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Tentamos explicar por que "educadores" se apavoram com o Escola Sem Partido


Por Wilson Oliveira

O título conquistado por Portugal na Eurocopa inspirou um artigo postado aqui em O Congressista. O texto traz algumas ponderações sobre a história colonial do Brasil que não costumam ter o mesmo destaque que as versões que são fortemente disseminadas aos nossos jovens em idade escolar. Infelizmente, no Brasil, a grande maioria dos professores de matérias humanas possui algum tipo de aproximação com a visão mais à esquerda do mundo e, por tabela, da história do nosso país. Exatamente por isso temos uma balança conceitual que permanece pesada sempre para o mesmo lado. Praticamente não há espaço para outros pontos de vista.

É bastante provável que um professor ou historiador que se classifique como marxista ou simplesmente como socialista (o que não é difícil de encontrar) fique abismado com os relatos apresentados no referido artigo. E não por acharem que tudo não passa de mentira (até porque eles sabem que são relatos factíveis), mas por dar vasão ao outro lado da moeda. Os socialistas latino-americanos possuem pavor que outros pontos de vista cheguem às escolas das nossas crianças. Para eles, democracia significa eles terem o monopólio da palavra e apresentarem uma versão que deve ser encarada como única correta pela população.

Como tratado mais especificamente neste outro artigo, tal costume se propagou na nossa mídia, na nossa cultura, no nosso dia a dia - e como não podia deixar de ser, na nossa política. Se o Brasil fosse uma cabeça, esta só conseguiria enxergar com um olho e escutar com um ouvido. Se fosse um corpo, só conseguiria mover um braço e se locomover com apenas uma perna. Porque só temos, conceitual e historicamente, o conhecimento do lado "esquerdo" da história. Para fortalecer essa situação, criou-se um estigma que tudo que venha da "direita" é ruim, malvado, opressor, militarista, preconceituoso, violento. Pegou-se casos isolados e extremistas para se aniquilar aquilo que seria, de fato, uma democracia no país.

No entanto, aqui ou em qualquer outro lugar do mundo, democracia significa governo formado a partir de escolhas feitas pelo povo. Mas para o povo ter uma base suficientemente sólida para fazer essas escolhas, é preciso ter contato com todos os lados possíveis. Se o povo interage o tempo todo com o mesmo lado, na verdade não há nenhuma escolha sendo feita, mas sim o mesmo de sempre sendo referendado num ciclo altamente vicioso e anti-democrático.

A impressão que nos é permitida a partir da abordagem do desenvolvimento histórico e político da nossa sociedade é que fomos entregues aos socialistas, estatistas e progressistas que possuem um medo imenso que o povo tenha contato com conservadores/liberais e que estes, por sua vez, apresente-lhes uma nova forma de enxergar o mundo e de entender os problemas que nos cercam no passado, no presente e possivelmente no futuro.

Por que os socialistas possuem medo do debate franco e aberto?

Quer ver um exemplo? Analise como tem sido recepcionado o projeto "Escola Sem Partido" (proposta em tramitação na Câmara dos Deputados e em sete estados que prega o fim da doutrinação ideológica nas salas de aula) entre professores, sociólogos e qualquer outra categoria comprometida com as causas socialistas/progressistas.

Reportagem publicada em "O Globo", no dia 10/07/2016, traz a reação de alguns educadores frente ao projeto. O coordenador do Fórum Nacional de Educação, Heleno Araújo Filho, por exemplo, acusa o projeto de servir a um "avanço da onda conservadora" no país. Ele faz um "alerta" para o "risco" do projeto tornar as escolas menos acolhedoras e de ampliar as desigualdades educacionais e socioeconômicas. É até natural perguntar se ele tem certeza do que está "refutando"...

Veja o que diz o texto original do Escola Sem Partido:

"Numa sociedade livre, as escolas deveriam funcionar como centros de produção e difusão do conhecimento, abertos às mais diversas perspectivas de investigação e capazes, por isso, de refletir, com neutralidade e equilíbrio, os infinitos matizes da realidade.

