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Como os esquerdistas, o politicamente correto e o progressismo ajudaram Trump a vencer


Por Luis Cláudio

Quem elegeu Donald Trump?

Confesso: é a primeira vez que escrevo, com afinco, sobre a eleição americana. Contudo, já vinha observando há muito tempo o comportamento geral dos participantes das campanhas de ambos os candidatos. Podemos enumerar aqui dezenas de fatores que levaram à vitória do concorrente republicano no pleito pela Casa Branca.

Desde a ruína financeira legada pela gestão Obama – com a estrondosa dívida pública – até aos sucessivos escândalos envolvendo a candidata Hillary Clinton com os vazamentos de e-mails, são várias as hipóteses que podem ser apontadas como decisivas para a escolha do eleitorado estadunidense. Mas, há uma que não pode ser ignorada e que, de fato, teve relevância no resultado: o politicamente correto.

Quem acompanhou a campanha presidencial pelos noticiários, perdeu a conta de quantas vezes surgiu o nome de Donald Trump relacionado a comentários tidos como racistas, xenofóbicos ou machistas. Ainda que, em certa medida, realmente o fossem, o fato é que esse aspecto atraiu, e muito, o carisma de muitos americanos. E por quê? Por uma razão bem fácil de entender, amigo leitor: o politicamente correto deixou o mundo chato!

Isso mesmo! A irreverência do bilionário frente aos ataques da grande mídia e às investidas da patrulha politicamente correta coincidiu com a notável fadiga da censura informal dos “termos aceitáveis”.

Hillary, que representou a esquerda americana, levava em sua bagagem de campanha essa postura altruísta de defesa das “minorias” e dos “desfavorecidos”, com as bênçãos dos adeptos dessa noção de que “palavras machucam”.

Não obstante a isso, o politicamente correto, não raro, está relacionado à defesa e proteção de minorias, entre as quais, os muçulmanos. Esse estigma da afeição por imigrantes adeptos da religião islâmica – por vezes conexos ao terrorismo – somado às acusações de Trump de que Hillary, enquanto Secretária de Estado, teria favorecido o surgimento do Estado Islâmico corroborou com a repulsa popular à candidata democrata. Não fosse o endosso constante dado pelos esquerdistas ao politicamente correto, dificilmente Trump teria vencido.

Portanto, respondendo à pergunta inicial: quem elegeu Trump foi o politicamente correto. Insurgindo em campanha contra o establishment político armado em Washington, amparado pela rejeição ao governo Obama e, consequentemente, à sua candidata, Trump derrotou nas urnas americanas o ensejo psicopata de controle da conduta humana a partir de paradigmas falaciosos e vícios de linguagem amoldados ao esquerdismo.

O politicamente correto terá fim algum dia? Não sei. Somente o tempo nos dará tal resposta. Mas, uma coisa é certa: onde houver uma patrulha do comportamento alheio, haverá um Donald Trump.

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