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Breve relato sobre movimentos separatistas da Itália



Por Davi Alves

Com trinta e três milhões de habitantes, possuindo uma área de 161,076 km² e dispondo de cidades históricas com grandes pontos turísticos como Milão, Veneza, Bologna, Turim, Gênoa e Florença, o norte da Itália, ou como eles preferem chamar, a “Padânia”, sob a liderança do partido tradicionalista, euro-séptico e anti-imigração Lega Nord - em português Liga Norte - e do seu presidente Matteo Salvini, quer se separar do resto da Itália e tornar-se uma nação independente.

O Lega Nord nasceu da aliança de pequenos partidos que lutavam para tornar suas regiões (locais equivalente a estados no Brasil) independentes. Eram eles à Liga Veneta, Piemònt Autonomista, Union Ligure, Lega Emiliano-Romagnola, Alleanza Toscana e, por último, a maior e mais influente: a Lega Lombarda, movimento autonomista de caráter fascista liderado por Umberto Bossi.

Bossi, declaradamente comunista no começo dos anos 70, posteriormente se tornou fascista e extremamente anti-semita. Foi secretário federal do Lega Nord de 1989 até 2012, quando renunciou após descobrirem que ele desviava dinheiro do fundo partidário para sua família. Um ano depois ele voltou à cena política, mas foi derrotado nas primárias do partido pelo jovem oponente Matteo Salvini, que obteve 82% dos votos.

Após a vitória de Salvini, em 2013, houve uma reforma no Lega Nord. O partido expulsou membros anti-semitas e passou a adotar uma política de conservadorismo social, com uma excessiva luta contra o casamento entre homossexuais e o aborto. Também com Salvini, o partido vem priorizando as políticas euro-sépticas e anti-imigratórias, além de vir se aproximando da Igreja Católica e de partidos nacionalistas como a Frente Nacional de Marine Le Pen, na França, e o Rússia Unida, do presidente russo Vladimir Putin, um dos maiores financiadores do partido.

Esse financiamento sustenta as organizações internas e bem estruturadas do partido, entre eles grupos como a guarda nacional, várias escolas e uma rede de doadores de sangue, tudo de voluntários. O Lega Nord também possui um jornal diário chamado Padania, e uma rádio - a Padania Liber -, vários grupos culturais e artísticos, além de associações de esporte.

Tudo isso em um partido diversificado, onde há políticos liberais como Roberto Castelli, esquerdistas como Roberto Maroni e conservadores como Federico Bricolo, todos lutando por uma Padânia independente.

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