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Orlando, 12/06/2016 - O atentado homofóbico que a Esquerda quer esquecer



Por Luis Cláudio

O ataque a tiros contra a boate gay Pulse, ocorrido em Orlando (EUA) na madrugada deste domingo (dia 12), serviu de dramática abertura para esta semana. Com cerca de 50 mortes confirmadas e outros 50 e tantos feridos, o tiroteio já é tido pela grande mídia como o pior ataque armado da história dos Estados Unidos desde o 11 de setembro.

O autor dos disparos, Omar Seddique Mateen, 30 anos, foi morto em confronto com policiais. Conforme testemunhas, o atirador parecia alucinado, disparando ininterruptamente por um minuto para todos os lados. Foi, sem dúvida, uma grande tragédia. Independentemente das motivações de Mateen para cometer tamanha atrocidade, resta ainda saber se o ato está ou não diretamente relacionado a alguma célula terrorista (caso se confirme isso, considera-se um ato de guerra). O pai do criminoso alegou que seu filho não agiu por motivação religiosa, posto que era muçulmano, mas por ser “homofóbico”.

Diante da hipótese de atentado terrorista, somada à campanha eleitoral polarizada – como de costume – entre democratas e republicanos, as tensões políticas e sociais nos Estados Unidos tenderão a, futuramente, acirrar-se cada vez mais em torno da imigração islâmica, do controle de armas e das políticas de segurança doméstica. Isso é, obviamente, pauta de discussão dos candidatos à sucessão de Obama.

Entretanto, há certos pontos que foram ignorados neste primeiro momento acerca do atentado e sobre o seu autor. Primeiro: ele era, de fato, muçulmano e, de acordo com o testemunho de sua ex-esposa, era “violento e instável”. Segundo, e não menos importante: era filiado ao Partido Democrata. Sim! Você não leu errado. O dito atirador era democrata, mais precisamente filiado desde 2006.

Tudo bem, mas... esses aspectos implicam em quê exatamente? Simples: a esquerda não atacará o autor da chacina, nem sua vida pessoal, ainda que fosse homofóbico. E por quê? Porque era muçulmano e eleitor dos democratas! Acredite, caro leitor, quando digo que a condenação do ato seria bem mais veemente da parte dos esquerdistas caso o atirador fosse cristão e filiado ao Partido Republicano. Não tenha dúvida.

O ato violento repercute no seguinte aspecto da agenda progressista: controle de armas. Certamente, a candidata democrata Hillary Clinton utilizará esse ocorrido em seu favor na campanha para advogar a tese de que menos armas correspondem a menos crimes, o que é um pensamento muito ingênuo, visto que em muitos países (tendo o próprio Brasil como exemplo), a diminuição da aquisição de armas pela via legal não forçou a queda de homicídios. Muito pelo contrário: a cada ano a taxa de assassinatos no Brasil é recorde, conforme o gráfico:

  

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Voltando ao mérito central, por que a Esquerda não acusará Mateen, enfatizando sua ojeriza a homossexuais, como faz com muitos dos seus opositores políticos? Pela mesma razão que os esquerdistas não protestam contra a onda de estupros na Suécia, ou contra as péssimas condições de semiescravidão de muitas mulheres nos países islâmicos: isso seria politicamente incorreto! Acusar um muçulmano de "homofobia" seria um gravíssimo ato de "islamofobia". Isso mesmo! A defesa da correção política de opiniões é mais importante, para a esquerda, que qualquer outra coisa.

E quanto à sua filiação ao Partido Democrata? Não seria ilógico que um membro do partido defensor das causas LGBT tenha sido o responsável pelo atentado? Na verdade, olhando para a história americana, não se tem espanto quando se vê que Partido Democrata já chegou a se opor a certas causas mais enfáticas e importantes, como a abolição da escravidão. Isso implica, somente, que os esquerdistas tentarão encobrir esse aspecto da vida política de Mateen para favorecer Clinton.

Ademais, jogar fora o multiculturalismo e a conversa mole de "direitos humanos" não seria um bom negócio para a esquerda. Seria um tiro no pé. A mania obsessiva deles de dividir as pessoas em grupos étnicos, religiosos, sexuais e culturais acaba sempre se voltando contra si e, infelizmente, muitos inocentes acabam sendo esquecidos devido a esse jogo de interesses.

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