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Flávio Bolsonaro defende porte de arma e livre concorrência em debate na Band


Por Wilson Oliveira

Em debate realizado pela TV Bandeirantes no teatro Oi Casa Grande, na última quinta-feira, com os principais candidatos a prefeito do Rio de Janeiro, com exceção de Marcelo Freixo (PSOL) - que não participou por conta de uma resolução da lei eleitoral que foi revogada justamente no dia do debate - Índio da Costa (PSD), Carlos Osório (PSDB) e Flávio Bolsonaro (PSC) tiveram os melhores desempenhos. Este último, no entanto, passou mal no segundo bloco com uma queda de pressão e precisou se retirar do encontro para ser levado a um hospital. Mas até aquele momento o filho do deputado Jair Bolsonaro já havia apresentado boas propostas e boa visão sobre temas importantes como segurança pública e transporte, quando foi o primeiro no evento a defender a livre concorrência e a legalização do Uber, além da desburocratização para os taxistas. Também participaram do confronto Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (Rede), Jandira Feghali (PCdoB) e Pedro Paulo (PMDB).

O deputado Flávio Bolsonaro também foi o primeiro candidato no debate a abordar a questão da segurança, em resposta a um questionamento do senador Marcelo Crivella. E Bolsonaro saiu na dianteira ao afirmar um conceito vigente em praticamente todo mundo ocidental, mas ocultado no Brasil e varrido com a máxima força pra debaixo do tapete em território carioca: "a segurança deveria ser uma premissa municipal e a guarda deveria possuir arma de fogo". Aliás, esse é o mote da campanha do deputado. Flávio, inclusive, já passou por uma infeliz experiência tão comum ao dia a dia dos cariocas. Ele e seu segurança trocaram tiros em abril deste ano com dois assaltantes que tentavam roubar um carro que estava à frente do automóvel do parlamentar na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro possui porte de arma. Um dos assaltantes foi morto no local e o outro fugiu de moto ferido na perna. Flavio e seu segurança ainda auxiliaram as vítimas na ida até a delegacia da Barra, onde foram surpreendidos com a notícia de que não havia viatura disponível no momento para perseguir o assaltante que havia fugido de moto.

Ao longo do debate, já sem a presença de Flávio Bolsonaro, Índio da Costa foi outro a reforçar a ideia de que a guarda municipal deve ter responsabilidade sobre a segurança pública. Porém, o candidato do PSD apresentou menor ênfase no tema que o concorrente do PSC. Mas alguns pontos também podem ser contados a favor de Índio, que vem estudante o assunto. O ex-secretário de Eduardo Paes revelou já ter se reunido com o ex-prefeito de Nova Iorque, o republicano Rudolph Giuliani, que administrou a cidade, uma das principais dos Estados Unidos, entre 1994 e 2001, e ficou famoso pela política "Tolerância Zero", que diminuiu consideravelmente os níveis de criminalidade e atingiu repercussão mundial. Outro nome de impacto procurado por Índio foi Rodrigo Pimental, ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Especiais), especialista em segurança pública, consultor a respeito de operações policiais em favelas do Rio de Janeiro e autor do livro "Elite da Tropa", que inspirou a criação do filme "Tropa de Elite".

Os demais candidatos também foram provocados a falar sobre o tema, mas sem apresentar qualquer ideia nova. Marcelo Crivella, entretanto, afirmou categoricamente que não pretende armar a guarda municipal. Jandira Feghali e Alessandro Molon invocaram outras áreas como educação e "economia criativa" para determinarem que seria a solução para diminuir o problema da violência. A candidata do PCdoB só foi mais incisiva ao falar da violência contra negros, pobres, homossexuais e mulheres, quando aproveitou para provocar Pedro Paulo, acusado de ter agredido sua ex-esposa (o STF arquivou o inquérito).

