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Roberto Motta precisa do nosso apoio contra o autoritarismo do Partido Novo



Por Wilson Oliveira

Amigos, como fundador do Direita Liberal e editor de O Congressista, venho por meio desta manifestar toda a minha solidariedade a luta do Roberto Motta. Lamentável e inacreditavelmente ele teve indeferida a sua intenção de concorrer a prefeitura do RJ pelo Partido Novo.

Após ser preterido pela legenda num processo de critérios no mínimo estranhos, ele conseguiu reunir a quantidade necessária de adesão de filiados que garantissem a realização de uma convenção interna para a escolha definitiva do candidato. Mesmo diante disso, por decisões internas que não foram devidamente pautadas na transparência, Motta, que é um dos fundadores do NOVO, está sendo impedido de continuar sua luta por um Rio de Janeiro e por um Brasil melhor na condição de concorrente à prefeitura.

Quero esclarecer que não o conheço pessoalmente. Todavia, entendo que na política não é fundamental ser amigo pessoal, mas conhecer e concordar com as ideias de uma pessoa para apoiá-la politicamente. E o Roberto Motta já demonstrou, por meio de palestras, obras escritas, vídeos e comentários frequentes nas redes sociais que tem total consciência dos problemas enfrentados por todos nós brasileiros - e que esses problemas não são meramente econômicos.

E lamentavelmente, vejo o partido que depositei minha confiança para encampar meu apoio optar por uma candidatura que não traz exatamente uma novidade em termos de política. Pelo contrário. Ao analisarmos seu discurso, vemos que a candidata escolhida fala "não ser de esquerda nem de direita, mas defensora da liberdade" - porém, uma liberdade bastante vaga. É um claro exemplo de tentar agradar a todos sem nenhuma preocupação com convicções.

Em uma histórica entrevista a um dos intelectuais do partido republicano dos EUA, Margaret Thatcher afirmou que na política devemos ter diálogo com aqueles que discordamos, mas que a nossa convicção deve ser inegociável. Foi justamente por acreditar nas suas próprias ideias que a Dama de Ferro fez história - primeiro vencendo a descrença no próprio Partido Conservador; depois assumindo o cargo de primeira-ministra do Reino Unido para mudar - de verdade - a forma de se fazer política, sem se preocupar em desagradar uma boa parte de cidadãos com medidas que pareciam impopulares, mas que eram bastante necessárias.

Thatcher é um espelho para mim daquilo que entendo como forma correta de se fazer política (quem não conhece a história dela, procure conhecer. Vale muito a pena). E a candidata do Novo a prefeita do RJ faz justamente o oposto de tudo isso. Não mostra defender posições claras, mas defende ideias vagas na tentativa de agradar uns sem desagradar outros. É exatamente o que sempre tentaram os partidos fisiológicos, também conhecidos como legendas de aluguel, fenômeno destruidor que existe há tanto tempo na política brasileira.

Dizer que não é de direita nem de esquerda significa que a pessoa pode defender qualquer coisa, a qualquer momento, e que, portanto, também pode trair aqueles seus eleitores que tenham convicção. É uma velha estratégia no Brasil que tanto repudio - para mim, inovar seria acabar com essa prática.

Vou continuar acompanhando a trajetória do Roberto Motta, pelo menos nas redes sociais, e torcerei para, aquilo que tanto ele como eu acreditamos, continue existindo no espírito de pessoas corajosas, coerentes e de posições firmes para que um dia possamos ver isso caracterizando candidaturas a grandes cargos públicos.

Também vou continuar acompanhando o Novo, mas com a desconfiança de quem está se decepcionando, cada vez mais, com os rumos recentes que o partido infelizmente está tomando e que o fez, neste domingo, perder um dos seus melhores quadros.

3 comentários:

  1. O Blog 30 Diários apoia publicamente O Congressista em seu manifesto de apoio à Roberto Motta e lamenta profundamente o despreparo com a qual o NOVO tratou e desconsiderou tão capacitada candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro.

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  2. Wilson, muito obrigado pelo apoio de O Congressista, que representa muito. Nossa luta é antes de tudo uma luta de ideias, contra o esquerdismo, a vitimização e o paternalismo que no Brasil passam por políticas públicas. Precisamos de um movimento forte de cidadãos comuns que não aceitam mais a rotina de extorsões, crime e autoritarismo que caracteriza nossas vidas. Grande abraço, Roberto Motta.

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  3. Senhores
    Com todo respeito ao Mota, aceitá-lo como pré-candidato do Novo à prefeitura do Rio seria como aceitar um bom motorista nas ruas dirigindo um carro sem a devida habilitação.
    Pelas atas do partido, o Mota não cumpriu a regra legal e estatutária prevista.
    Que venha a próxima eleição e preencha todos os requisitos para dirigir.

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