Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

Precisamos falar de Globalização e Globalismo


Por Tiago Moreira
autor convidado

A maioria das análises que vejo mostram o Brexit, a vitória de Trump, a queda de Dilma e outros eventos recentes como uma reação "anti-globalização" no mundo. BESTEIRA.

Mas para entender isso, é preciso entender o que é "Globalização" e seu contraponto, o "Globalismo".

A Globalização é um fenômeno natural, defendido pelos liberais (e, em menor grau, pelos conservadores). Basicamente, com o avanço da informática, transportes e telecomunicações, mercados que até então eram locais puderam crescer em escala nacional ou mesmo internacional.

Isso abriu o mundo até mesmo para o pequeno empresário, que é capaz de vender seus produtos tanto aqui como na China, desde que sejam competitivos.

A globalização é um livre-mercado entre países. Qualquer país tem a liberdade de subir ou baixar barreiras a ela, mas os que se isolam tendem a ter desempenhos piores.

A Globalização é o terror dos governos. Por quê? Ora, governos vivem de parasitar a riqueza alheia e "dividir renda". Para isso, eles precisam de controle, de impostos, taxas, regulamentações "pelo bem do consumidor", obrigações trabalhistas "pelo bem do trabalhador".

Só que a atividade governamental atrapalha a geração de riqueza. Ela encarece as empresas, reduz produtividade, mata o empreendedorismo. Num mundo globalizado, uma empresa pode simplesmente fazer suas malas e se mandar do país. Ou você pode impor tantos problemas às empresas locais que produtos estrangeiros se tornam mais competitivos.

Quanto menos barreiras houver, internas e externas, melhor para uma nação. Um país não precisa produzir um produto que pode adquirir barato de outro, podendo assim se concentrar em atividades nas quais é bom.

Por exemplo, se importação de máquinas melhora a indústria nacional (que se torna mais competitiva), porque governos taxam essas máquinas? Ora, porque precisam parasitar a população.

Em resposta à globalização, os políticos, "intelectuais", bilionários e grandes empresários (que adoram mancomunar com governos para se beneficiarem) contra-atacaram com o "Globalismo".

O Globalismo é a ideia de que a globalização tem de ser regulamentada, controlada e arquitetada de cima para baixo, ao invés de espontaneamente. Para isso, é preciso um super-governo supranacional, como a ONU ou a União Europeia, que ditará regras e regulamentações internacionais.

Logo, se seu país não é competitivo, melhor do que reduzir os obstáculos estatais é impor esses obstáculos ao resto do mundo!

Melhor ainda, através do globalismo, os mega-empresários bilionários podem mais uma vez mancomunar com políticos para fazerem leis CONTRA seus países, sempre defendendo que estão fazendo isso "pelo bem da nação".

Na globalização, o pequeno empreendedor pode vender para o exterior. No globalismo, ele será impedido por taxações e regulamentações impostas por países (e bilionários) que estão perdendo mercado devido à concorrência.

BREXIT, Trump e tudo o mais não são reações à Globalização, mas ao Globalismo. São países dizendo: "Não aceitaremos que caguem regras nas nossas cabeças!", "Chega de regras internacionais que nos prejudicam!".

Globalização é bom. É mercado livre. É opcional para cada país, nunca imposto.

Globalismo é péssimo. É super-governo. É imposto por uma nata global que diz conhecer seus problemas melhor do que você.

Saiba a diferença. E saiba argumentar!

Um comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

http://www.ocongressista.com.br/