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Quem paga o salário dos professores estaduais?

Por Ana Zanatta

"Política é coisa para homens, não é coisa para crianças."
Newton Cardoso

Lembro que por volta da 2ª ou 3ª série do ensino fundamental, em uma escola estatal, uma professora disse que devíamos agradecer ao governo por proporcionar educação gratuita e de qualidade. Parece piada, mas ouvi isso. Em casa meus pais me explicaram que eles pagavam muito impostos para manter as tais escolas "públicas". Então os anos se passaram e o discurso só piorou. Os tais 10% do PIB nacional destinados à educação como solução para o Brasil viraram um clichê incansavelmente bradado. Mais uma prova de que a esquerda brasileira segue fielmente o conselho de Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda de Adolf Hitler: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade".


Esta semana faz um mês que os professores da rede estadual de educação do Estado do Rio Grande do Sul iniciaram uma greve para pedir aumento salarial. Pasmem: os cofres do executivo não conseguem nem pagar a folha salarial atual, imaginem com um aumento para os professores. Além disso, durante os anos que o petista Tarso Genro esteve no cargo hoje ocupado por José Sartori (PMDB), os sindicalistas do CPERS ficaram pianinhos. Agora, eles exigem que Sartori pague o piso nacional da educação, criado por Genro, enquanto era Ministro da Educação de Lula, e que o próprio Genro não pagou. Coerência e bom senso mandaram lembranças...

Para completar o pacote, os "estudantes" dessas escolas em greve resolveram se solidarizar com os professores na luta por seus "direitos" e lutar contra a "privatização" do sistema de ensino. Soa como maluquice, mas esse é o conto da carochinha que os professores doutrinadores-sindicalistas-pelegos-grevistas-petistas-psolistas contaram para seus alunos, que supostamente estão desenvolvendo um "senso crítico" ocupando as escolas.

Esses adolescentes tem tanto senso crítico que não sabem ler, muito menos interpretar um texto. Assim, acusam erroneamente o PL 44/2016 de possuir a intenção de privatizar as escolas "públicas". Esta semana, além de ocupar as escolas, esses "estudantes" inventaram também de ocupar prédios administrativos do governo estadual, prejudicando inúmeros serviços, e também o saguão da Assembleia Legislativa do RS. O motivo? A exigência da retirada do PL 44 da pauta de discussão. Além de reivindicarem algumas centenas de milhões de reais para reformas das escolas. Esse povo pensa que dinheiro dá em árvore? Ah, esqueci, esse povo não pensa.


Fiquei sabendo hoje que, em uma cidade do interior, pais de alunos que estudam em escolas que estão em greve fizeram um abaixo-assinado solicitando que os professores encerrem a greve e voltem a ministrar aulas. Uma professora grevista então se manifestou dizendo que esse abaixo-assinado não tinha poder algum, uma vez que não são os pais dos alunos que pagam o salário dos professores, nas palavras dela. Se não são os pais, quem é que paga, então, querida? Vou deixar Margareth Thatcher responder: "Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos".

Engraçado que quando se discute redução da maioridade penal, segundo os políticos de esquerda, menores de 18 anos "não sabem o que fazem", mas, na hora que menores de 18 anos, cuja maioria nem título de eleitor tem, muito menos carteira de trabalho, ocuparem escolas, esses mesmos políticos acham tudo legítimo. E ai da Brigada Militar se tirar esses "estudantes" à força dos prédios estatais.

A esquerda se diverte muito nessas horas, dá altas gargalhadas vendo tantos idiotas úteis trabalhando a seu favor, professores grevistas e alunos doutrinados. É fácil demais se iludir, achando que estão lá lutando por seus "direitos", quando na verdade são apenas uma grande massa de manobra, sujeita a um ideal maligno. Nem percebem que estão sendo enganados. E permanecerão assim, enquanto se recusarem a sair da caverna e enquanto os pais criarem moleques, ao invés de criarem homens.

Um comentário:

  1. Tema relevante para nós gaúchos, e brasileiros. Faz refletir e concluir de que não importa a quantidade de dinheiro que o Estado colocar na educação, enquanto a educação pública estiver dominada por sindicalistas não preocupados em ensinar disciplinas e sim em doutrinação política e ideológica, a EDUCAÇÃO nunca irá melhorar. Um burro bem pago, continua sendo um burro. Precisamos é de profissionais de verdade, não militantes travestidos de agentes do futuro.

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