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2016: o ano no qual a maioria silenciosa gritou? O declínio da mídia como “O Quarto Poder”?


Por Luís Felipe da Silva Rodrigues

Os Três Poderes, independentes e harmônicos entre si, são: Executivo, Legislativo e Judiciário. Por sua grande influência e poder através dos meios de comunicação, a mídia começou a ser chamada informalmente de “O Quarto Poder”, levando ao conhecimento público atos ilícitos nos diversos setores da sociedade, inclusive no meio político, no qual estão inseridos os Três Poderes. Entretanto, os fatos observados recentemente colocam em xeque a posição na qual a mídia permaneceu durante tanto tempo.

Tentando exercer sua influência e previsões, mas sem sucesso, a mídia viu a população ir justamente contra praticamente tudo o que tentava determinar, mesmo através da propaganda massiva nos meios de comunicação. A primeira grande derrota veio com advento do Brexit. Liderada por Nigel Farage, o UKIP (United Kingdom Independence Party) conseguiu uma vitória que, segundo o “quarto poder”, era improvável, que acreditava na permanência.

Também afirmou que a saída do Reino Unido da União Europeia traria consequências negativas ao país insular. Mas, ao contrário, o quarto poder sofreu outra derrota e no mesmo assunto, pelo menos por enquanto. A economia britânica parece ir bem, com a libra esterlina na casa dos R$ 4,00. Os britânicos também viram um aumento de 0,6% em seu PIB, mais do que o previamente estimado no terceiro trimestre após o referendo.

No Brasil, a mídia também sofreu um golpe duríssimo. O Datafolha, a princípio, não apontava vitória com folga para ninguém, mas João Dória, então desconhecido no cenário político, venceu ainda no primeiro turno a disputa pela prefeitura de São Paulo. Dória impediu a reeleição do petista Fernando Haddad.

Ainda no contexto político na América Latina, a Argentina elegeu, no ano passado, o liberal Mauricio Macri como presidente, pondo fim à dinastia Kirchner após derrotar Daniel Scioli. Este era apoiado por Cristina Kirchner, que não poderia se reeleger pois já havia exercido dois mandatos consecutivos e o terceiro não era permitido pela Constituição. Somado a isto, esse ano, o povo da Colômbia rejeitou, democraticamente, através de um referendo, um acordo de paz com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Após isto, o presidente Juan Manuel Santos, e o líder das FARC, Rodrigo Londoño, assinaram um novo acordo, ratificado pelo Congresso, onde o governo tem maioria para seu apoio. O acordo diz que os guerrilheiros têm 150 dias para entregar suas armas às Nações Unidas. Este segundo, no entanto, foi menos tolerante com os membros da organização, mas lhe garantiram a possibilidade de formar partidos políticos, disputar eleições e ocupar cargos públicos. Os conflitos entre o governo e a maior guerrilha do país já duram meio século. De fato, o assunto será o tema das próximas eleições no país.

O mundo viu, também, a eleição de Donald Trump. O candidato do Partido Republicano venceu a candidata do Partido Democrata Hillary Clinton, que foi ex-Secretária de Estado e é esposa do ex-Presidente Bill Clinton. Além de ser bombardeado pela mídia e até atores de Hollywood, Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos da América. Além disso, Trump não parecia receber muito apoio nem entre os membros de seu próprio partido.

Curiosamente, um dos Estados no qual o magnata venceu foi na Flórida, considerado um dos estado-chave. Estima-se que teve entre aproximadamente 52% a 58% dos votos dos cubano-americanos, embora o assunto seja de grande controvérsia. Outros apontam que foi a “maioria branca” do Estado da costa leste dos EUA a responsável pela eleição do magnata, argumentando que o voto cubano-americano não iria interferir na vitória de Trump mesmo se tivessem votado em Clinton.

Além de parecer estar distante dos anseios de pessoas comuns, a mídia tenta insistentemente exercer sua influência, mesmo desconsiderando um dos pilares de nossa civilização: a democracia. É importante que haja o debate e participação de pessoas comuns para decidirmos, de forma respeitosa e democrática, como resolveremos as adversidades e os impasses do mundo atual.

Só o tempo nos dirá no que os acontecimentos recentes resultarão. Entretanto, é fato que os acontecimentos que sacudiram 2016 colocaram a famosa alcunha da grande mídia à prova. Inclusive com participação decisiva das redes sociais, em muitos desses casos citados, até mesmo questionando aquilo que a grande mídia costuma vender como verdade absoluta, mas que não condiz exatamente com o pensamento da pessoa comum.

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