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PT pedindo "fora Cunha" é falta de caráter


Por Wilson Oliveira

Observando o comportamento dos governistas na votação final da comissão especial do impeachment nesta segunda-feira, uma coisa muito interessante me veio à mente. Desesperados e sem argumentação consistente para defender Dilma, Lula e o PT, resolveram atacar o PMDB, Michel Temer e, com maior destaque, Eduardo Cunha. Longe de mim querer bancar o advogado do diabo e defender quem é réu em ação de uso indevido do dinheiro público, até porque quem faz isso são os petistas, coisa que não sou.

Mas é sempre bom lembrar que Dilma já foi alvo de QUARENTA E OITO pedidos de impeachment desde 2011. Só na legislatura mandatária do Cunha foram 34, dos quais 27 ele rejeitou imediatamente. Claro, até início de 2015 ele alternava posição entre um semi-apoiador e um isento a respeito do governo Dilma.

Nessa época, não vi, não li nem ouvi NENHUM apito dos governistas contra Cunha. Nenhum parlamentar do PT, do PC do B, PT do B ou dos "oposicionistas" do PSOL pedia "fora Cunha" enquanto ele rejeitava pedidos de "fora Dilma".

Mas aí, meus caros amigos, bastou o presidente da Câmara dos Deputados se declarar oposição ao governo Dilma e aceitar um dos tantos pedidos de impeachment que começou a histeria. É claro que eles não estão errados em pedir que um réu não exerça atividade pública.

O erro deles, na verdade, está no cinismo, no mau-caratismo, na hipocrisia, na falsidade, na enganação, na mentira. O posicionamento deles só demonstra o seguinte: eles não são contra a corrupção coisa alguma. Eles são contra os que se opõem a eles.

Não importa se você é honesto ou corrupto. Se você estiver a favor deles, pra eles tudo bem. Mas se você estiver contra, pra eles está tudo errado. E o nome disse, como bem sabem os esclarecidos, não é democracia, mas sim oportunismo.

Ou por que será que não vemos esses governistas pedirem "fora Collor", "fora Renan Calheiros"? Eles também não pediam "fora Maluf", mas agora o parlamentar paulista parece que vai se virar contra o governo também. Não se espantem se agora surgir pelegos do PT pedindo "fora Maluf". Afinal, pode-se tudo, menos ser contra o PT...

Os brasileiros decentes desse país não estão indo às ruas defender que o PMDB ou que o PSDB seja governo. Os verdadeiros manifestantes possuem uma causa, não um chefe de quadrilha. Não existiu nenhuma faixa, nenhuma placa, nenhuma camisa, nenhum balão nos protestos pintados de verde e amarelo com os nomes de Cunha, Temer, Aécio ou Alckmin. O que existiu foram as cores do Brasil.

Portanto, lembrar todas as acusações e processos que esses nomes enfrentam ou por ventura venham a enfrentar em nada nos atinge. Muito menos fará a gente relativizar o que é corrupção, como vem fazendo os petistas não desde o Petrolão, mas desde o governo Lula.

Vale lembrar que o discurso deles para se defenderem é o mesmo do Mensalão. Mas com uma diferença. Naquela época, o PSDB e o PMDB ajudaram a enterrar o que poderia ser o impeachment do Lula. Por isso que também naquela época os petistas não fizeram uso dessa mesma histeria contra tucanos e peemedebistas.

Só que agora, esses mesmos que faziam uma oposição frouxa ou preferiam ficar neutros quanto ao governo do PT ouviram as vozes das ruas, dos milhões de brasileiros que não aceitam ser governados por esses incompetentes e mal intencionados que estão intocados em Brasília.

Logo, a vontade do impeachment não é retrato de um grupo político. É retrato da ampla maioria do povo brasileiro. E quando a ampla maioria do povo brasileiro quer alguma coisa, golpe seria justamente ir contra essa vontade totalmente democrática.

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