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10 casos de corrupção em que o PSDB esteve envolvido



Por Pedro Augusto 

Corrupção não tem partido. É triste, mas muitas vezes, ou todas as vezes, no Brasil temos de escolher o sujo ou o mal lavado.

O grande problema está na política. Obviamente que há partidos piores e que usam sua ideologia para um projeto de poder. Porém, todos continuam no mesmo barco, ou melhor, na mesma lama da corrupção. Por isso que hoje começaremos uma série sobre corrupção nas legendas políticas do país.

Quero reforçar que o problema está no modelo do Estado e na própria instituição. Por isso, deve-se diminuí-lo ao máximo possível.

 1) O escândalo das merendas 

O esquema consistiu em superfaturamentos de comidas e sucos para as escolas de São Paulo nos processos de licitação. Um suco de laranja que custava R$ 3,70 o litro era vendido ao estado por R$ 6,80 o litro, por exemplo.

Os políticos que participavam do esquema recebiam de 5% a 25% de propina, e o Ministério Público suspeita que o dinheiro foi usado em campanhas eleitorais paulistas.

Dentre os "beneficiados" estão o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), que é o presidente da Assembléia Legislativa, o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo de Geraldo Alckimin (PSDB), Roberto dos Santos e o deputado federal, Duarte Nogueira Junior (PSDB-SP), que também é secretário estadual de Logística Transporte.

2) Mensalão Tucano 

O que também pode ser chamado de Mensalão Mineiro, veio à tona em 2005. O esquema ocorreu em 1998, quando verbas públicas foram desviadas para a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Segundo as investigações, quem gerenciou o esquema foi Marcos Valério, que foi tesoureiro do PT e responsável pelo pagamento de propinas no escândalo do Mensalão.

3) O Cartel do Trens 

Durante a gestão do PSDB no estado de São Paulo entre os anos de 1998 e 2008, foi descoberto um esquema entre empresas para superfaturamento de obras. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o rombo nas contas públicas chegou a R$ 834 milhões.

As empresas que participavam aumentavam em até 30% o valor das obras e faziam acordos entre elas para dividir os contratos. Segundo as denúncias, uma das empresas admitiu ter pago propinas às autoridades do PSDB.

O atual ministro das Relações Exteriores, José Serrá (PSDB), que foi governador do estado nesta época, não quis comentar ao caso quando as investigações começaram.

4) Propinas na votação da reeleição 

Em 1997, foi votada a emenda constitucional que permitiria a reeleição de presidentes e governadores. Na época veio a público uma conversa em que os deputados federais Ronivon Santiago (PP-AC) e João Maia (PFL-AC), disseram que receberam R$ 200 mil para votarem a favor da emenda.

De acordo com eles, tudo era fechado diretamente pelo então ministro das Comunicações da época, Sérgio Motta, que era amigo de FHC e principal articulador do governo federal na época.

5) Desvio de dinheiro em Itaguaí 

O prefeito de Itaguaí-RJ, Luciano Mota (PSDB-RJ), foi denunciado e teve seu mandato cassado em 2015 pelo desvio de R$ 1,2 milhão dos cofres públicos de janeiro a março de 2015.

As verbas desviadas deveriam ser destinadas à saúde e à vinda dos royalties do petróleo.

6) O escândalo das Sanguessugas 

Em setembro de 2006, os empresários Darci e Luiz Antonio, donos da Planam, que estiveram envolvidos neste caso de corrupção, em entrevista a revista IstoÉ, fizeram algumas revelações.

Neste escândalo, que envolvia o superfaturamento da compra de ambulâncias, teve seu "melhor momento" quando José Serra (PSDB-SP) era ministro da Saúde, segundo os entrevistados. Ainda de acordo com eles, a bancada tucana agia com rapidez para a liberação de recursos. As propinas chegavam a 10%.

Os dois empresários também contaram que Serra tinha conhecimento do caso.

7) Lista da Ordebrecht 

Em uma das fases da Operação Lava Jato, que ocorreu este ano, a Policial Federal apreendeu listas com possíveis repasses para políticos de diversos partidos. Dentre eles estariam Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), vereadores do PSDB-SP, Otávio Leite (PSDB-RJ)

8) Propinas a Aloysio Nunes (PSDB-SP) 

O senador passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um recebimento de propina no valor de R$ 500 mil.

R$ 300 mil seria de propina e o resto de caixa 2 para campanha do senado, segundo as declarações do dono da construtura UTC, Ricardo Pessoa.

Nunes teria conseguido contratos da empresa com a Petrobras.

9) Outra vez José Serra 

De acordo com algumas informações, ele aparecerá nas delações premiadas em que estão sendo negociadas pela OAS e Odebrecht. As empreiteiras falarão sobre propinas em obras públicas no tempo em que ele era governador de São Paulo.

10) Mais 3 vezes Aécio Neves 

O senador tucano foi citado quatro vezes nas delações da Lava Jato. De acordo com os delatores, ele teria recebido propinas da UTC e duas vezes de esquemas em Furnas e outra vez por impedir uma CPI. Inclusive foi dito que ele era o "mais chato" na hora da cobrança de propinas.

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