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Voto universal não é sinônimo de democracia

Por Ana Zanatta

Em pleno 2016, muitos ainda exaltam o Partido dos Trabalhadores como expressão máxima da democracia no Brasil. Dizem que um operário nordestino e analfabeto chegar ao poder é uma vitória das minorias. Dizem que uma mulher terrorista e louca se tornar "presidenta" é uma vitória dos pobres e oprimidos. O próximo passo é eleger um anão índio e gay.


É triste ler notícias sobre os acontecimentos em ditaduras no Oriente e em países vizinhos. Ficamos horrorizados. Com razão. Mas democracia demais também não é bom. Muitos brasileiros lembram com tristeza da época que não podiam votar e da alegria da primeira vez que escolheram seu candidato em uma cédula de papel. Pobres, negros, mulheres, pessoas sem instrução formal. Isso foi uma conquista? Complicado afirmar que sim com plena certeza.

Outras constituições poderiam dar um ar de aristocracia tanto a eleitores quanto a elegíveis. Mas trocamos essa realidade por outra também controversa. O voto obrigatório faz com que pessoas totalmente desinteressadas em política votem simplesmente por votar e, quase sempre, votem mal. O sistema de eleição proporcional deixa o candidato longe do eleitor e acomodado com o coeficiente eleitoral do partido e o fundo partidário. Assim surgem os eleitores que dizem odiar política e que só lembram que são eleitores na semana do pleito. Trocou-se o método, continuou o tenentismo.


Para completar o circo, as escolas não preparam mais as crianças e adolescentes para a universidade. Muito menos para a vida. Sai matemática e entra sociologia. Sai português e entra ideologia de gênero. Sai biologia e entra revolução marxista. Sai geografia e entra feminismo. Com 16 anos, o adolescente não é alguém com opinião política, é uma marionete doutrinada, pronta para ser um militante na luta por "justiça social" e "direitos humanos" (mesmo que as causas não sejam exatamente essas). Uma massa de idiotas úteis.

Esse adolescente de 16 anos ainda não aprendeu a pensar por conta própria, ainda não decidiu o que quer da vida, em todos os sentidos. Mas está lá no dia da eleição com o título de eleitor na mão. Poucos sabem qual é a função de um vereador, poucos sabem explicar o que é a separação dos três poderes, poucos entendem como funciona o “pacto federativo”, poucos estudaram o sistema tributário, poucos abriram a Constituição Federal de 1988, poucos leram um livro – porque ficaram tanto tempo discutindo cotas e homofobia que não deu tempo de aprender a ler e interpretar um texto, muito menos a escrever uma redação. Mas esses mesmos cidadãos são eleitores e se acham politizados.


Então, surge essa bobagem toda de que o impeachment é um golpe à democracia. Dá para começar a entender por quê democracia não é tão bom quanto parece? Nos EUA, um partido defende a democracia, outro defende a república. Dá para entender melhor ainda por quê democracia tem a aparência melhor que o conteúdo? Se o impeachment acabar com a democracia e fizer nascer uma república no Brasil, que venha o golpe! Ou, como disse Benjamin Franklin: “A republic, if you can keep it”.

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