O documentário Blood Money revelou que as adolescentes tem até seis vezes mais chances de cometer suicídio no prazo de um ano após o aborto. Além disso, alguns especialistas e mulheres que já fizeram abortos, que deram depoimentos, também destacou-se que muitas delas vivem com este trauma durante toda a sua vida, possuem dificuldade de lidar com seus filhos e aprofundar suas relações com eles, como também por anos sonham com bebês.

De acordo com a ginecologista Elizabeth Kipman, em uma audiência pública no Senado sobre a liberação do aborto, as mulheres que abortam têm mais chances de terem partos prematuros; de ter trabalho de parto prolongado; maior possibilidade de rótula uterina; risco sete vezes maior da placenta prévia em uma gestação futura; maiores possibilidades de doenças circulatórias e cerebrovascular; e maior possibilidade de adquirir câncer de mama.

Elizabeth também aponta que as mulheres que abortam tem 260% mais hospitalizações psiquiátricas, 138% mais depressões; 60% mais stress pós-trauma, 7 vezes mais tendências a suicídio; de 30% a 50% possuem mais disfunção sexual e 25% mais necessidade de acompanhamento psiquiátrico.

A doutora Elizabeth também aponta o estudo de David M. Fergusson, da University of Otago New Zeland, realizado durante 30 anos, com 1.265 mulheres nascidas após 1977. Fergusson, que é pró-aborto, chegou a conclusão que há uma grande relação entre problemas psicológicos e aborto. 

Segundo seu estudo, 42% das mulheres com a idade de 25 anos que fizeram aborto tinham tido depressão nos últimos quatro anos. Este número foi o dobro em comparação com as mulheres que nunca engravidaram, e 35% mais elevado em relação as mulheres que continuaram com a gravidez. Ele disse o seguinte em sua publicação ao Journal of Child Psychiatry and Psychology:

 “Aquelas que fizeram um aborto tinham elevadas taxas de problemas de saúde mental depois do processo, incluindo depressão, ansiedade, comportamentos suicidas e transtornos por uso de substâncias.” 
O pesquisador também revelou que teve dificuldades de publicar o estudo. Ele disse: “Fomos para quatro revistas, o que é muito incomum para nós – nós normalmente conseguimos ser aceitos logo na primeira vez.”

3) A mentira dos mais 1 milhão de abortos no Brasil 

De acordo com o Instituto Alan Guttmacher, para se saber o número de abortos em um país é necessário multiplicar por cinco o número de internações hospitalares. Já para o IPAS (Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde), a multiplicação deve ser feita por seis.

Em 2013, por exemplo, segundo o SUS, houve 206.270 internações devido a aborto espontâneo ou provocado. Multiplicando este número por cinco ou seis, assim ultrapassa-se a marca de um milhão. A questão que fica é: com base em que deve-se multiplicar pelos dois respectivos números citados? Os dois institutos nunca explicaram.

Usando os dados da Pesquisa Nacional do Aborto, uma em cada duas mulheres que abortam, espontaneamente ou não, precisam ser internadas. E de todos esses casos, 25% das internações são feitas por causa de aborto provocado. Pegando-se então o número de total de internações (206.270) e multiplicando por 0,25 (ou seja, 25%), tem-se o número de 51.567. Depois pega-se esse número e multiplica-se por 2, já que de acordo com a pesquisa, de cada duas mulheres que fazem aborto, uma precisa de internação. Portanto, de acordo com dados que os próprios pró-aborto falam, no Brasil há cerca de 103.134 mil abortos, somando-se espontâneos ou não.

O questionamento que fica para muitos é do por que este número ser tão inflado. Quem pode explicar isso é o Dr. Nathanson, no livro “A América que Aborta”. Ele foi um dos grandes defensores e personagens da legalização do aborto em seu país, e ao ver o ultrassom de um aborto mudou sua posição. Confira o seu depoimento: 
“Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que os outros, se parassem para pensar sobre isso, também sabiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram números úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma? Por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto] e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida.
É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil. Mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas. Mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se repete constantemente. Acaba sendo aceita como verdade.” 
4) A mentira da morte de 200 mil mulheres por ano no Brasil decorrentes do aborto 

Como foi mostrado anteriormente, não existe aborto seguro. Até em países muito desenvolvidos como é o caso da Nova Zelândia, mostrou-se um grande número de mulheres que adquiriram algum problema. Nos EUA, onde o aborto também é legalizado, mostrou-se a relação entre câncer de mama e aborto.

O caso das 200 mil mortes de mulheres no Brasil por conta do aborto clandestino foi uma mentira contada pela ONU em 2012. E para começo de conversa, de acordo com uma pesquisa do IBGE entre agosto de 2009 e julho de 2010, foi contabilizado que 443.166 mulheres tinham morrido. Desse total, 194.549 são idosas e 15.067 eram meninas com menos de um ano. Sobrou ainda 233.550, que contaria ainda mulheres estéreis e meninas entre 2 e 14 anos idade.

Os dados ainda mostram que nesse período, segundo o Mapa da Violência, 4.273 mulheres morreram vítimas da violência. E em 2009, 6.496 mulheres morreram por causa do trânsito, 60.172 foram vítimas do câncer, 123.643 foram por causa de doenças circulatórias e uma infinidade de outras possibilidades.

Ou seja, de acordo com os dados oficiais, os números são muitíssimo menores (em cinco anos foram 359 mortes), mostrando que não morrem 200 mil mulheres, e que esse assustador número não justificaria o aborto ser uma questão de saúde pública. 

Como disse a ginecologista Elizabeth Kipman, o grande problema da saúde pública na verdade é a falta de acompanhamento médico e de outros serviços que as grávidas não possuem por causa do deficiente sistema de saúde brasileiro.

Um comentário:

  1. Prezado Pedro Augusto;
    Deixo minha nota discordando amplamente do tema abordado. O aborto sob o conceito liberal sequer deve ser discutido por se tratar de uma liberdade individual a qual não cabe ao estado intervir.
    O conceito ético é anterior à discussão proposta e este é amplamente absorvido quando de fato assumes o ideal liberal. A ética não pertence ao estado mas aos cidadãos.
    Atenciosamente.

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