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Entenda por que é errado chamar Bolsonaro de fascista


Por Luis Cláudio

O clima de divisão política e conflitos que o Brasil vivencia parece ter se agravado desde o domingo passado (dia 17), após a votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Houve votos polêmicos, mas, o mais destacado foi, como já era de se esperar, o de Bolsonaro.

Nesse (sic) dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a história dessa data pela forma como conduziu os trabalhos nesta casa. Parabéns Presidente Eduardo Cunha! Perderam em 64. Perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula que o PT nunca teve! Contra o comunismo. Pela nossa liberdade. Contra o Foro de São Paulo. Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff. Pelo Exército de Caxias. Pelas nossas Forças Armadas. Por um Brasil acima de tudo, e por Deus acima de todos, o meu voto é sim!

Bom, pelo que se pode claramente notar, o voto de Bolsonaro conteve dois elementos pertinentes:

(1) Parabenizar Eduardo Cunha.

(2) Relembrar o coronel Ustra.

A esquerda, em especial os potenciais candidatos à presidência Ciro Gomes e Marina Silva, não poderiam ser mais gratos a Bolsonaro pelo belo “tiro no pé”. Mas, os detalhes sórdidos do voto não serão por mim aqui comentados, pois já o foram por outro colega aqui do site. No entanto, o que mais me intrigou foi a constante associação entre o discurso de Bolsonaro e o fascismo. De início, confesso, não conseguir compreender a lógica da acusação. Onde está o fascismo na fala do deputado? Resposta: em parte alguma. Farei aqui um breve passeio sobre o fascismo tal como é historicamente caracterizado e, ao final, um paralelo com a fala do parlamentar.

O Fascismo na História

Essa parte da História mundial é bem conhecida. Após grande derrocada econômica, com a escalada do desemprego e da inflação, sem contar a humilhação sofrida no pós-Primeira Guerra, a Alemanha não aparentava ter grandes perspectivas para retomar sua glória de outrora. Com o exército reduzido a 100 mil homens e com proibições sobre a construção de navios de guerra, as forças armadas alemãs estavam “castradas”. O Tratado de Versalhes, tão amaldiçoado nos discursos proferidos no Reichstag, mais se assemelhava a um acordo do diabo. A desolação do povo alemão chegava a um ponto crítico; necessitados de tudo queriam ser ouvidos e atendidos. O orgulho alemão fora ferido de morte e não cicatrizaria tão cedo.

O mesmo se pode dizer da Itália. Tendo recebido promessas da Tríplice Entente (entenda-se Reino Unido e França), alinhou-se secretamente contra a Alemanha no meio da Grande Guerra. Acabado o conflito, visto que os acordos secretos não foram cumpridos, a Itália fazia papel de “marido traído”.

O problema com os ressentimentos é que eles tendem a se acumular. Não foi diferente entre os alemães e os italianos. “Como ousam nos humilhar? Quem pensam que são? Somos bravos! Temos sangue de honra! Não passarão impunes!”, pensavam os mais nacionalistas. Não há ingrediente melhor para a formação do ódio que o ressentimento.

Ora, se os ressentimentos são a fonte maior do ódio, e se eles se acumulam, logo, o ódio também é cumulativo. A partir desse ódio, dessa injúria contida no coração dos indivíduos amargurados com a derrota que nasceram e prosperavam os movimentos radicais nacionalistas. Não custou muito a surgirem agremiações revolucionárias, com propostas revanchistas carregadas de apelo emocional à Pátria, à história nacional e aos símbolos seculares; rejeitavam o diálogo e a paz; exigiam soluções rápidas, imediatas. Para esses movimentos, a democracia retardava o progresso nacional, já que submetia o poder de mudanças a um Parlamento, no qual o moroso processo de debates e aprovação de leis dificultava a retomada do desenvolvimento do país. Alardeavam a necessidade de maior ação do Estado para corrigir as máculas da economia a fim de recuperar o crescimento e fazer a nação ser valorizada novamente. Nessa base, fundaram-se os partidos Nazista e Fascista Italiano.

Ao alcançarem o poder, os fascistas cumpriam a agenda que tanto defendiam:

(1) Estado forte e centralizador.

(2) Economia controlada pelo governo.

(3) Controle governamental dos meios de comunicação.

(4) Ausência de liberdades individuais e predomínio das “obrigações sociais”.

Essa estrutura toda era sustentada por uma militância partidária ativamente mobilizada, que se dispunha a confrontos de ruas, arruaças e atos violentos sem precedentes. Além disso, a doutrinação partidária nas escolas e universidades se fazia fundamental para garantir que as próximas gerações dessem continuidade ao legado fascista. Todo o aparato repressor do Estado submetia a vontade da população aos interesses do governo, de modo que toda a vida social era regiamente ordenada pelas autoridades estatais. Cada cidadão era visto como mais um soldado pronto para seguir ordens e cumprir as tarefas que lhe fossem entregues, em prol do bom funcionamento da corporação (Estado). A economia, com esse mesmo fim, era também administrada conforme os desejos do Líder (Führer, Duce etc.), afinal, uma vez controlando a vida dos indivíduos, controla-se também a economia; pois esta não se trata simplesmente de números em somas e quocientes matemáticos e probabilísticos - economia se trata de pessoas.

