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Liberal-conservador revela por que preferiu Trump: "Não gosto que me digam o que devo gostar"


Igor Cavalcante é um liberal-conservador que expressou no seu perfil do Facebook o que lhe fez passar a preferir Donald Trump ao invés de Hillary Clinton. Seu texto traz valiosas reflexões a respeito da escolha, por isso está sendo publicado aqui em O Congressista.

Por Igor Cavalcante
autor convidado

"Não simpatizo com o Trump. Me parece pouco afeito ao diálogo, intransigente, grosseirão e radical. Não é um conservador - o topete denuncia e o discurso confirma -, nem um liberal econômico - restrições econômicas e muros não me parecem próprios. Talvez nem tenha uma definição política clara, é verdade. Mas, passei a preferir o Trump quando parei de olhar para ele. E acho que foi isso que os americanos fizeram.

Perceber as alternativas, o que evitar, é muitas vezes tão importante quanto decidir o que se quer. E passei a simpatizar com a idéia de preferi-lo quando notei que isso exige uma boa justificativa. É como se não devesse, como se houvesse políticos possíveis, e outros de mau gosto, indevidos, proibidos. Sou turrão, meio tradicional, e não gosto que me digam do que devo - ou não - gostar.

Penso que as eleições não disseram o que os americanos querem, mas o que rejeitam. Foi antes um freio que um progresso. Um “não” que um “sim”. Um “basta” que um “avante”. Ouviram de longe o arrastar sorrateiro das correntes e revidaram. O universalismo amplo, o multiculturalismo sem compromissos, o laicismo intransigente, o assistencialismo populista e bom-mocismo bom-mocista não encontraram amparo na liberdade real, aquela que exige ordem, comunidade, tradição, trabalho e perseverança.

Viram que um pé mais à esquerda poderia deslocar demais o centro, e titubearam. Acho que foi isso.

Agora resta torcer para que o Parlamento seja forte, o Judiciário justo, e os fantasmas sumam como vieram. Torcer para que a mídia sinta vergonha de sua incompetência e desprezo pela verdade. E torcer para que os muros tenham portas; as loucuras, ponderação, e o mundo aprenda que voltar, quando se está na direção errada, é um progresso.

Enfim, penso que, ainda que com o canto da boca preocupada, a gigante de cobre em Nova Iorque esboçou um pequeno sorriso. E eu também".

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