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Agora é o momento de olhar para o futuro


Por Wilson Hebert

Definitivamente, não há qualquer indício que Dilma Rousseff retorna à Presidência após esses 180 dias. Nem sequer que ela volte a figurar papel de destaque na política brasileira. É muito provável que ela passe a ser uma pessoa que um dia teve como marca ser a primeira mulher presidente, mas também ter liderado o governo mais irresponsável da história do País. O próprio PT, que nas últimas eleições tem visto sua bancada parlamentar reduzir a passos largos (com perdas eleitorais e desfiliações) já tem sido diagnosticado por cientistas políticos como um partido que diminuirá de tamanho, passando de grande para médio. Não é fácil se desvencilhar do rótulo, que é totalmente verdadeiro, de partido que abriga corruptos em massa. Inclusive condenados pela Justiça e presos.

Agora o Brasil passa por um momento em que é preciso olhar para frente. Ainda são muitas mudanças que precisam ser feitas para melhorar a democracia por um lado e a vida dos cidadãos por outro. Por exemplo, o atual sistema político-partidário tem dado mostras, uma atrás da outra, do quão fraco e insuficiente ele é. Os relatos dos deputados na hora do voto do impeachment na Câmara foi de uma pobreza de conteúdo inacreditável. E não é nada inteligente dizer que isso é reflexo da população. Não é bem assim. Na verdade, isso é reflexo do sistema coeficiente eleitoral, que leva vários parlamentares ao Congresso nas costas de outros que foram bem votados. O resultado nunca tem como ser bom, uma vez que elege-se político que não recebeu votos para tal. A presidência interina de Waldir Maranhão (PP-MA) na Câmara foi outra amostra do quão grave é a situação política brasileira. Nosso país não avançará de jeito nenhum enquanto figuras como a citada estiverem no poder.

É preciso adotar o sistema do voto distrital para que o eleitor fique mais próximo do político. E para que só garantam uma cadeira no Congresso aqueles que realmente foram escolhidos pelo eleitor. É urgente organizar uma nova cláusula de barreira, pois o alto número de partidos políticos comprova que isso não garante pluralidade de ideias - uma vez que a maioria dessas legendas não possui um programa sólido e apresentável. O transbordamento de siglas só tem servido para aumentar o "toma lá dá cá" em busca por cargos que, aliás, é outra herança maldita deixada pelo período do PT no governo. Uma verdadeira avacalhação com a democracia.

Pautas da direita liberal como legalização do porte de arma, liberdade econômica, responsabilidade fiscal, austeridade, diminuição do poder político precisam emergencialmente entrar no debate não apenas político, mas também no público. O brasileiro precisa entender, exatamente, o que são esses assuntos, mas sem a caricata e infantil demonização da esquerda, que acredita (na verdade tenta convencer os outros por ter interesses nefastos) que contas públicas organizadas é coisa de quem quer o mal da população. O cidadão no Brasil também sente na própria pele a necessidade de ver o debate sobre segurança pública ser feito por outro ângulo. Vítimas não são os criminosos, não são os assassinos, não são os estupradores, não são os assaltantes. Somos nós, que trabalhamos duro e somos o tempo todo reféns da violência urbana e rural que nos assola.

Michel Temer terá dois anos e sete meses para governar. É claro que ele não terá condições de fazer todas as mudanças que o país precisa. Mas o período é tempo suficiente para ele encaminhar pelo menos as principais. No próprio planejamento do seu governo, um item que tem destaque dentre as pretensões é a reforma da previdência. Sem dúvida alguma podemos colocá-la como uma das urgências. Todas as medidas, por mais amargas que sejam, que apontarem para o equilíbrio das contas públicas, tão dilapidadas por Dilma Rousseff, devem ser apoiadas por quem quer ver o Brasil se modernizando e avançando na direção do desenvolvimento. Obviamente, para isso, não podemos esquecer o papel fundamental que o mercado tem que exercer, com livre concorrência, com liberdade de empreendimento, ferramenta vital para a criatividade buscar cada vez mais o verdadeiro bem-estar de todo cidadão.

A queda do PT é apenas o primeiro degrau da nossa escada. Mas ainda faltam muitos. Essa escada é tão alta que ainda não podemos enxergar como é o seu topo. E como diria o economista austríaco Friedrich Hayek (1899 - 1992): "A geração de hoje cresceu num mundo em que, na escola e na imprensa, o espírito da livre iniciativa é apresentado como indigno e o lucro como imoral, onde se considera uma exploração dar emprego a cem pessoas, ao passo que chefiar o mesmo número de funcionários públicos é uma ocupação honrosa". Temos também um trabalho árduo a ser feito na cultura do povo.

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