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Crise? O que os moradores do município do RJ devem esperar para o futuro



Por Pedro Augusto

Até o final de 2015, a dívida total do Rio de Janeiro era de R$ 27,59 bilhões. Parte disto é por causa do aumento da chamada dívida contratual, que é captada para o financiamento de projetos, dentre os quais há as obras do BRT, Tranbrasil e Transolímpica. O crescimento foi de 28% ano passado, que chegou a R$ 3,65 bilhões.

O que possuiu um grande aumento nos últimos anos foi a dívida consolidada, ou seja, os compromissos financeiros assumidos num tempo superior a um ano. De 2011 até 2015, o aumento foi de 27%, chegando a R$ 17,66 bilhões. No gráfico a seguir você pode conferir a sua evolução.



Os Jogos Olímpicos é um dos responsáveis pelo aumento da dívida consolidada. O custo total do evento foi de R$ 38,26 bilhões, embora o Tribunal de Contas da União já tenha dito que parte dos gastos ainda não foram divulgados. Quase metade veio dos cofres públicos, sendo a maioria financiada pela prefeitura do Rio de Janeiro, que deixará uma conta bem cara para a próxima gestão.

Os gastos aumentaram tanto que em 2015 o déficit chegou a R$ 2,78 bilhões, ou seja, a prefeitura nem conseguiu economizar dinheiro para pagar sua dívida.

Os impostos 

Como mostra bem gráfico a seguir, a arrecadação no município após sucessivos aumentos voltou a cair. A queda coincide com a crise econômica que graças a ela e aos sucessivos aumentos de impostos, levaram a uma óbvia queda na arrecadação que deve se manter ou não cair tanto por causa dos eventos esportivos. A diminuição foi puxada predominantemente pela queda das Receitas Correntes, que está atrelado aos impostos embutidos nos produtos, algo que ficou normal pelo país devido a crise. A queda foi de 3,63%.

Em 2015, houve uma insuficiência de arrecadação tributária no valor de R$ 3,80 bilhões. Já quanto a Execução Orçamentária, que é o valor previsto no início de ano da diferença entre arrecadação tributária e gastos, o valor foi de R$ 904,12 milhões.



Gastos e mais gastos

Uma das áreas que estão sempre aumentando o seu volume de gastos são os poderes legislativo e judiciário. O Rio conta com 51 vereadores com um salário mensal de quase R$ 19 mil. O custo anual chega a R$ 66,667 milhões, além dos privilégios e salários de quem trabalha nos gabinetes.

Em todos os anos houve aumento de despesas do poder Legislativo e Judiciário como você pode ver na tabela a seguir. O detalhe é que os valores são em milhões destes setores citados.



Também vale a pena destacar que a Previdência Social consome mais ou menos 12,5% do total. A tabela você pode encontrar aqui.

O que esperar?

Como foi mostrado, os gastos aumentaram em todos os anos, principalmente naqueles próximos aos eventos esportivos. Em contrapartida, os impostos passaram por quedas devido à crise econômica e deve se manter assim, ou pelo menos não voltar ao crescimento constante de arrecadação até uma melhora na economia e aquecimento do mercado, algo que ainda está distante de acontecer.

A prefeitura do Rio assumiu gastos que eram do governo a fim de que certos serviços não fiquem precarizados. Logo, ela gastará mais e reforça a possibilidade de déficits em 2016 e até nos próximos anos.

O que pode se esperar é o aumento de impostos para cobrir os gastos dos eventos esportivos, obras, as novas responsabilidades assumidas e, claro, um governo que só aumenta de tamanho. Embora a gestão mude, não é de se surpreender que o próximo prefeito faça cortes em algumas áreas para pagar a conta que virá agora e a receita também caia, ou pelo menos não supra as próximas obrigações.

Enfim, o clima é de pessimismo para a Cidade Maravilhosa, que para pior ainda está imersa a um estado fluminense falido.

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