No Brasil, entretanto, a despeito da mais ampla liberdade, boa parte das escolas, tanto públicas como particulares, lamentavelmente já não cumpre esse papel. Vítimas do assédio de grupos e correntes políticas e ideológicas com pretensões claramente hegemônicas, essas escolas se transformaram em meras caixas de ressonância das doutrinas e das agendas desses grupos e dessas correntes.

A imensa maioria dos educadores e das autoridades, quando não promove ou apoia a doutrinação, ignora culposamente o problema ou se recusa a admiti-lo, por cumplicidade, conveniência ou covardia.

O EscolasemPartido.org -- único site em língua portuguesa inteiramente dedicado ao problema da instrumentalização do ensino para fins políticos e ideológicos -- foi criado para mostrar que esse problema não apenas existe, como está presente, de algum modo, em praticamente todas as instituições de ensino do país.

Com esse objetivo, colocamos à disposição da comunidade escolar um acervo permanente de informações sobre o tema, e um espaço no qual estudantes, ex-estudantes e pais poderão expressar suas opiniões sobre professores, livros e programas curriculares que ignoram a radical diferença entre educação e doutrinação.

Se você sente que seus professores ou os professores dos seus filhos estão comprometidos com uma visão unilateral, preconceituosa ou tendenciosa das questões políticas e sociais; se percebe que outros enfoques são por eles desqualificados ou ridicularizados e que suas atitudes, em sala de aula, propiciam a formação de uma atmosfera de intimidação incompatível com a busca do conhecimento; se observa que estão engajados na execução de um projeto de engenharia social, que supõe a implementação de uma nova escala de valores, envie-nos uma mensagem relatando sua experiência (acompanhada, se possível, de elementos que possam comprová-la).

Ajude-nos a promover a liberdade de pensamento e o pluralismo de idéias nas escolas brasileiras"

O trabalho que o Escola Sem Partido se propõe a fazer é, diferentemente do que pensa coordenador do FNE, admirável e louvável, pois ambiciona justamente que as escolas brasileiras formem cidadãos conscientes e igualmente aptos a fazer escolhas após terem conhecido os dois lados de uma mesma moeda de forma neutra. Entretanto, após examinar exatamente o desenvolvimento da formulação da versão progressista que paira sobre o nosso país, vemos que o projeto é insuficiente. A própria reação dos "educadores" mostra isso. E é nesse nó que mora o X da questão. Não é apenas na formação dos alunos que está o problema, mas na formação desses próprios educadores. Eles parecem máquinas robóticas programadas pra resistir a qualquer tentativa de democratização ideológica do ensino.

A mesma reportagem de "O Globo" informa que o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que é um histórico fundador do PT, convocou uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado, antes mesmo do projeto de lei chegar à Casa. Para o parlamentar, o projeto pode abrir brecha para a censura (veja bem, c-e-n-s-u-r-a). Ele afirma que o projeto pretende fazer uma "escola fora do mundo" para depois afirmar que "no Brasil a escola está aberta a todas as maneiras de pensar". Acontece que se as escolas brasileiras realmente estivessem abertas a todas as maneiras de pensar, um projeto que visa a neutralidade ideológica do ensino seria recebido de braços abertos por todas as camadas de educadores.

Para o professor Fernando Penna, da Universidade Federal Fluminense que integra o movimento Professores Contra o Escola Sem Partido, o projeto visa a "privatização das discussões e a destruição das escolas". Chega a ser assustador observar essa onda imatura e de certa forma irresponsável que boa parte dos profissionais da educação estão reagindo a um projeto que, se for bem analisado, colabora para valorizar ainda mais a função de professor pelo Brasil - ainda mais considerando que o nosso país carece de uma melhora significativa no ensino como um todo.

Um comentário:

  1. É CLARO QUE O CERTO É ESCOLA SEM PARTIDO. DOUTRINAÇÃO IDEOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES É UM COMPLETO ABSURDO. HISTÓRIA SIM IDEOLOGIA NÃO, AINDA MAIS NESTE PAÍS ONDE A ESQUERDA MENTE E ENSINA TUDO ERRADO

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