A propósito, o candidato do PMDB ameaçou afirmar que possui visões diferentes das do seu padrinho Eduardo Paes quando o assunto é segurança pública, mas logo em seguida recuou e disse que já existe na cidade uma integração entre as forças de segurança estadual e municipal. Pedro Paulo, aliás, foi o maior alvo dos concorrentes. Em vários momentos do debate percebia-se uma união de todos contra ele, que reagia quase sempre com um sorriso e com uma cara de paisagem falando como se o Rio de Janeiro estivesse sem problema, de acordo com os próprios adversários, "descrevendo uma Ilha da Fantasia".

Carlos Osorio também se destaca: seriedade e críticas contundentes aos governos Lula e Dilma



Depois de muito tempo, o PSDB voltou a apresentar uma candidatura competitiva no Rio de Janeiro em uma eleição para o executivo. Carlos Osorio, que foi secretário tanto do governo estadual quanto do municipal, quando ainda era filiado ao PMDB, demonstrou muita tranquilidade e firmeza para falar de questões que poderiam ser uma ameaça a sua candidatura. Elogiou o primeiro mandato de Eduardo Paes e disse que resolveu se desligar do mesmo quando percebeu a transformação do segundo mandato em um projeto de poder visando o governo do Estado em 2018. Também elogiou o povo carioca e os atletas brasileiros por ocasião dos Jogos Olímpicos, mas criticou a condução financeira da prefeitura na realização do evento. Osorio, que foi secretário de transportes e é um dos responsáveis pelas mudanças urbanas no que tange à pasta, utilizou sua credencial para falar sobre o tema, que é praticamente o único ponto positivo da administração Paes que resiste à crise. O tucano, por exemplo, foi o comandante da derrubada da Perimetral para obra de revitalização do Porto Maravilha, realização elogiada por meios de comunicação nacionais e internacionais.

Como era de se imaginar, Jandira Feghali, que, ao lado de Lindbergh Farias (PT), é a congressista carioca mais fiel a dupla Lula e Dilma, aproveitou sua participação no debate para elogiar o governo federal do PT e criticar, repetidas vezes, aqueles que são acusados pelos aliados de Dilma Rousseff de "golpistas" por serem favoráveis ao impeachment da petista. Carlos Osorio surpreendeu ao ser o crítico mais ferrenho do governo PT no debate. Lembrou dos 12 milhões de desempregados no país, lembrou das pedaladas fiscais, lembrou da quebradeira ocorrida na Petrobras, acusou o aparelhamento realizado nas mais diversas entidades federais, criticou o projeto de poder único do PT e classificou a administração Dilma como "catastrófica" e "desastrosa". A surpresa se deu pelo fato de praticamente todos os analistas projetarem que apenas Jandira tentaria nacionalizar o debate levando para o lado do impeachment, sem que houvesse qualquer reação. Diante da convicação demonstrada pelo tucano ao se colocar totalmente contra o PT, Índio da Costa e Pedro Paulo também defenderam o impeachment da Dilma. Índio disse que a situação do país foi o determinante para o fim da linha petista, e Pedro afirmou que reassumiu seu posto de deputado para votar a favor do impedimento porque a crise econômica está insustentável.

Segundo colocado na pesquisa Datafolha e empatado na vice-liderança com Flavio Bolsonaro no levantamento do Ibope, Marcelo Freixo (PSOL) deve participar dos próximos debates com os prefeitáveis do Rio de Janeiro. A nova resolução da lei eleitoral determinava que a participação de um concorrente com menos de 10 deputados federais só deveria acontecer mediante aprovação dos concorrentes. A resolução foi derrubada pelo STF na quinta-feita (25/08) e volta a valer a determinação que o convite fica a cargo da emissora que realizará o debate. O encontro mais aguardado é o da TV Globo, que tradicionalmente acontece dois dias antes do pleito, portanto na data-limite para debates com os candidatos. É quando boa parte da população deve reservar seu tempo para assistir o confronto entre os aspirantes. O encontro da TV Bandeirantes, por exemplo, registrou apenas 0,9 pontos de audiência.

Um comentário:

  1. Crivella foi o candidato que se saiu melhor. Soube expor bem as suas propostas e não se envolveu nas polêmicas.

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