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Os militantes petistas no papel de "otários da nação"


Por Wilson Oliveira

Os petistas choram o impeachment, mas se esquecem que em 2010 e em 2014 Dilma teve tempo de TV na campanha consideravelmente maior que os tucanos graças ao PMDB.

Em 2010, Dilma, uma completa desconhecida na política e que não tinha sido boa administradora na Petrobras, também só conseguiu ser bem recebida no mercado financeiro graças ao PMDB.

Dilma, Lula e o PT também gozaram da união com um dos "partidos da elite" para fazer negócios vultuosos com as elites e ficar com as mãos cheias, tal qual essa mesma elite que eles sempre "contestaram".

Enquanto presidente, tudo o que Dilma conseguiu aprovar no Congresso também foi graças aos parlamentares do PMDB. E o que ela quis derrubar também contou com votos dos peemedebistas para tal.

O Petrolão e todos os outros esquemas de corrupção também contaram com as digitais dos dois partidos, que sempre estiveram juntos no governo Dilma, na saúde e na riqueza. E quando o PT resolveu se aliar a eles, já sabia com quem estavam lidando. Assim como o PMDB também sabia o que eram os petistas, pois eles convivem juntos há muito tempo.

O Brasil viu a formação de uma gangue que assaltou os cofres públicos, que dilacerou a economia do país, e tudo, absolutamente tudo, visando interesses particulares, sem a mínima preocupação com os "otários", que são seus eleitores.

Portanto, eu lamento que muitas pessoas neste País queiram continuar fazendo papel de "otários do PT". Porque uma das diferenças entre os dois partidos é que um possui uma militância barulhenta, enquanto o outro sequer possui militância.

Mas também existe outra diferença entre os dois que me fez apoiar o impeachment. O PT vê com bons olhos o modelo chavista na Venezuela, assim como alguns outros pelo mundo que pelo menos pra mim, definitivamente, de democracia não possuem NADA. O PMDB se salva neste ponto. Assim que assumiram, respectivamente, a presidência e as Relações Exteriores, Temer e José Serra (que começou no PMDB e há algum tempo pertence ao PSDB) trataram de repudir o governo Nicolas Maduro. Golaço!

Conclusão: eu não me comovo com a Dilma, não me comovo com o Eduardo Cunha, não me comovo com o Lula, não me comovo com o Luis Fernando Pezão, não me comovi com o Sérgio Cabral - pedi "fora" pra todos eles -, não me comovo com o Eduardo Paes (e não vou votar no Pedro Paulo) e não me comoverei com o Michel Temer. Nenhum deles me pertence, assim como eu não pertenço a eles.

Só espero (e tenho certeza que não estou pedindo muito) que o Temer não faça uma gestão econômica pior que a da Dilma. Porque pra pedir algo além disso, deveríamos começar com uma varredura tão radical a ponto de expulsar tanta gente da política que seria necessário refundar a República.

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