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O mínimo que você precisa saber sobre os escândalos que Hillary Clinton está envolvida


Por Pedro Augusto

No dia 8 de novembro ocorrerá a eleição à presidência mais importante pros Estados Unidos desde a vitória de Ronald Reagan, em 1980. De um lado está o empresário Donald Trump, o inesperado vencedor das primárias do Partido Republicano. Do outro, Hillary Clinton, a ex-senadora, ex-secretaria de Estado, ex-primeira dama e candidata do Partido Democrata. Outros concorrentes correm por fora, mas sem a menor chance de vitória.

Como já venho alertando aqui em O Congressista há um tempo, praticamente todo o establishment norte-americano está apoiando a candidata Democrata. O jornal The New York Times já declarou seu apoio; o chefe-executivo da Bloomberg, Michel Bloomberg, também é outro que já se manifestou publicamente.

As estrelas de Hollywood, os meios de comunicação como a CNN, NBC, ABC e o jornal Washington Post fazem uma panfletagem consideravelmente escancarada, o que os levou a serem chamados de funcionários de campanha de Hillary pelo candidato Republicano em um discurso em um evento, onde todos os editores destes meios de comunicação estavam presentes.

A campanha da CNN, principalmente, é tão grande que eles chegaram a cortar o sinal de um comentarista que chamava Hillary de mentirosa, e também por se recusarem a noticiar as revelações feitas pelo WikiLeaks, sob a alegação de se tratar de uma fonte "ilegal", mesmo essa fonte servindo o noticiário do jornalismo americano e internacional desde seus primeiros vazamentos.


Ainda sobre o caso do escândalo dos e-mails, foi descoberto que a esposa do vice-diretor do FBI - que estava supervisionando estas investigações - teria recebido para sua campanha ao Senado pelo estado da Virginia, em 2015, o valor de US$ 467,5 mil do governador democrata Terry McAuliff, que tem laços há muitos anos com o casal Clinton. Meses após a campanha, o agente do FBI foi promovido a vice-diretor, assumindo pela primeira vez o papel de supervisão do caso.

Os escândalos de Hillary quando ela era secretaria de Estado


Como mostrou o documentário "Clinton cash: a historia não contada da fortuna dos Clinton", Hillary Clinton, quando foi secretaria de Estado, teria usado seu posto para beneficiar empresas que pagaram palestras feitas pelo seu marido. Um dos casos seria após um terremoto no Haiti, em 2010. O empresário Denis O'Brien, dono da empresa de telecomunicações Digicel, tinha doado mais de US$ 5 milhões a Clinton Foundation, como também patrocinou um evento que Bill Clinton fez na Jamaica com o valor de 225 mil dólares. Quatro meses após o evento, a Digicel recebeu a primeira parte do pagamento de um projeto de telecomunicações financiado e supervisionado pela secretária de Estado norte-americana. 

Ainda no Haiti, em 2013, o irmão de Hillary, Rodham Clinton, foi chamado para participar do conselho executivo de uma empresa que exploraria o setor dos minérios no país, após anos de proibição de participação de qualquer empresa deste setor no país. As suspeitas são de que ele teria sido indicado por influencia de sua irmã.

Outro caso no remete ao período em que Hillary assumiu o cargo de secretaria de Estado em 2009. A empresa Keystone XL tinha um projeto de um oleoduto para transportar petróleo do Canadá até os estados do Texas e Lousiana. Os ativistas sobre questões relacionadas ao meio-ambiente protestaram e esperaram que Hillary se posicionasse contra o projeto, por sempre discursar contra os combustíveis fósseis e criticar o aquecimento global. No entanto, ela foi fundamental no caso e ajudou a aprovação do projeto, trazendo decepções aos diversos ativistas.

Ainda sobre o projeto do oleoduto, na época, Bill Clinton, o marido de Hillary, recebeu US$ 2 milhões para dar palestras no Canadá para a empresa TD Bank Investmen Group, que é uma das maiores acionistas da Keystone XL. A permissão que saiu que graças a participação decisiva de Hillary aconteceu três meses após a última palestra de Bill Clinton.

Entre os anos de 2009 e 2010, os EUA passaram por tensões diplomáticas com o Irã. A empresa sueca Ericsson poderia ter colocado os Estados Unidos numa lista de inimigos do país por manter negócios no território iraniano. No mesmo período, a empresa pagou US$ 750 mil a Bill Clinton para dar uma palestra. Sete dias após o evento, o Departamento de Estado comunicou que não iria ampliar sanções que incluíam tecnologias de Comunicação no Irã.

