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Por que os pobres votam em Trump e não em Hillary?


Por Pedro Augusto 

A última pesquisa da Bloomberg sobre as eleições presidências dos EUA continua a mostrar a preferência dos eleitores brancos, de classe média e sem ensino superior em Donald Trump.

Para o brasileiro que se informa sobre o mundo de acordo com a nossa grande mídia, é até de se espantar isso, já que os jornalistas passam a imagem de que os republicanos são os "elitistas" que estão em parceria com os grandes empresários, enquanto os democratas são os que se importam com os mais pobres e que não se aliam ao grande empresariado. No entanto, nada mais falso. Inclusive, há motivos para explicar isso.

Primeiramente porque Trump promete diminuir os impostos para a classe média, mais ainda para os mais pobres, enquanto Hillary se contradiz ao dizer que aumentará as taxas para a classe média em uma medida mais "justa", ao mesmo tempo que seu programa diz o contrário.

Além do mais, em seus discursos sobre o comércio global, Trump está sempre atacando a China, que segundo ele os chineses desvalorizam o yuan para fazer frente ao mercado global. Com essa irresponsabilidade que não se sabe até quando durará, faz os produtos chineses serem vendidos mais baratos no mercado mundial e prejudica os comerciantes norte-americanos, como também atrai diversas fábricas para lá.

A promessa de taxação de 45% dos produtos chineses atrai votos do americano médio porque ele quer manter ou voltar aos empregos perdidos frente as manipulações monetárias chinesas e a crise de 2008. Também é bom destacar que enquanto nos EUA as empresas precisam passar pelo crivo de cada vez mais burocracias e leis ambientais, na China não há nada disso. O trabalho é muitas vezes semi-escravo e sem nenhuma legislação ambiental. Enquanto nos EUA há cada vez mais regras para o comércio, na China só não há isso, como ignora-se cada vez mais qualquer responsabilidade.

Um outro fator são os resultados econômicos de Obama. Os impostos sobre salários não param de crescer, como também a qualidade de empregos que são gerados, já que grande parte deles são de meio período e consequentemente de menores salários.

Trump, durante as primárias republicanas, conseguiu atrair a atenção e votação deste mesmo grupo, que vem caindo a sua frequência nas urnas desde as eleições vencidas por Ronald Reagan em 1980 e 1984. E este grupo só compareceu às urnas porque viram que alguém estava falando do seu principal problema: os empregos, além da perda da qualidade de vida que tinham antes da Crise de 2008.

Também é bom destacar que muitos desses eleitores moram em bairros pobres e que consequentemente são mais perigosos. Eles entendem que precisam ter uma arma para se defender. Trump sabe e defende isso, enquanto Hillary Clinton, rodeada por seguranças armados, diz que armas não trazem segurança.

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