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Desperta a esperança


Por Leo Fernandes

Na manhã desta quarta-feira (26), o povo venezuelano acordou com um sentimento um pouco melhor: o do otimismo. Foi aprovado durante plenária na Assembleia Nacional, em Caracas, o início do processo de investigação contra o presidente Nicolas Maduro. Os opositores acusam o presidente venezuelano de quebra da ordem do país, além de lesar a Constituição Bolivariana. Assim, se iniciará um processo de impeachment contra o mandatário.

O processo será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça da Venezuela, ao contrário da Assembleia, dominada por chavistas. Em novembro passado, a oposição ganhou a maioria das cadeiras na AN, dando início ao enfraquecimento do governo socialista.

A Venezuela vive uma crise sem precedentes, além da violência descontrolada (Caracas é considerada a segunda cidade mais violenta do mundo), inflação altíssima (uma das maiores do planeta), o país passa por falta de produtos básicos, desde alimentos, artigos de higiene, inclusive remédios. A situação ficou mais grave ainda com a suspensão do referendo marcado para a próxima quinta-feira (27), que decidiria se Maduro poderia deixar o governo. Representantes chavistas alegaram possíveis fraudes no pleito. Durante a semana houve até boatos que uma guerra civil poderia eclodir na Venezuela nos dias subsequentes.

Em dezesseis anos de regime chavista, a Venezuela vive talvez o pior momento em pouco mais de duzentos anos de independência. Porém, a população se uniu e deu um grito de “basta” para tudo que está acontecendo. A onda de protestos iniciada em setembro, com a chamada “La Toma de Caracas”, já está começando a dar resultados.

Regimes autoritários quando querem obter êxito, a primeira coisa que fazem é calar a boca do povo e tentar aliená-los ao máximo. A população sofre calada por um tempo, mas na hora que explode, mostra a sua verdadeira força. A maioria dos governos totalitários caiu diante da força do povo e são lembrados como uma grande mancha na história de seus países. E o regime chavista está prestes a passar por isso também.

O título do texto foi inspirado em um trecho de um samba enredo da Imperatriz Leopoldinense, de 1986. O sentimento do venezuelano, que eu escrevi no começo, é de esperança, de reconstrução da Venezuela que antes fora uma das grandes forças da América Latina e hoje sofre diante uma ditadura socialista.

Em tempo: Caso Maduro seja impedido de governar, ele será o segundo presidente da Venezuela a sofrer impeachment. O primeiro foi Carlos Andres Pérez, que saiu em 1993.

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