Os e-mails vazados pelo WikiLeaks

A quantidade do que foi vazado é grande. Poderia-se escrever um livro apenas sobre o assunto, porém qualquer um que tiver mais curiosidade pode ir até o site do WikiLeaks e descobrir as mais diversas polêmicas. Aqui serão tratados apenas alguns. Você pode conferir uma lista com 100 e-mails vazados aqui

Para ser mais rápido e facilitar o leitor, mostrarei alguns dados através de uma lista.

1) A diretora de Comunicação da candidata, Jennifer Palmieri, em uma conversa com John Halpin, membro do centro de análise de política e opinião pública (um importante apoiador de Donald Trump que é católico), falou que pensamento sobre as questões de gênero são retrógrados e que isso era resultado da enorme "bastardização" da fé. Nos e-mails que você pode conferir aqui e aqui, eles se queixam pelo grande número de católicos em posição de destaque nos EUA.

2) Em um discurso para banqueiros de Wall Street, Hillary disse que na política você precisa ter uma opinião pública e outra privada, ou seja, tem que estar sempre mentindo.

3) A ex-comentarista da CNN, Dona Brazile, informou à campanha da candidata quais perguntas seriam feitas em um evento da emissora.

4) Um dos assessores mais próximos de Hillary, Jonh Podesta, intitulou um e-mail para Huma Abdein e a candidara de "Latinos carentes e uma decisão fácil".

5) Um fato bem curioso e que não foi noticiado pela mídia brasileira é que de acordo com uns e-mail vazados, há uma prova que a CNN manipulou as pesquisas sobre a corrida presidencial. No esquema aumenta-se o número de grupos que teriam o perfil de votar na candidata para dar a impressão de que ela estaria à frente nas pesquisas.

6)  O rei do Marrocos deu US$ 12 milhões a Clinton Foundation para ter uma reunião com Hillary. Seis meses depois eles receberam armas dos EUA.

7) Em um áudio de 2006, Hillary Clinton disse que apoiava manipular as eleições que aconteciam na Palestina na época.

8) Em 29 de junho, a chefe do Departamento de Justiça Americana, Loretta Lynch, se encontrou com Bill Clinton em um local escondido horas antes da divulgação do relatório final sobre a investigação do caso dos e-mails que Hillary apagou. E além disso, a campanha de Hillary estava em contato direto com os investigadores

9) Jornalistas da grande mídia americana foram a um jantar secreto com os organizadores da Campanha de Hillary.

10) O bilionário e financiador da campanha de Hillary Clinton e de quase toda esquerda norte-americana, George Soros, pediu para a candidata democrata interviesse em países que ele tem negócios. Um dos casos foi na Albânia, quando Soros pediu para Hillary indicar algum líder europeu para mediar alguns conflitos políticos no país, além de outros pedidos.

11) O site The Huffington Post, que também tem sua versão brasileira, está trabalhando para a vitória de Hillary. Em um e-mail, um dos seus membros confessa que está empenhado para elegê-la presidente.

12) O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, está em contato direto com Hillary. Há algum tempo foi revelado que a rede social manipula a tendência histórica de textos pró-Trump e anti-Hillary, como também tem censurado vídeos contra Hillary. É um total ataque ao debate aberto e limpo sobre a política.

13) A Clinton Foundation recebeu dinheiro de países que apoiavam o Estado Islâmico. Como e-mails revelam, o dinheiro foi diretamente do governo da Arabia Saudita e do Qatar. E alguns e-mails revelados mostram que Hillary sabia disso. Quando ela foi secretária de Estado, permitiu a venda de armas para esses países, que chegou a ser mais de US$ 18 bilhões, o que não impede que as armas dos terroristas tenham vindo dos EUA. O criador do Wikileaks falou sobre isso em uma entrevista. Você pode conferir um trecho aqui.

Os casos continuam. E nem falamos sobre Banghazi e os e-mail que Hillary deletou - além de ter mentido descaradamente sobre. Mas o objetivo foi mostrar um pouco sobre como a democrata está envolvida em muitos casos de corrupção. E que se depender da grande mídia brasileira, você jamais saberá de algo sobre algum desses casos.

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