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O que não estão falando sobre as incertezas após o Brexit


Por Pedro Augusto 

Diversos analistas e meios de comunicação estão dando ares apocalípticos após a saída do Reino Unido da União Européia. A libra passou alguns dias por um processo de rápida desvalorização, embora já tenha voltado a crescer.

Todo este clima de incertezas, além de não se saber como os britânicos agirão no futuro, possui uma outra responsável: as ameças da União Européia. O ministro das Finanças da Alemanha já disse que o se Reino Unido saísse do bloco, jamais teria livre acesso ao mercado dos seus membros. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, também alertou que o Reino Unido não poderá escolher partes da União Européia que lhe interessam como mercado, sem aceitar os princípios da livre circulação.

As incertezas 

Quaisquer dúvidas que os investidores estão tendo sobre o UK é basicamente porque a UE não aceitou de bom grado a saída. Primeiramente porque perderão um de seus grandes financiadores. Sem os britânicos fica mais difícil colocar as contas em dia, já que Grécia, Espanha, Itália, Portugal e Finlândia estão com grandes problemas financeiros. A próxima a se afundar mais é a Itália, que falou que abandonará a austeridade fiscal e se preocupará em crescer economicamente, ou seja, tomarão medidas anti-cíclicas. Está vindo ai a nova Grécia.

Outro fator das incertezas são as ameaças em frustrar quaisquer planos de livre acordo do Reino Unido com algum membro da União Européia. Acordos financeiros entre dois países é para o benefício mútuo, ajudando certos setores de suas econômicas e até barateando alguns produtos. Com a UE dizendo que impedirá isso com os países do bloco, ficam-se as incertezas de quem são parceiros comerciais do UK. São falas de líderes mundiais que trazem um certo medo ao mercado.

Também é bom destacar que falas de Merkel é um sinal de autoritarismo por parte da chanceler e dos outros órgãos da UE para com os países membros. É uma clara afronta às soberanias nacionais de um órgão supranacional. Os líderes de cada país devem tomar decisões que beneficiem sua população e não obedecer ordens de outros chefes de Estado.

Quando Angela Merkel aponta condições para os britânicos fazerem algum livre acordo com algum país do bloco, a primeira-ministra da Alemanha está querendo impor medidas à Grã-Bretanha, mesmo que ela tenha saído o bloco. Os governantes devem responder à sua população e não à Merkel ou aos burocratas da UE. 

Benefícios de acordos livres com os EUA 

Embora o presidente dos Estados Unidos Barack Obama já tenha dito que o Reino Unido iria para "o fim da fila" na questão dos acordos comerciais, isso seria algo muito benéfico para ambos os países.

Para o tink tank norte-americano Heritage Foundation o livre mercado entre os dois países acrescentaria cerca de 10 bilhões de libras aos britânicos. Só em 2011, empresas britânicas investiram 15,5 bilhões de libras nos EUA. No sentido oposto o investimento foi de 15 bilhões de libras. Só o superávit dos britânicos na exportação de serviços financeiros chegou a 61 bilhões de libras em 2013.

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