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EDITORIAL: hora do liberal-conservadorismo amadurecer e abandonar os que só atrapalham


O PT perdeu uma batalha, mas a esquerda brasileira está longe de perder a guerra. O pensamento socialista está espalhado por todos os lugares no território latino-americano. Até com visões casuísticas e particularidades descivilizatória. E no Brasil não é diferente. Da cabeça aos pés, os militantes estão cada vez se jogando mais, com o corpo e com a alma, numa ideologia que o fazem sofrer na pele as consequências que podem ser irreversíveis. Entre tantos cegos teóricos, uma menina perdeu, literalmente, a visão, em um dos protestos que, em tese, de modo fascista defende uma democracia que eles mesmos chamam de "fascista". Da mesma forma que o PT lutou contra a Constituição de 1988 que agora diz defender.

Porém maior, muito mais sofisticada, robusta e organizada, a esquerda tem o poder de agir como uma metamorfose. Ela muda de cor, de cara, de aparência, tudo para continuar defendendo o que sempre quis, na realidade, defender - às vezes até de forma disfarçada. Eles substituem nomes na política para isso, porque opções não lhe faltam. Já foi Getúlio Vargas, já foi Jânio Quadros, já foi Leonel Brizola, já foi Luis Inácio Lula da Silva. Recentemente foi Dilma. Marina Silva já vestiu a farda do combate e Ciro Gomes está correndo para o campo de batalha. E preocupantemente, o número de linhas auxiliares deles só aumenta. Do Rio Grande do Sul ao Amazonas. É como uma roleta russa. E isso se expande aos meios que todos nós frequentamos: faculdade, internet, trabalho e até na própria família.

Via de regra alguns brasileiros tentam fazer emergir uma força antagônica. O fazem porque perceberam a emergência de impedir que uma narrativa única continue monopolizando as mentes de boa parte do eleitorado, inclusive daqueles que se dizem não ser uma coisa nem outra. Mas esses brasileiros estão esbarrando nas dificuldades impostas - e são muitas. Algumas trazidas por esse adversário que há muito tempo está preparado para batalha. Outras elaboradas por figuras que inicialmente até pareciam querer ajudar, mas que após algumas experiências conceituais se perderam no meio do caminho e agora só estão atrapalhando.

Os liberais-conservadores precisam focar. É preciso se concentrar. É preciso se organizar. É preciso discutir melhorias no discurso. É preciso estabelecer para o público externo quais são as pautas defendidas, uma por uma, mas não sem antes estabelecer o que é prioridade. E pormenores nunca devem ocupar a dianteira quando se desenvolve um ranking daquilo que é prioritário. A eleição de 2018 já está batendo à porta e o que se tem são apenas projetos de projetos. Não há um nome sequer para a disputa da presidência que possa reunir todas as forças liberais-conservadoras numa só agregando potencial de atrair uma boa leva de indecisos - que sempre decidem as eleições no Brasil.

Não há problema algum os filhos das ideias excêntricas e eloquentes quererem um lugar ao sol. No entanto, extirpar as eloquências que eles defendem (como utopias que só são maravilhosas para a ficção e exageros que só fazem sentido para quem tem fixação por exceções) do que pode vir a ser um ação coordenada do fortalecimento do território político e a solidificação de bandeiras urgentes para o país se faz necessário. Extremamente necessário. Inadiavelmente necessário. É possível observar tal questão quando tenta-se anunciar um nome que represente tal força de expressão ainda entalada em um pote de vidro.

Enquanto Jair Bolsonaro é excessivamente ligado ao militarismo sem sucesso para se desenvolver programaticamente para outras marcas, Ronaldo Caiado sofre com a falta de apelo popular - ele até possui uma grande legião de admiradores, mas que atualmente ainda é pequena frente ao que seria necessário em termos de eleições presidenciais. E para piorar, não é raro eleitores desses dois travarem batalhas sucessivas numa discussão traiçoeira para ver quem é melhor. Um claro sinal de imaturidade política e falta de noção estratégica. E saindo do universo "Caiadeus e Bolsomito", não há mais nenhum outro nome. Até pode ser que apareça, mas o tempo é curto se considerarmos a próxima eleição.

O inquestionável fato que se apresenta é que há duas etapas que os liberais-conservadores brasileiros precisam cumprir antes de qualquer outra coisa. Parar de brigar entre si, seja lá qual for o motivo, e se organizar como homens e mulheres decididos a entrar no jogo de uma vez. Não definimos como deve ser esse jogo, não participamos da elaboração das suas regras, sequer nos entendíamos como parte da política brasileira até certo tempo atrás. Mas agora já era.

Se não entrarmos com as nossas próprias mãos e pernas, seremos jogadores num caldeirão vermelho ardente em fogo. Na verdade, chegamos a ficar na beirada desse caldeirão, mas conseguimos nos livrar dele momentaneamente. Mas infelizmente ainda não sabemos o que será de nós amanhã. O assunto é sério demais para perdermos tempo com bobeiras.

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