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O crescimento de uma nova direita na Alemanha



Por Davi Alves

Com a vitória do empresário Mauricio Macri para presidente da Argentina, da saída do Reino Unido da União Européia e de Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, é indiscutível que o ocidente caminha rumo à direita, mesmo com a batalha iniciada pela à mídia e o establishment. A direita, com pequenas exceções (como a Espanha e a Grécia, onde a esquerda está em crescimento), vai substituindo o status quo esquerdista-progressista vigorante desde os anos 90, iniciado na gestão de Bill Clinton.

Uma das pessoas que causa intimidação no establishment, especificamente da Alemanha, é Frauke Petry (foto) e seu partido. Ela tem 41 anos, nasceu em Dresden, na antiga e socialista Alemanha Oriental, possui doutorado em química e resolveu entrar na política em 2013, quando juntamente com o jornalista Konrad Adam e o economista liberal Bernd Lucke fundaram o AFD (Alternative für Deutschland) em português, Alternativa para Alemanha.

Em grande crescimento, o AFD atualmente tem 145 deputados estaduais e dois membros no parlamento europeu. São acusados constantemente pela a grande mídia de ser um partido nacionalista e xenofóbico, algo não presente em seus manifestos e no seu programa partidário. Podemos classificá-los como um partido anti-euro, que luta para restringir a imigração islâmica, e conservador. Possui muitas semelhanças com o Tea Party, grupo interno do Partido Republicano dos Estados Unidos e do Partido Conservador britânico.

A Eleição Federal na Alemanha acontecerá em outubro do próximo ano. Frauke Petry está atualmente com 13%, em 3° lugar nas pesquisas, atrás apenas da atual chanceler Angela Merkel, que tem 32%, da União Democrática Cristã (Christlich-Demokratische Union Deutschlands) e Sigmar Gabriel, do Partido Social Democrata da Alemanha (Sozialdemokratische Partei Deutschlands), com 22% - mas esses dois políticos só descem nas pesquisas.

Petry e o Alternativa já desbancam partidos históricos e importantes como o Partido Democrático Liberal (Freie Demokratische Partei), a Aliança 90/Os Verdes (Bündnis 90/Die Grünen) e o A Esquerda (Die Linke). Mesmo estando ainda um tanto quanto longe do poder, Frauke Petry e seu partido precisam ser imediatamente estudados, comentados e discutidos, porque tudo caminha para que ela seja daqui a uns anos a líder de uns dos países mais importantes do mundo.

Um comentário:

  1. Devemos sempre acreditar na democracia mesmo quando não concordamos com a opinião e os métodos dos eleitos.
    Existem muitas pessoas e partidos que ao perderem eleições ou serem atingidos pela legislação, reclamam, tentam inviabilizar governos, se esgoelam e vão para as ruas, isto é falta de patriotismo, egocentrismo e descrença no povo e no regime, coisa do espírito fascista.
    O preço da Democracia é a eterna vigilância, mas com respeito e tolerância aos que discordam.

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