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Apague a luz e feche a porta ao sair


Por Leo Fernandes
autor convidado

No amanhecer da última quinta-feira, 12, o Senado decidiu por 55 votos favoráveis a 22 contra, pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff por 180 dias. A presidente vem sendo investigada por crimes contra a Constituição, as chamadas “pedaladas fiscais”. Dilma ocupou o cargo máximo do governo brasileiro por quase seis anos. Durante esse período vimos o Brasil entrar em um verdadeiro parafuso, como um avião descontrolado. Façamos um balanço desses quase seis anos de desgoverno Dilma para que possamos entender melhor o que ocasionou o afastamento da presidente da República.

O Brasil passou por algum momento de calmaria no governo Lula, porém, com toda essa acomodação, a crise que abalou o mundo anos antes bateu à nossa porta. Sem uma política econômica eficiente, vimos o país desabar como um castelo de cartas. Em pouco tempo, a partir de 2012, explodiram greves de servidores, desemprego e a inflação deu de novo as caras.

Além de todo o caos econômico, o país passou a sofrer uma divisão proposta pelo próprio Governo Federal. Passou a governar para apenas um grupo específico. Políticas assistencialistas explodiram, os cofres federais não aguentaram, menos dinheiro repassado para os Governos Estaduais, consequentemente, servidores federais e municipais sem salário.

Com a economia no vermelho, as empresas passaram a fechar as portas, pessoas foram demitidas. Inflação mais desemprego, uma equação que há mais de vinte anos não víamos. E o resultado é sempre o mesmo: o país afundado no caos social. Mas não tem problema: o Rio vai sediar as Olimpíadas, a cidade "vai ficar linda". Vai ficar linda, porém, os servidores não recebem seus pagamentos desde o fim do ano passado. Toda a farra olímpica daria para quitar os salários dos funcionários públicos do Estado e do Município.

Na educação, saem as matérias elementares e entram as disciplinas voltadas à doutrinação socialista. Claro, uma criança de seis anos tem o direito de gostar de alguém do mesmo sexo... É a ideologia de gênero, uma besteirada inventada pela esquerda. E ainda tem gente que aceita isso e acha “moderno”. Além de encher a cabeça dos adolescentes dizendo que Fidel Castro é um revolucionário e que a Venezuela é um país bastante democrático; que Hugo Chávez seria a reencarnação de Simón Bolívar.

Desvios de dinheiro de empresas estatais para abastecer a campanha eleitoral de 2014, promessas estapafúrdias, muitas não cumpridas. Assim que tomou posse no segundo mandato, Dilma fez tudo o contrário do que havia prometido. Isso, com certeza enfureceu ainda mais a população que já não estava muito contente com o resultado do pleito, onde a petista venceu Aécio Neves de forma apertada. Ainda durante o ano as “pérolas” como “estocar vento” e “saudar a mandioca” ganharam as manchetes dos jornais, deixando a popularidade da “presidenta” abaixo dos 10%.

Agora, Dilma deixa o Governo, afastada por 180 dias. Em seu lugar assume o vice Michel Temer, que tem uma política mais conciliatória e tranquila. Ministérios foram reduzidos, haverá corte de cargos comissionados, além de uma tentativa de começar a reerguer a economia brasileira, devastada por 13 anos de Governo do PT (Lula-Dilma). É uma esperança para o povo brasileiro, ainda que os avanços sejam muito tímidos no início.

Um recado para Dilma: quando sair, lembre-se de apagar a luz e trancar a porta do seu partido!

Adeus, querida!

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