Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

Dívida, regulações e impostos: o legado de Obama na América



Por Pedro Augusto

Analisando de forma rasa e/ou dando ouvidos aos analistas brasileiros de economia te farão acreditar que Barack Obama está fazendo um excelente trabalho e que ainda tirou os EUA da crise. Nada mais falso. O país ainda está para enfrentar uma crise (e já falamos sobre ela aqui), mas diversas informações iludem apontando para o contrário.

Se você acha que a dívida pública brasileira evoluiu muito nos últimos anos é porque ainda não viu a dos EUA. Hoje ela já está por volta de US$ 18,8 trilhões. O gráfico a seguir mostra a sua evolução nos últimos anos. Atente-se como ela subiu de 2009 até 2016 em relação aos outros anos.


Assustador, não? Isso porque ainda não elevaram as taxas de juros. É bom lembrar também que grande parte do aumento desta dívida se deu por causa do pacote de resgate financeiro feito a algumas empresas, ou seja, é dinheiro do contribuinte salvando os amigos do governo.

A última vez que ocorreu algo parecido foi após a II Guerra Mundial por causa dos gastos com o conflito.

Um outro grande problema trago por Obama são as constantes regulações. O think thank Heritage Foundation, em seu último ranking de liberdade econômica, chegou a apontar este fator como o impulsionador da perda de liberdade econômica. De 2009 até agora já são 229 novos regulamentos com a expectativa de que este número cresça até o fim do ano. E o problema não parou por ai. Essas novas regulações trazem custos de US$ 108 bilhões anualmente. Só a adição de mais 43 regulações em 2015 elevaram os custos em US$ 22 bilhões.

E como o peso do governo aumentou, obviamente os impostos também. Hoje estão maiores as tarifas de energia, alimentos de animais e pessoas e elevação dos custos médicos por causa da Affordable Care Act.

Regulações além dos impostos também trouxeram outro problema: a burocracia e falta de investimentos. Hoje, por causa das novas regras de neutralidade das redes, feitas pela Comissão Federal de Comunicação, os investimentos na internet e inovação caíram. Um outro problema que também surgiu foi a restrição de crédito para consumidores e pequenas empresas.

As taxas de pobreza estão crescendo. Como mostra o gráfico a seguir o número aumenta desde o ano 2000, com maior destaque de crescimento no pós-2008.


O gráfico a seguir é a da renda familiar anual. Desde 2008 ela teve quedas com exceção de 2014. O nível é parecido com os anos de 1996.




O que os americanos acham?

De acordo com o Centro de Estudos Pew, 70% da população estaria insatisfeita com o estado da economia. Em outra pesquisa feita pelo The Wall Street Journal e a NBC News, 70% dos norte-americanos acham que o país está indo no caminho errado. Isso ajuda até a explicar um pouco por que Donald Trump está crescendo tanto. Numa outra pesquisa feita pelo FED, 23% dos americanos esperam uma renda maior no próximo ano, já que há uma certa insegurança quanto a estagnação salarial e o desemprego.

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.