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EDITORIAL: em defesa da privatização (e não da concessão) da Petrobras

O leque de argumentos a favor da privatização da Petrobras é tão grande que parece até falarmos sobre o assunto mais óbvio do país. Mas vamos em frente, tratando com seriedade um tema que merece a sua total atenção. Logo de cara, refutaremos a principal linha daqueles que são contra a privatização da maior estatal do país. Eles argumentam que a empresa é uma riqueza nacional, consequentemente dos brasileiros. Então cabe a todos nós uma singela pergunta: o que ganhamos, diretamente, com o fato da Petrobras ser estatal? Outra: somos acionistas da empresa? Temos rendimentos aumentados quando o lucro da mesma sobe?

A resposta para todas essas perguntas é não. A palavra "não" também tem o poder de responder uma série de questionamentos mais profundos e mais complexos sobre o fato da Petrobras ser estatal, que colocam o Brasil diretamente em linha oposta a dos países desenvolvidos que possuam alguma empresa controlada pelo poder público. Criada pelo governo Getúlio Vargas, a Petrobras não tem condições de alavancar o desenvolvimento econômico do País. E, ao contrário, é um verdadeiro portão escancarado para a corrupção, como bem tem apurado a operação Lava Jato.

O fato de existir uma empresa estatal de grande porte em um país com altíssimo nível de corrupção é um ambiente propício para o roubo do seu dinheiro, perpetrados por políticos e agentes colocados em lugares estratégicos por eles. Num mercado onde circulam bilhões de reais em operações de compra e venda, não são os mais pobres que acabam beneficiados por essa quantia, como fingem acreditar os defensores da inaceitável vontade de ver o grande castelo de cartas marcadas continuar erguido bem diante dos nossos olhos.

De acordo com Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, as mais de cem empresas públicas, inclusive as de economia mista, são responsáveis por movimentar no mercado brasileiro algo em torno de R$ 1,4 trilhão por ano. Segundo Castello Branco, esse montante é comparável ao PIB da Argentina. E como muitas dessas empresas acumulam prejuízos e mais prejuízos, parte desse dinheiro é retirado - na mão grande - do Tesouro Nacional de forma a manter essas empresas em funcionamento.

Hipocritamente, parlamentares do PT, logo o partido que controlou o Petrolão nos últimos anos, bradaram aos quatro cantos que o motivo da corrupção era o financiamento privado de campanhas. O lunático argumento parece tê-los feito acreditar que nenhum brasileiro seria minimamente atento para perceber que a rota de dinheiro sujo é muito maior na Petrobras que nos financiadores privados de campanha. E quem nos garante que através das operações de uma empresa pública não possa haver alimentação de caixa dois de partidos, uma vez que a proibição do financiamento recaiu apenas para as empresas privadas?

Todavia, de nada adiantará uma operação do porte de uma Lava Jato se os pilares de sustentação da roubalheira não forem atacados. A existência de empresas públicas, aliada ao imoral foro privilegiado, dão suporte e proteção para a corrupção desmedida que estamos vendo ser desvendada pela Polícia Federal e pelo juiz Sérgio Moro. Portanto, pedir que a Petrobras continue sendo estatal é querer beneficiar apenas um tipo de pobre brasileiro: aqueles que possuem pobreza de caráter.

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