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Contra o monopólio no discurso (I): 8 jornalistas e articulistas que merecem sua audiência


Por Wilson Oliveira

O sistema democrático dos Estados Unidos possui seus problemas, mas é inegável que está anos-luz a frente do sistema brasileiro. A cada disputa presidencial dos ianques, nós, brasileiros, temos a chance de aprendermos lições de democracia e de política. Em 2012 pudemos ver como as ferramentas de redes sociais podem ser importantes para um cidadão participar mais ativamente desse processo. Até passamos a fazer algo nesse sentido, ainda que de forma tortuosa.

Neste ano, a disputa Hillary Clinton vs Donald Trump está deixando claro, de todas as formas possíveis, como a grande imprensa brasileira, embora tente se auto-proclamar neutra, é completamente enviesada quando o assunto é política. É evidente que isso não é um problema, uma vez que é praticamene impossível falar de política sendo neutro (uma pessoa pode fazer uma análise política neutra, mas não ter um lado significa não ter entendimento político nenhum). E o grande problema não é ter um lado, mas ter e fingir que não o tem.

Aqui no Brasil, quando a notícia é sobre a eleição presidencial americana deste ano, chega ser assustador como tenta-se aniquilar a imagem do republicano Donald Trump, exaltando apenas seus defeitos e escondendo suas qualidades - sequer tentam explicar honestamente o motivo dele ter tanto apoio junto ao eleitorado. Para isso, chegaram a cancelar qualquer publicação negativa referente ao governo do democrata Barack Obama. E para falar dos recentes escândalos da também democrata Hillary, a publicação costuma ser sempre algo muito pontual, que não custe muito tempo.

Como O Congressista apoia a verdadeira essência da democracia, ou seja, que o cidadão possa ter contato não apenas com um lado ou com uma suposta neutralidade, mas com todos os lados possíveis, trazemos aqui, neste primeiro artigo do especial "Contra o Monopólio no Discurso", uma lista de jornalistas e articulista que contrariam - de forma corajosa e por isso elogiável - esse senso social-democrata, coletivista, progressista e por vezes estatista da nossa imprensa. Essa atitude, que parece algo "de outro mundo", na verdade, é o simples ato de "mostrar o outro lado da moeda".

William Waack

William Waack é apresentador do melhor programa de debate político da televisão brasileira (essa classificação segue exclusivamente a opinião do autor deste artigo), o GloboNews Painel, onde abre-se espaço para visões mais liberais da economia e mais à direita da política, fugindo da visão rasa do progressismo e do politicamente correto tão comuns nas fontes sociais-democratas da nossa mídia, que se acostumou a chamar de 'direita' unica e exclusivamente o período militar do Brasil (1964-1985) e que tenta convencer o telespectador do mesmo. 

Nos debates promovidos por Waack em seu programa não existe essa "forçação de barra", muito pelo contrário. Há uma verdadeira liberdade de expressão, onde qualquer convidado pode defender ideias liberais de direita sem ser taxado de militarista, fascista ou sem ser visto como alguém que defende algo irrisório. Além de apresentador, Waack também merece a sua audiência por ser um intelectual com conteúdo altamente qualitativo. Já escreveu livros (com destaque para "Camaradas: nos arquivos de Moscou, a história secreta da revolução brasileira de 1935") e também é palestrante de importantes conferências, além de ter uma bagagem altamente aproveitável em coberturas internacionais.

Joice Hasselmann

Se existisse uma Fox News no Brasil, ou seja, uma emissora abertamente de direita, conservadora clássica, que fosse inclinada à visão anglo-saxônica da filosofia, que fosse adepta do liberalismo clássico econômico desde a sua raiz, não temos dúvida nenhuma que Joice Hasselmann faria parte dessa emissora. Rodrigo Constantino também possui a mesma opinião. Joice possui uma personalidade tão forte, o que a faz ser completamente independente da teoria "politicamente correta" criada pela grande mídia brasileira e empurrada goela abaixo da sociedade, que ela teve a ousadia e a coragem de entrevistar Jair Bolsonaro de forma verdadeiramente efetiva - ela não tentou pregar nenhum rótulo preconceituoso nele e deu espaço realmente democrático para ele se expressar, sem obrigá-lo a falar naqueles assuntos que sempre são usados contra ele próprio. Ela também fala de alguns (dos poucos) políticos de direita do Brasil sem demonizá-los, como fazem os jornalistas de esquerda.

