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4 economistas que mostram que o socialismo é impossível



Por Pedro Augusto

Você com certeza já ouviu alguém dizer que o socialismo, de fato, nunca existiu. Se levarmos em consideração que socialismo é aquele mundo perfeito que alguns militantes esquerdistas imaginam, na verdade não passa de uma utopia. E o mais interessante: não existirá jamais. No passado, quatro especialistas já mostraram a impossibilidade deste sistema na forma econômica.

Marxistas ou pessoas que tenham afinidade com a esquerda geralmente ainda defendem essas ideias por dois motivos: ou não tem conhecimento de certas teorias econômicas ou por serem como Karl Marx, acreditando que qualquer coisa que esteja mostrando as falhas dessa ideologia seria apenas uma teoria que está a serviço da burguesia.

Pois bem, vamos aos quatro economistas e mostrar o  que cada um disse.

 Carl Menger



Marx em seu livro "O Capital", defendia que as mercadorias só tinham valor (não confunda valor com preço) por causa do trabalho humano que foi usado. A pessoa trabalhando desde a extração da matéria-prima da natureza é responsável pela valoração do produto. Portanto, para ele, as mercadorias só possuem valor por causa do trabalho humano.

No livro "Princípios de Economia Política", Menger diz que o valor das mercadorias não depende do trabalho humano, mas sim do quanto as pessoas o valoram. Para exemplificar, imagine uma loja que venda roupas, e que nela seja comercializada uma certa camisa branca. Duas pessoas diferentes foram ao local e uma não gostou da camisa, a outra sim, sendo que esta segunda a comprou. Logo, essa camisa só tem valor, seja por qual motivo for, o comprador gostou dela.

Ainda quero dar mais dois exemplos. Você sabe o que é um bip? Caso não saiba, olhe a foto e depois explico.


Este é um aparelho que era muito usado nas décadas de 1980 e 1990 para passar mensagem. Vamos supor que hoje alguém volte a produzi-lo. É bem provável que a empresa venha falir. Por quê? Bem, porque as pessoas não darão valor, já que hoje temos o celular, e-mails e redes sociais que facilitam a comunicação. Ou seja, o bip não terá valor e não será comprado pois os consumidores preferirão outros meios de se comunicar. Se olharmos a teoria marxista, o bip teria valor por causa da intervenção humana, mas não é bem assim.

Eugen von Bohm Bawerk


Como já foi mais ou menos falado anteriormente, para Marx o valor das mercadorias dependiam da quantidade de trabalho impressa no produto. Para ele, os trabalhadores não recebiam tudo aquilo que produziam, pois os capitalistas tomam para si parte do produzido. E como os produtores não tomaram para si o fruto integral de tudo aquilo que produziram, eles estariam sendo explorados.

Para começar, como apontou Bohm-Bawerk, esta teoria ignora que frutas que pegamos em árvores tem valor, já que muitas delas não dependeram de trabalho humano. O economista também aponta que Marx ignorou preferências temporárias. Bem, o que seria isso? Em condições normais um diamante tem mais valor que uma garrafa com água, já que a temos em abundância. Já se você estivesse no meio do deserto e tivesse que escolher entre uma garrafa de água e um diamante, provavelmente você escolheria a água, sendo que o diamante precisa de mais trabalho para ser produzido. Dependendo das circunstâncias damos valor diferentes aos objetivos. Você pode ver isso também em culturas diferentes.

Marx também falhou ao apontar a mais-valia, que seria o lucro, como uma exploração dos trabalhadores. Ele não levou em conta que o empreendedor está arriscando um dinheiro que não se sabe se terá retorno e que uma certa quantia de dinheiro hoje pode valer menos devida a inflação do futuro.

Ludwing von Mises



Mises quando escreveu "O Calculo Econômico sob o socialismo" mostrou que a economia planificada é impossível. Primeiramente porque bens são escassos. Não existem carros na mesma quantidade que existem pessoas, por exemplo.

Ele também mostrou que neste tipo de sistema econômico, fica impossibilitada a formação de preços. E não tendo como se formar os preços, as trocas e as vendas ficam impossibilitadas. Vamos supor que você seja um produtor de batatas. Se você está no sistema capitalista, além de calcular os custos de produção e transportes de mercadoria, você mandará as batatas para onde há maior demanda. E consequentemente para quem está disposto a pagar um maior preço pelo produto. Com isso você venderá conforme as demandas dos clientes ao ver o preço que eles estão dispostos a pagar. Nos regimes socialistas isso não ocorria.

Ainda usando o exemplo das batatas, quando diversas cidades solicitassem batatas ao poder central, não teria como medir exatamente qual a demanda e qual o valor que cada cidade está disposta a pagar por batatas, porque o sistema de preços foi abolido. Uma cidade A que não demandasse tantas batatas porque as pessoas tinham outros alimentos à disposição, poderiam receber a mesma quantidade deste legume que uma cidade que tem uma maior necessidade dela. É por isso que o socialismo matou muitas pessoas de fome pelo mundo, já que tudo era mandado para o poder central que não tinha como medir as demandas que só um sistema de preços possibilitaria. Lembrando que numa economia planificada não há preços nas mercadorias.

Friedrich Von Hayek


Economista, ganhador do Prêmio Nobel de Economia e aluno de Mises, Hayek mostrou que o conhecimento está disperso na sociedade. Para exemplificar: a primeira locomotiva a vapor foi feita na Inglaterra; a lâmpada nos EUA; o identificador de chamada no Brasil e a pólvora na China. Estes são apenas algumas das infinitas descobertas na área tecnológica. E podemos incluir as teorias cientificas, biológicas e das ciências humanas que foram feitas nos mais diversos lugares do mundo.

Para Hayek, os indivíduos desenvolvem essas criações de acordo com seus planos. E o mercado coordena esses planos espontaneamente, ainda mais por causa do sistema de preços. Para ele, o planejamento central da economia durante o estágio de socialismo impediria as pessoas de tomarem certas decisões, pois elas poderiam ir de encontro ao que foi planejado. Inclusive, os indivíduos perderiam suas liberdades individuais.

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