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Uma bomba relógio chamada previdência


Por Pedro Augusto

Todo brasileiro quer ter uma aposentadoria tranquila. Afinal, foram muitos anos trabalhando. Nada mais juto que ter uma velhice tranquila. No entanto, os idosos ainda terão muita dor de cabeça com a previdência social.

De acordo com o IBGE, hoje, nove trabalhadores ativos contribuem para o pagamento de um aposentado. Em 2040 serão quatro para pagar um, devido ao aumento no número de idosos. Em 2010, 10% da população estava na terceira idade; em 2050 de 30%, ou seja, os gastos com a previdência aumentarão.

Em 2014, a previdência custava ao Brasil 7,7% do PIB. No papper sobre ajuste fiscal dos economistas Mansueto Almeida Jr., Marcos de Barros Lisboa e Samuel Pessoa, se a previdência continuar nas mesmas regras que as atuais, em 2030 ela custará 8,67% do PIB e 12,63% em 2050.

Como foi mostrado, os gastos com a previdência só tendem a aumentar e o número de contribuintes não. E para deixar a situação um pouco mais perigosa com relação aos gastos públicos, o PNE (Plano Nacional de Educação) prevê aumentar os gastos com educação em 10% do PIB e a Receita Corrente Líquida da União, 15% do PIB com saúde até 2022.

Primeiro, é bom destacar que aumentar os gastos com educação não quer dizer melhora na área. Para diversos especialistas, temos na verdade problemas de gestão, além do método e formação dos professores. É bom destacar que em comparação de investimento por porcentagem do PIB, o Brasil investe bem mais que outros países que estão a frente no quesito de qualidade de ensino. Enquanto o Brasil investe cerca de 5,8% de seu PIB, o Japão investe 3,8%.

Voltando a previdência, no Brasil os gastos com esta área só crescerão. Aumentar gastos com outras áreas sem antes viabilizar a eficiência do seu funcionamento será bastante perigoso para as contas públicas, já que o governo é grande demais e a população infelizmente demanda mais e mais o crescimento estatal. Para custear tudo isso, restará apenas uma solução: aumento de impostos. Ou seja, menos do seu dinheiro para você. 

Para a gestão de Michel Temer, o rombo chegará a R$ 146 bilhões em 2016. Foram anos e anos com o governo tendo que gastar mais do que tem com a previdência. O esquema funcionava mais ou menos assim: o governo colocava a disposição o valor X para custear o INSS, porém o quanto se demandava era um valor Y bem superior a X, e o Estado pegava mais empréstimos para custear o setor. Mostrarei alguns gráficos para ilustrar bem o que digo.



Gráfico mostrando que o número de beneficiados do INSS só tem aumentado.



Como você pode observar no gráfico, em todos os anos tinha que se gastar mais com previdência do que se tinha e ainda se pegava empréstimo. Para ilustrar: vamos supor que seu salário seja de R$ 2 mil e você gaste num mês R$ 2,5 mil. Depois você vai ao banco pegar um empréstimo de R$ 500 com juros para pagar a sua dívida, ou seja, sua dívida ficará ainda maior.


O último gráfico mostra que de dezembro de 2013 até o mesmo mês de 2015, só em três o governo arrecadou mais do que precisava para pagar a previdência.

Uma curiosidade nada agradável.... 

Você sabia que existem 17 pessoas que recebem heranças por causa da Guerra do Paraguai? O jornal Correio Braziliense procurou o Exército para saber quem eram as pessoas, mas os militares não quiserem informar os nomes.

Um outro modelo de previdência 

Embora no Brasil ainda tenha, mas não obrigatoriamente, há também o modelo privado. No Chile é assim. Lá o trabalhador é obrigado a depositar 10% do seu salário mensalmente na poupança administrada por instituições privadas. O gasto público diminuiu rapidamente de 34% para 22% do PIB durante a década de 1980. A previdência pública é apenas para deficientes, inválidos e trabalhadores com renda inferior a 105 dólares mensais. 

Terminando... 

Como mostrei durante a matéria, a previdência vive de déficits. O Estado não demanda de recursos suficientes para área e continuará não tendo por conta do aumento de idosos e da diminuição dos trabalhadores ativos. Se considerarmos também a dívida pública, estamos vendo uma de suas causas. E o futuro continua comprometido por causa da ineficiência do governo brasileiro.

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