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Como o capitalismo financiou a Revolução Russa e a URSS

Por Pedro Augusto 

O que o título sugere pode causar um certo estranhamento, já que sempre aprendemos na escola que os grandes capitalistas são totalmente antagônicos aos socialistas, embora quem leia o site já tenha entendido o porquê desta relação.

Como Frederick C. Howe disse em "Confissões de um Monopolista", a política é a parte necessária nos negócios. Para controlar as indústrias, é necessário controlar o Congresso e os reguladores da economia, fazendo a sociedade trabalhar para o monopolista. Os grandes empresários de Wall Street sabiam disso. E a Rússia pós-revolução, que estava desesperada atrás de crescimento, precisaria recorrer a alguém para se reconstruir, pois quem fizesse parcerias com o governo russo teria muitas exclusividades.

Isso é tão verdade que o líder da revolução, Vladimir Lênin, disse no relatório do Partido Comunista Russo, de 15 de março de 1921, que "sem o auxílio do capital seria impossível reter o poder proletário em um país incrivelmente arruinado".

As relações entre capitalistas e comunistas começaram em 1917, quando William Boyce Thopmson, um dos maiores acionistas do Chase Bank, doou US$ 1 milhão aos bolcheviques. Outro caso foi a Missão Hover, entre os anos de 1922 e 1923, onde foram feitas doações para ajudar o país a se reconstruir, embora a esmagadora maioria do dinheiro tenha ido para os bolcheviques.

Outros casos de doações foram em 1917, na cidade de Nova Iorque, ao revolucionário Leon Trotsky, que recebeu pelo menos US$ 1 milhão de parceiros da J. P Morgan, da família Rockefeller e de Olaf Aschberg, um banqueiro sueco.

Antony Sutton, economista e historiador, também relata em uma série de livros que a NEP (Nova Política Econômica), que foi implantada por Lênin, teve uma grande ajuda de empresas alemãs, britânicas, francesas e norte-americanas na construção das indústrias russas.

Em 1928, numa outra fase de aprimoramento da indústria russa, corporações norte-americanas foram levadas até o país para executá-las, como por exemplo: a International General Eletric, a Du Pont, a Ford Motor Company, a Hercules Motor, a Cutiss Weight, a Vultee e a Chance Vault. Outra empresa foi a Occidental Petroleum, que recebeu a primeira concessão estrangeira em 1922. O dono era Armand Hammer, filho de Julius Hammer, que em 1919 era secretario Geral do Partido Comunista dos EUA.

Também é bom destacar que essa nova fase de melhorias nas indústrias, em 1928, teve como coautor Albert Kahn, que era o principal arquiteto industrial dos EUA.

As informações desta matéria foram tiradas do livro "The Wall Street and the Bolshevik Revolution".

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