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O consumo é a ferramenta que mais insere os gays na sociedade


Por Wilson Oliveira

Para azar dos críticos da sociedade de mercado, que se acham defensores dos "fracos e oprimidos" e não se dão ao trabalho de procurar se as teorias que falam são realmente corretas, um fato é e sempre será o calcanhar de Aquiles deles: é o consumo a ferramenta que mais insere os gays na sociedade. Em 2013, uma reportagem do jornal Correio Braziliense já trazia a informação que o público gay consome, em média, 30% mais que o público hétero.

Estudos sociais também ajudam a explicar esse fenômeno. Como a maioria dos gays não possui filhos, eles não possuem custos com crianças no mesmo volume que os héteros. Consequentemente, possuem mais disposição para usar a riqueza que possuem de outras formas, como por exemplo viajando. Apenas 4% dos casais de gênero masculino possuem filhos. Entre os casais de gênero feminino esse número sobe para 11%, segundo a Out Now Consulting.

A própria reportagem citada destaca que o turismo é um dos principais itens nas despesas do público gay. "O brasileiro aparece em segundo lugar em um ranking elaborado pela Out Now, com uma expectativa de gastos com viagens de US$ 22,9 bilhões em 2013, atrás apenas dos Estados Unidos".

Em outra reportagem, dessa vez do jornal O Globo, em abril deste ano, o título traz outra informação importante: o potencial de compras LGBT é estimado em R$ 419 bilhões no Brasil, o que equivale a 10% do nosso PIB. Mundialmente falando, o público LGBT tem potencial financeiro estimado em US$ 3 trilhões, valor equivalente a todo PIB da França.

Fatalmente essa realidade é capaz de causar confusão mental em muita gente no Brasil. Isso acontece pela falta de uma cultura mais liberal-conservadora no país. Desde muito tempo se acostumou a olhar a política e a economia pelos olhos progressistas em terrar tupiniquins. Como o termo "progressismo" foi dominado pelos estatistas, que lotam os partidos políticos brasileiros, isso causou algumas distorções em várias áreas, como na econômica.

Por exemplo, ao mesmo tempo que se repudia as pessoas que admitem não gostar dos gays, também se repudia as pessoas que revelam gostar de lucro (nesse caso, a chamam pejorativamente de gananciosa, ou então utilizam ofensas ainda mais pesadas). Mas e se um gay quiser abrir uma empresa para lucrar? A cultura progressista do politicamente correto não possui resposta pra essa pergunta.

Repare que até a liberdade dos gays fica travada no Brasil por conta dos socialistas apaixonados pelo estatismo. Enquanto uns acham que estão defendendo os homossexuais e outros, na malandragem, sabem que estão apenas utilizando estratégias pra enfraquecer os cidadãos economicamente, o mercado brasileiro destinado aos gays não consegue se desenvolver. E isso não é preconceito nem nada do tipo. O mercado para os héteros do Brasil também não explora o potencial que poderia explorar. O motivo é simples e o mesmo para ambos os casos: não temos liberdade econômica.

É sempre bom lembrar uma regrinha básica: economia com liberdade é economia em que as pessoas podem comprar e vender sem tanta burocracia. Economia sem liberdade, ou seja, estatizada, é aquela em que o governo a mantém sob seu domínio, dificultando e embarreirando uma série de ações de desenvolvimento e de geração de riqueza, seja com o público gay, com o público hétero, com o público magro, gordo, masculino, feminino, infantil...

Quando uma pessoa "defende o direito dos gays" ao mesmo tempo que defende medidas socialistas, está, ao mesmo tempo, atuando para sufocar o direito dos gays de consumir. Porque medidas socialistas significam reter bastante poder nas mãos do governo na ilusão de que medidas sociais serão providenciadas para o benefício geral e igual de toda a população. Como conservadores e liberais já estão cansados de saber essas medidas nunca se tornam realidade, ainda mais em países subdesenvolvidos como o Brasil (vide escolas públicas, hospitais públicos, transporte público, falta de saneamento etc.).

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