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Como o governo atrapalha os menos qualificados

(Foto: Reprodução/ Prefeitura de Cordeiro - RJ)
Por Adrian Pavoni

Segundo muitos, uma das maiores conquistas da Era Vargas foi a Consolidação das Leis de Trabalho. E mais especificamente a adoção do salário mínimo. De acordo com os mesmos, esse valor mínimo a ser pago pelos contratantes aos contratados serviria para que os empresários não pudessem explorar e fossem obrigados a dar o mínimo necessário para a boa vivência dos trabalhadores menos qualificados.

Como muita das coisas que os governos propõem, essa também acabou por ter um efeito diametralmente oposto ao inicialmente planejado. O que serviria para dar o mínimo necessário para o bem-viver acabou não acontecendo, ao menos no Brasil. E com este piso salarial muitas vagas de emprego acabaram por ser extintas.

Hoje no Brasil, levando em conta todos os impostos, encargos e outras coisas que o governo impõe e que acabam prejudicando o bom funcionamento do mercado, para se manter vivendo a um bom nível, o salário mínimo deveria ser de mais ou menos R$ 2.600,00.

Se é realmente tão fácil, quanto os defensores do salário mínimo dizem elevar a qualidade de vida do cidadão apenas elevando o salário mínimo na base da canetada, por que os governos não o fazem? Porque isso não passa de proselitismo político, de populismo. Por mais que queiram negar, só se é possível dizer quanto alguém vai receber de forma justa em comparação às outras pessoas com um sistema de preços bem definido. E falando em populismo, vale fazer o adendo de que a CLT de Vargas é totalmente inspirada na Carta Del Lavoro do fascista Benito Mussolini, expulso do partido socialista italiano por ser radical demais.

Além disso e por mais que possa parecer insensível, o mercado não perdoa e não faz benesses simplesmente por fazer benesses. O mercado, ou no caso as empresas desse mercado, funcionam de uma maneira na qual eles ajudam a todos apesar de estarem sempre procurando pelo bem próprio. Dito isso, é inimaginável pensar que alguém pagaria a mais por algo que não vale quando se tem outros tipos de mão de obra mais baratos. 

Como bem explicou o congressista americano Ron Paul recentemente, não é coincidência que toda vez que o governo americano aumenta o salário mínimo, as máquinas começam a aparecer ainda mais nas funções que requerem menos habilidades e experiência.

Portanto, como dito no princípio, a ideia de salário mínimo acaba por prejudicar ainda mais o indivíduo menos capacitado, tirando-lhe vagas de emprego e fazendo que os empresário, que acabam por parecer muitíssimo maléficos por não empregarem pessoas de baixa capacidade por um preço alto, tenham de encontrar maneiras de manter a produção e a qualidade a um preço que as pessoas possam comprar.

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