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Arthur Nory não merece ser transformado em vilão pelos "politicamente corretos"


Por Wilson Oliveira

Arthur Nory, atleta brasileiro de ginástica, não merece ser transformado em vilão pelos fiscais do politicamente correto posadores de isentos. Ele não é inimigo de Ângelo Assumpção, outro atleta que no início do ano passado foi vítima de piadas racistas, filmadas por Nory. Com uma amizade que chegou ao fim entre os dois, fatalmente Arthur Nory aprendeu uma lição que acabou servindo não só a ele, mas a muitas pessoas pelo país. Entretanto, sempre é bom lembrar que é preciso separar o que é brincadeira do que é maltrato.

A atitude de Nory e dos demais autores "da brincadeira" certamente foi errada, mas isso não dá o direito das pessoas dispararem juízos de valor sobre o caráter dos atletas. Amigos cometem erros com outros amigos, até mesmo porque seres humanos são passíveis de erro. E cabe aos envolvidos resolverem a situação ou até mesmo desfazer a amizade. Mas o fato de se cometer um erro com um amigo não significa que uma pessoa deva ser enquadrada como racista, sexista, homofóbica ou qualquer coisa do tipo. Essas classificações são utilizadas a quem faz disso uma ideologia de vida, na qual se dispara maltrato indiscriminadamente, inclusive com desconhecidos.

Nory também não é "fascista" nem nada do tipo por receber apoio das Forças Armadas e por ter prestado continência ao receber sua medalha de bronze. Ele apenas homenageou à instituição que lhe apoia e que lhe ajuda no esporte - ação que automaticamente beneficia o país como um todo desportivamente. E sem nenhum apoio, ele enfrentaria muita mais dificuldade para levar o País ao pódio. E infelizmente essa é a uma realidade de um imenso número de atletas pelo Brasil, que sequer são lembrados pelos fiscais do politicamente correto.

Muitas pessoas que se apresentam como "progressistas" parabenizaram o atleta que ganhou a medalha de prata Diego Hypolito - que também merece os parabéns, diga-se de passagem - e ignoraram Arthur Nory. Outros fizeram ainda pior: parabenizaram Hypolito e criticaram Nory pelos fatos acima mencionados. É uma clara tentativa de transformar em vilão alguém que cometeu um erro e se desculpou, mas que não apresenta qualquer indicativo de fazer uso de uma ideologia racista ou fascista em sua vida.

E muitas dessas mesmas pessoas, curiosamente, bateram palmas para a atleta venezuelana que, enquanto ministra de esportes do seu país, usou o poder estatal que tinha em mãos para promover uma caça às bruxas contra a parte da mídia da Venezuela que faz oposição ao governo Maduro. Essa sim, uma clara atitude fascista. E essa mesma atleta já criticou inúmeras vezes outros competidores que não concordam com suas opiniões políticas, numa atitude muito mais deletéria que uma brincadeira de mau gosto entre amigos.

Portanto, fica claro que esses fiscais do politicamente correto na verdade não estão incomodados com atitudes incorretas, mas sim em pregar visões políticas. Ou seja, você pode errar a vontade se tiver a mesma opinião em termos políticos que essas pessoas. Mas caso você possua uma visão política antagônica, não importa o quanto você acerte e nem o quanto faça bem o seu trabalho, vão tentar te transformar em vilão em qualquer escorregada que você der - como se eles não cometessem erro nenhum.

E se olharmos com atenção a trajetória da grande maioria dos políticos brasileiros, que também se classificam como "progressistas", há uma clara conexão de atitudes com esses fiscais do politicamente correto, que de corretos não possuem nada. E que por serem tão cegos, abusam da incoerência sem nem perceber.

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