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As implicações sobre o silêncio de Obama na ONU a respeito de Israel



Por Naomi Greice Yamaguchi
Participante do grupo Direita Liberal

No finzinho da administração Obama, os Estados Unidos se comporta como alguém que se despede deixando uma bomba na cadeira e sai correndo. Falta menos de um mês para acabar seu governo, mas tem tempo de se abster no Conselho de Segurança da ONU (quando tinha poder de veto) sobre a criminalização da existência do Estado de Israel, e se juntar a nada menos que a Venezuela para "denunciar" violações de direitos humanos em Israel. Não, eles não falaram apenas dos assentamentos - questão muito polêmica - onde a desinformação impera e onde confusões políticas já são esperadas.

A questão, hoje, é criminalizar a presença dos judeus em Jerusalém e a existência do Estado de Israel, ignorando qualquer laço histórico do povo judeu para com aquela região.

Para quem não entendeu a questão, hoje, Jerusalém, que é a capital dos judeus e nunca foi capital da região, a não ser desde quando existe um estado judeu (no passado e no presente), é dividida em quatro regiões por respeito ao seu significado para outras religiões: o bairro judeu, o bairro árabe, o bairro cristão e o bairro armênio (cristão ortodoxo que não se mistura com o catolicismo). Pois bem, essa resolução define que o bairro judeu e o Muro das Lamentações são territórios palestinos ocupados.

Ignoram que Jesus mesmo era judeu e nasceu em Belém, hoje ocupado pelos palestinos, fez seu bar mitzva no Grande Templo, que ficava na Grande Esplanada ou Monte do Templo, hoje ocupada pelos palestinos e que tem uma mesquita no lugar de uma sinagoga. Nesse Monte do Templo, Abrahão teria oferecido Isaac, seu filho e patriarca dos judeus, em sacrifício a Deus como um ato de fé. E Deus salvou Isaac como reconhecimento da fé inabalável de Abrahão. David e Salomão foram os que levaram Jerusalém ao status de capital da Terra Prometida, para onde Moisés levou os judeus, junto com as tábuas dos 10 mandamentos e a Torah, a Bíblia dos judeus (os primeiros cinco livros do Velho Testamento). E toda a Bíblia, sem contar os 400 anos de escravidão no Egito e os 70 anos de exílio na Babilônia, se passa nessa região em que a ONU nega que haja laços com o povo judeu.

Além de ter sido uma resolução fraudulenta, alimenta de vitória a verdadeira causa de o por quê esse conflito não encontra solução: os palestinos estão recebendo uma lavagem cerebral que os torna máquinas de ódio e desejo de destruição de Israel e dos israelenses não-árabes (incluindo cristãos). As crianças, aos seis anos, são mandadas para acampamentos de férias onde são doutrinadas e treinadas para matar um israelense (não estou exagerando). Não há tratado de paz possível na região quando um lado se dedica unicamente ao ódio e à guerra.

Vão dizer que os palestinos têm razão, "olha o que fizeram com eles?". Queridos, eles declararam unilateralmente uma guerra da qual Israel apenas se defendeu... e ganhou. O ódio e ressentimento desse povo é alimentado por interesses políticos, unica e exclusivamente.

Se alguma lei das Nações Unidas proibisse doutrinação de ódio, e condenasse os países que alimentassem oficialmente seu sistema educativo com esse tipo de incitação, a conta ia mudar de lado. Mas a ONU, nos últimos 10 anos, condenou Israel 223 vezes e a Síria, de onde o mundo foge e que está criando uma crise mundial, recebeu apenas oito condenações por violação dos direitos humanos. A Coréia do Norte recebeu apenas uma das 23 condenações do ano passado. Israel recebeu 20. O mundo da ONU decidiu convencer o mundo real que o problema da região é Israel e os judeus, quando na verdade eles são a solução, a exceção à regra que mostra que pode-se transformar o deserto em um oásis e criar progresso, tecnologia, paz interna na diversidade de um país onde 40% da população é estrangeira.

A saber que a Síria, assim como o Líbano e a Jordânia, que incitaram os palestinos a não aceitarem a solução de dois estados em 48, nunca quiseram receber os palestinos quando eles perderam a guerra, não lhes deram direitos nem trabalho, nem os possibilitaram de se integrar fisicamente em seus territórios. Israel sempre foi a favor da solução de dois estados, mas os palestinos recusaram essa solução porque eles não aceitavam dois estados, apenas um: o deles.

Mas quem vê tudo isso apenas como uma guerra por território e um ressentimento por ser ocupado, não vê que a questão passa longe das marcações de linhas de posse. Essa é uma questão menor. O que é maior é a guerra cultural. Modo de vida e religião é o que mais influencia hoje as ações dos grupos em conflito.

Para quem defende que isso não tem nada a ver com religião, saibam que grande parte da população de alguns países do oriente médio acreditam que o mundo deva ser muçulmano. Todos os grupos terroristas hoje se baseiam em ideologias religiosas e não se vêem em uma guerra por território, mas por uma dominação cultural. Querem que o mundo adote a sharia sob pena de morte, condenam Israel pelo simples fato de ser um estado judeu, e logo irão condenar todo o ocidente por ser cristão. Por isso entendem que imigração em massa é ocupar território sem guerra.

Claro que não são todos. Na França são "apenas" 45% dos muçulmanos que pensam assim, na Bélgica 35%, nos Estados Unidos 23%. Poucos deles pegam em armas para matar, mas de 1,9 bilhões de muçulmanos no mundo, a porcentagem que quer impôr a sharia e a islamização global conta com mais de 300 milhões de pessoas. Isso é mais que a população brasileira: é o maior exército do mundo.

Pode ser que meu discurso não seja politicamente correto, mas não é preconceituoso. Não é pré-conceito. É conceito mesmo. Infelizmente, mesmo a maioria dos muçulmanos sendo da paz, é a minoria que toma o estandarte da verdade e que se dá por autoridade para definir quem é ou não é muçulmano. Contra isso, a maioria silenciosa é indefesa. Será tragada pela sua submissão.

E o politicamente correto, que não nos deixa mais dar nome aos bois e por isso confundimos tudo e acabamos mirando no pato, no caranguejo, embaralha toda a discussão para se chegar a uma verdadeira solução. Nos querem convencer a sermos gentis contra "tiros de canhão".

Se é uma guerra cultural, devemos nos proteger culturalmente, impondo ao refugiado ou ao estrangeiro, que ele, no mínimo, aprenda a língua local de modo funcional (todos, inclusive as esposas) no período de um ano, dê provas de entendimento, tolerância e adaptação às regras e costumes locais, que demonstre que veio para colaborar, não para dominar.

Eu não me calo, pois quem cala consente.

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