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Breve nota sobre o desligamento da UK da UE: Por que está havendo tanto alarde?



Por Vinicius Campos 

Vocês já repararam no alarde que a imprensa está fazendo em relação ao Brexit? Será que realmente essa foi uma péssima atitude? Será que a economia será deteriorada? Será que este foi um fato cataclísmico? Bem, a verdade é que a imprensa, em boa parte financiada por Lobby empresarial tem interesse em manter poder em poucas mãos. Esse é o objetivo, também, de grandes empresas corporativistas e figurões milionários em volta do mundo. Há muita gente interessada com o que acontecerá com a UK e com a Europa a partir de agora. Por quê?

Há, basicamente, duas formas de investir e ter retorno no mercado produtivo: investir em eficiência, visando atingir um nível de competência onde se tenha produtos baratos com ótima qualidade, ou investir em fechar o mercado contra a concorrência e formar opinião acerca de que isso é o certo a se fazer. O Estado está fundado na vontade do povo e, por conta disso, reflete a decisão popular (ou deveria, com exceção aos regimes de força). Assim, para manter uma estrutura protecionista e parasita, precisa-se investir em opinião. Daí, o uso da mídia é intensificado pelas corporações. Além do mais, estar em conluio com os Estados se faz primordial. Para a primeira forma de investimento, o retorno não é garantido. Para a segunda, sim.

Ao contrário do que diz a imprensa formadora de opinião, a saída do Reino Unido da zona do Euro será de muito bom grado. Obviamente, o mercado sofrerá um solavanco, que é natural. Acontece porque a incerteza incomoda o mercado e os players atuantes neste. Contudo, se a Inglaterra mantiver sua cultura de cunho conservadora, especialmente em temas econômicos, a recuperação poderá ser rápida - e a retomada de confiança também.

A política engessada praticada por um bloco centralizador como é a União Europeia, embora por um lado aparente ser benéfico por um suposto livre mercado entre e por aparentemente impor certa responsabilidade fiscal aos seus membros, faz justamente o oposto. Os países do bloco comercializam de forma livre entre si, mas sofrem com o protecionismo em relação às demais nações. Os reflexos de uma política comercial protecionista se generalizam em países que não tem pra si tal cultura, como é o caso da Inglaterra. Nada impede os ingleses da manterem o comércio livre com os países da Europa, mas também de liberar seu comércio com as demais nações e obter ganhos com isso.

Destarte, países fiscalmente responsáveis como a Inglaterra usufruíam menos dos benefícios de tal política do que deveriam. Isso ocorre porque há política de financiamento de países endividados ou que estão se endividando. Estados demasiadamente assistencialistas ou intervencionistas com estruturas pesadas, como Portugal, Espanha, Grécia, que não podem sobrecompensar o peso de tais políticas na desvalorização da moeda ou aumento de impostos (visto que perderia competitividade), se endividam. O país que mantém políticas fiscais austeras, casos da Inglaterra e Alemanha, tem de arcar com financiamento dos déficits dos demais países e postergam a resolução de um problema de insustentabilidade. Neste caso, generalizam-se por todo o bloco os problemas fiscais, o que postergam as crises dos países irresponsáveis. Foi o que aconteceu com a Grécia, acostumada por tanto tempo com uma assistência além do tolerável, culturalmente contaminada por um estatismo insustentável.

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Com a UK saindo da UE, os frutos de uma política fiscal responsável poderão ser colhidos. Algo como valorização da moeda, vantagens competitivas, aumento de riquezas, entre outros. Certamente que sofrerão represaria da UE, como taxação de importação de produtos, mas nada que cause um forte impacto para a Inglaterra, sem poder dizer o mesmo para os moradores dos membros da UE (obviamente, tudo dependerá de como a Inglaterra se portará daqui pra frente em relação às suas políticas econômicas).

O alarde criado por boa parte dos países remanescentes da união é justificável. Perderam um financiador de alto valor. O desligamento da UK, inevitavelmente, evidenciará os benefícios da independência e da responsabilidade fiscal – se assim o fizerem. Os grandes burocratas e empresas que se beneficiam do poder em mãos de poucos sairão perdendo, e muito, com isso. E quem ganhará? A população. Desta forma, o terrorismo feito por conta do desligamento da UK pela mídia tem significado.

A tecla que optarão por bater com força, como já vem ocorrendo, é a da xenofobia, como se o intuito da UK fosse se fechar para a imigração. Em parte, mas de forma minoritária, se trata de restringir a imigração, mas não por xenofobia ou por qualquer tipo de preconceito, mas por prevenção. Quem determina a política de imigração é a UE, alocando imigrantes em seus países membros. Não se trata de xenofobia aceitar que o Islamismo é radical em essência, tampouco assumir que, aqueles que não matam, sustentam financeiramente ou moralmente aqueles que matam.

Não estamos tratando aqui de amor ou ódio, mas de realidade e de necessidade de prudência. Nem sequer estamos dizendo que todos são violentos em potencial, mas que, por se tratar de uma ideologia agressiva em boa parte de seus atos, há um alto risco de confundir um agressor em potencial com um não-agressor. Os prudentes quanto às suas políticas de imigração gostariam que fosse assim? Claro que não! Mas antes de pensar nas demais nações, devemos nos lembrar de que quem fundou aquela nação e aqueles Estados foram os próprios residentes daquele Estado.¹

Tentarão confundir a população, suplantar a democracia e manter seus privilégios. Caberá aos cidadãos manterem sua supremacia de consumidor e permanecer clamando por liberdade. 

¹ Em minha opinião, há duas maneiras de enxergar políticas de imigração:

1) Por prudência, em relação a uma cultura difícil de ser revertida, cuja aceitação em seu próprio território ameaça a vida dos próprios residentes. Lembremos que a própria fundação do Estado é uma supressão de parte do direito à liberdade para exaltar o direito à vida.

2) Por preconceito, por achar que imigrantes tomarão seus empregos, ou por considera-los indignos por algum motivo. O direito à liberdade não pode ser restringido por motivos banais, a não ser que leve risco à vida ou à propriedade.

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