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A nova religião do século: o culto ao "Deus Estado"


Por Pedro Augusto

No século XXI uma religião está ganhando cada vez mais força. E para ser fiel a ela o crente pode ter qualquer outra religião ou não. Pode ser cristão, ateu, agnóstico, espírita, judeu etc etc. Nela mudou-se a perspectiva do Deus invisível para um burocrático e presente. É a religião do "Deus Estado".

Uma das maiores críticas que faço à esquerda é a politização da vida. Como assim? Bem, tudo na sua vida depende da política. Quer ter uma renda melhor e facilidade de arrumar emprego? Basta que o governo tenha um bom plano econômico, mesmo que seja temporário com a facilitação desenfreada do crédito. E quando essa festa acabar a sua vida ficará prejudicada: é inflação, dificuldade de conseguir emprego, impostos, contração de renda. Quer saúde? O governo te dá hospital gratuito. Quer educação? O governo também dá. Segurança? É óbvio que o governo pode te dar. És artista, mesmo já sendo conhecido, e queres alavancar um projeto? O governo te fornece a lei Rouanet.

Isto só mostra uma coisa: nossas vidas dependem diretamente da política, dos planos governamentais, se eles são bem sucedidos ou não. Podemos até ficar desempregados por um bom tempo caso os planos falhem.



A religião do 'Deus Estado' possui diversos intermediadores. Populistas ou esquerdistas, estarão sempre lá a nos prometer um mundo perfeito mediado pelo governo. E eles não querem deixar de ser intermediadores, afinal de contas, para eles caso saiam do poder, todos seremos devastados pelos grandes inimigos: o neoliberalismo, o capitalismo, o império ianque (EUA), os brancos e ricos, a elite paulista e por aí vai. Quem não se lembra de como reagiu a militância petista ao ver Dilma ser afastada? Ou durante as eleições de 2014 quando Aécio Neves e Marina Silva ameaçavam crescer? Se a esquerda, ou melhor, o PT, saísse do poder, estaríamos entregues aos bancos, o bolsa família e as aposentadores seriam cortados, as escolas e universidades seriam privatizadas. Para os militantes de esquerda, se o Estado saísse de diversas áreas estaria tudo perdido, já que é o governo que nos protege de tudo.

Não conheço a fundo outras religiões, mas ao refletir um pouco reparei que a religião do "deus Estado" é quase um cristianismo, só que claro, Deus seria o Estado, Cristo a principal figura da esquerda para estar na presidência e o Espirito Santo os partidos e seus militantes, formando assim a santíssima trindade estatal.



A bíblia cristã diz que Deus manda seus anjos protegerem aqueles que o temem. Na religião do "Deus Estado" você não precisa se proteger, não pode ter uma arma, já que ele promete te proteger de todo mal. Os cristãos dão os dízimos (que são 10%) e as ofertas voluntariamente. Na religião do "Deus "Estado" não há dízimos, há mais que isso, já que damos através de nossos impostos quase 42% de tudo aquilo que ganhamos em um ano.

O "Deus Estado" também promete dar saúde gratuita e de qualidade, embora não faça milagres. Com o "Deus Estado" não há uma bíblia física, mas uma série de livros, artigos, opiniões na TV, professores ensinando marxismo e keynesianismo nas aulas e diversas falácias que dizem o que o governo deve fazer ou não. Se você estiver precisando de um dinheiro não precisa pedir ao Deus de sua religião, basta pedir uma bolsa ao "Deus Estado" ou um crédito do BNDES.

Se uma pessoa roubava, matava e estuprava, não precisa-se de uma intervenção divina para que ela se arrependa e mude de vida. Basta apenas o "Deus Estado" dar educação, mesmo que ela saiba exatamente o que está fazendo. Já as desigualdades a esquerda promete que o Estado irá corrigi-las. Basta redistribuir as riquezas dos outros e taxar os ricos que o mundo das desigualdades terá fim e estaremos no paraíso terreno. Amém!

Poderia ainda colocar muitas coisas a mais nessa lista, como até leis absurdas que inibem sua liberdade. Mas quero parar os exemplos por aqui.

Acredito que a fé no governo possua os seguintes fatores: a cultura e os anos de lavagem cerebral feito pelas esquerdas, começando nas escolas. Afinal, quem nunca numa aula sobre a Crise de 1929 ouviu seu professor dizer que o governo passou a intervir na economia para impedir as imperfeições das leis do mercado? Ou que as grandes conquistas brasileiras são frutos do governo de Getúlio Vargas e do PT? Ou que Cuba é um país próspero e igualitário?

Sempre nos é ensinado na escola ou por "especialistas" da mídia que o governo deve ser responsável por diversas coisas, que ele impede imperfeições e que pode nos levar a um mundo melhor. Algo muito semelhante ao discurso socialista.

Mas a verdade é que o crescimento do Estado só trouxe mais pobreza e o enriquecimento de uma elite burocrática e seus amigos empresários.

Se você olhar para o âmbito religioso, está estatolatria até pode prejudicar a fé dos crentes. Afinal, isso torna as pessoas mais materialistas, as fazem depositar as suas esperanças de um mundo melhor não em sua divindade, mas sim numa instituição totalmente imperfeita e ineficiente.



Com a religião do "Deus Estado", basta invocar o governo que todos os problemas do mundo se resolvem. Porém, como Hayek mostrou em O Caminho da Servidão, quanto mais há planejamento do poder central, menores são as nossas liberdades.

A historia nos recheou de exemplos do que acontece quando o governo aumenta de tamanho. Será que continuaremos deixá-lo crescer aos poucos? Reveja alguns de seus pensamentos, porque o mundo de 1984 ainda é possível.

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