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O suposto enriquecimento ilícito do casal Clinton


Por Pedro Augusto 

Embora tentem esconder dizendo que Hillary Clinton quer "regular Wall Street", ela é a verdadeira candidata do establishment. Isso é tão verdade que ela está constantemente com Warren Buffet, já recebeu doações de George Soros e dos veículos de comunicação, além de receber apoio da Bloomberg e do New York Times. Em uma pesquisa entre as elites de Washington, ela lidera com 62%.

Durante o período em que Hillary foi secretária de Estado, o cargo mais importante nos EUA após o da presidência, o seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, deu 215 palestras e recebeu um total de US$ 48 milhões. Até ai nenhum problema. A grande questão é que pagadores das palestras de Clinton ou doadores da Clinton Foundation tinham interesses econômicos em diversos países que receberam palestras ou em ações de Hillary durante sua gestão.

Ajudas estranhas

Há uma lei nos EUA que diz que se governos estrangeiros não melhorarem sua transparência de gastos, e consequentemente não passarem a lutar contra a corrupção, qualquer ajuda a eles serão cortadas, exceto se a secretária de Estado continuar permitindo tais ajudas.

A Nigéria, que é um dos piores países na classificação do ranking de transparência, já recebeu US$ 480 milhões dos EUA. Só na época em que Hillary era secretária de Estado, seu marido fez duas palestras no país africano e recebeu US$ 700 mil do empresário nigeriano Nduka Obaigna, que tem relações muito próximas ao presidente da Nigéria.

Em 2010, um terremoto devastou o Haiti, um pobre e pequeno país da América Central. O Departamento de Estado dos EUA ficou responsável por supervisionar a reconstrução do país pelo chefe de gabinete de Hillary, Cheryl Mills. Um dos projetos que havia para os haitianos era a construção de casas. As empreiteiras que conquistaram os processos de licitação deveriam construir 15 mil moradias por US$ 53 milhões. O total de habitações construídas foram 2,6 mil por US$ 90 milhões.

Ainda no Haiti, o empresário irlandês das telecomunicações, dono da Digicel, Denis O'Brien, que já doou mais de US$ 5 milhões para a Clinton Foundation, foi outro que lucrou bastante após o terremoto. O Departamento de Estado dirigido por Hillary Clinton quis financiar um serviço de transferência de dinheiro móvel para os haitianos. A empresa entrou no processo de licitação do empreendimento e quatro semanas depois patrocinou uma palestra de Bill Clinton na Jamaica, no valor de US$ 225 mil. Quatro meses depois a Digicel recebeu a primeira parte do pagamento do contrato que conseguiu na disputa. E além do mais, pouca melhora se viu no país desde então.

E as coisas não pararam por aí. No Haiti não se fazia uma concessão de exploração do ouro há 50 anos. Isso voltou a acontecer durante a reconstrução supervisionada por Hillary. A empresa contemplada foi a mineradora VCS, cujo irmão de Hillary, Tony Rodham's, juntou-se ao conselho de administração logo após vencerem o processo.

A candidata à presidência é uma grande defensora da energia limpa. Quando ela era secretária de Estado, a Keystone XL tinha um projeto de um oleoduto para transportar petróleo do Canadá às refinarias de Lousiana e Texas, nos EUA. O projeto gerou muito polêmica porque segundo os críticos, seria de grandes riscos ambientais. Hillary, como secretária de Estado, seria fundamental para a aprovação ou não do projeto por causa dos impactos ambientais e econômicos. Diante das suas críticas às empresas que contribuem para o aquecimento global, era de se esperar que ela se opusesse ao projeto. Porém, na época, Bill Clinton recebeu quase US$ 2 milhões para dar 10 palestras no Canadá da TD Bank Investment Group, que é uma das maiores acionistas da Keystone XL - e que nunca tinha chamado o ex-presidente para palestrar antes. A última palestra foi em 2011. Três meses após o evento, o Departamento de Estado soltou um parecer favorável ao projeto que foi muito controverso.

Entre 2009 e 2010, os EUA passaram por tensões diplomáticas com o Irã. A empresa sueca Ericsson, que tinha negócios e equipamentos em território iraniano, poderia ser colocada em uma lista do governo norte-americano acusando-os de negociar com o inimigo. Neste mesmo período a Ericsson pagou US$ 750 mil dólares a Bill Clinton para dar uma palestra. Sete dias após o evento, o Departamento de Estado disse que não iria ampliar sanções ao Irã que incluíam tecnologias de comunicação, e que a empresa deveria se policiar.

As informações desta matéria foram tiradas do documentário "Clinton Cash: a historia não contada da fortuna dos Clinton" que você pode conferir aqui.

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