Luiz Felipe Pondé

Luiz Felipe Pondé não é um jornalista, mas um filósofo e um articulista que além de emitir opiniões e de fazer análises que contrariam o monopólio discursivo da parte social-democrata da nossa mídia, também ensina o que é uma direita liberal de fato e de direito. Ele já escreveu um artigo para a Revista Época sobre o assunto e também já publicou um vídeo no seu canal no YouTube a respeito. Pondé também escreve artigos de opinião na Folha de S. Paulo e também já publicou inúmeros livros que valem a leitura - e destacam-se aqui dois: O Guia Politicamente Incorreto do Sexo e o Guia Politicamente Incorreto da Filosofia. São duas obras que ajudariam bastante uma pessoa que está em dúvida a entender por que precisamos urgentemente debater a situação do ensino brasileiro, seja via "Escola Sem Partido" seja de outra forma.

Augusto Nunes

Augusto Nunes é um jornalista que sabe como ninguém aliar humor com equilíbrio. Ninguém sai da coluna dele no site da Veja com a barriga doendo de tanto rir, mas se tiver um mínimo de percepção para suas boas sacadas, entende perfeitamente como ele possui um jeito peculiar de fazer piada com a esquerda política brasileira (e isso não é nenhum pecado, visto que o tempo inteiro estimula-se piadas com a direita). E mesmo assim ele não fica caricaturado como alguém que fale apenas para direitistas. Assim como William Waack, Augusto Nunes está acima dos rótulos e, por isso, é apresentador do segundo melhor programa de debate político da televisão brasileira (essa classificação também segue exclusivamente a opinião do autor deste artigo): o Roda Viva, da TV Brasil.

Leandro Narloch

Jornalista dedicado em história, Leandro Narloch é outro dessa turma que também possui livros importantes, com destaque para o Guia Politicamente Incorreto do Brasil e o Guia Politicamente Incorreto da América Latina. Ele mesmo costuma se denominar como "caçador de mitos", o que vai ao encontro do objetivo central deste artigo e destas indicações. Em sua coluna no site da Revista Veja, é possível perceber como ele se dedica a quebrar alguns mitos que são criados e tratados como verdades absolutas, algo que é profundamente abominável e maléfico para um país que se acha democrático como é o caso do Brasil, mas que, convenhamos, possui uma democracia de mentirinha.

Carlos Alberto Sardenberg

Carlos Alberto Sardenberg é uma dica mais voltada para a área econômica, que não poderia passar batida nesta primeira edição de artigos com indicações de cunho liberal-conservador. Quem ainda não entendeu ou tem dificuldade para entender a lógica da livre concorrência, da economia liberal, da política de austeridade, da importância do controle fiscal, do limite para os gastos públicos, da necessidade de se diminuir o Estado brasileiro, vale a pena ler sua coluna no jornal O Globo e escutar seus comentários na rádio e no site da CBN. Em alguns casos ele também aborda assuntos menos econômicos e mais políticos, mas que também valem a nossa atenção. Ele também é comentarista econômico do Jornal da Globo, outra atração apresentada por William Waack.

Merval Pereira

Assim como Sardenberg, Merval Pereira também escreve para o jornal O Globo e também é comentarista da CBN e, além disso, também comenta no Jornal das 10, da Globo News. Só que ele fala estritamente de política nacional. Sempre com opiniões lúcidas e objetivas, ele não procura ficar em cima do muro e nem tenta passar imagem de alguém isento. Por exemplo, ele é um crítico ferrenho do PT - e se tratando da maior empresa de comunicação do país, trabalhar na editoria de política mantendo esse perfil mais enfático é algo digno de elogios e de aplausos. Nas suas colunas no site de O Globo, ele costuma publicar vídeos ou players com seus comentários na TV ou no rádio.

Alan Ghani

De todos os citados, certamente Alan Ghani é o mais desconhecido. Assim como Leandro Narloch, ele também pertence a uma geração mais jovem de articulistas brasileiros. Ghani escreve para o site da InfoMoney. Uma rápida passada de olho nos títulos dos seus artigos sobre política nacional e internacional já é o bastante para percebermos que, assim como Joice Hasselmann, trata-se de um profissional com muita personalidade e que também não possui qualquer medo de expor o que pensa, mesmo que isso vá de encontro ao senso máximo construído pela parte social-democrata da nossa grande mídia. E se houvesse uma Fox News no Brasil, acreditamos que todos os que foram aqui citados seriam convidados para trabalhar lá, mas apostamos que Alan Ghani seria um dos primeiros, ou senão o primeiro, a não apenas ser convidado, mas a ser contratado. A forma clara e objetiva como ele aborda os assuntos em seus textos impressiona até mesmo ao editor de O Congressista.

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