Ademais, era importantíssimo para os governos fascistas deterem o controle da grande mídia, suprimindo até mesmo as chamadas publicações alternativas (pequenos semanários, revistas etc.). A propaganda do regime deveria ser perfeita, sempre em tom positivo, exaltando os sucessos do país, a superação de desafios e, enfatizando sempre o valor de cada cidadão para o bem-estar geral da nação, tida como um “corpo humano”. Para se manter saudável, um corpo humano não pode apresentar falhas em seus sistemas fisiológicos ou em quaisquer órgãos vitais, pois isso poderia comprometer todo o restante. Da mesma maneira, nenhum indivíduo poderia se rebelar ou contrariar a vontade do governante, pois comprometeria a saúde de todo o sistema político, e, assim como qualquer agente patológico, deveria ser combatido e eliminado.

Instituições sociais como as famílias, as Igrejas, outros grupos religiosos e as associações de qualquer espécie seriam submetidas à autoridade do planejamento central do governo fascista. Os filhos seriam educados em casa segundo a cartilha do Estado; as escolas ensinariam aquilo que fosse para a formação de futuros militantes partidários; as missas, os cultos e as demais reuniões litúrgicas seriam ministradas consoante a determinação ideológica preparada pelo departamento governamental de propaganda com especialidade na área espiritual. Enfim, um regime de controle absoluto da vida social, sem qualquer via de escapatória. Uma verdadeira prisão sem muros.

Eis aí, de forma geral, o que se chama de Fascismo.

Bolsonaro fascista?

Pelo que se pode analisar até aqui, a fala de Bolsonaro nada tem de fascista. Pode ter sido em parte estúpida (de fato foi), mas, certamente, Bolsonaro não é fascista, e posso provar isso em seu próprio discurso.

Vejamos aqui:

Ø “Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula [...]”.

Ora, que tipo de fascista é esse que condena a doutrinação ideológica? É quesito fundamental para qualquer ditadura fascista que haja ensino partidarizado e pregação militante nas salas de aula, pela razão que já expliquei mais acima. “Mas e a doutrinação no regime militar?” No regime militar, a única doutrinação que realmente havia era nas universidades, todas elas dominadas pela claque marxista. Isso é tão verdade que o período de maior expoente da produção editorial e intelectual marxista no Brasil foi justamente as décadas de 1970 e 1980, em plena ditadura militar! Não foi dessa vez, Júnior.

Ø “Contra o comunismo. Pela nossa liberdade.”

Mais uma que confirma o que eu disse. A preservação da democracia e da liberdade jamais, repito, JAMAIS será bandeira fascista. “Mas ele falou contra o comunismo, e Hitler e Mussolini eram anticomunistas.” É bem verdade. Mas o mero fato de ser anticomunista não qualifica alguém como fascista. Muitos teóricos liberais, como Mises e von Hayek, condenaram e até mesmo refutaram algumas teses marxistas, entretanto, era expressos defensores do Estado Democrático de Direito; não podem ser qualificados como fascistas. Além disso, políticos conservadores históricos, como Winston Churchill e Ronald Reagan, eram contundentes críticos do comunismo, contudo, eram entusiastas fervorosos da democracia liberal. Uma coisa não arrasta a outra.

Muitos me afirmam que o regime militar brasileiro instalado em 1964 foi fascista. Bobagem. O máximo de que podem acusa-lo é de “fascistóide”, se é que esse termo é adequado para definir algum governo.

Em suma, Bolsonaro não pode ser, de maneira alguma, um fascista. O que posso dizer sobre essa alcunha é que ela está sendo muito mal empregada no Brasil, prostituída na verborreia da Esquerda, que é ávida por acusar seus adversários políticos de quaisquer nomenclaturas execráveis no dicionário popular, sem, ao menos, esclarecer seu significado. É justamente da ignorância sobre esses termos de que se beneficiam os falsos intelectuais e os militantes desonestos esquerdistas. Talvez, devessem seguir seu próprio bordão: “Vão estudar História!”.

3 comentários:

  1. Quem é Luiz Claudio, autor dessa matéria?

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  2. Seu texto comete um erro crônico ao meu ver. Bolsonaro não sabe o que é Democracia, tanto que é que para ele não houve Ditadura em 64. Motivos pelo qual Bolsonaro é fascista:
    1 - Apoiou e vangloria o regime ditatorial de 64, a qual de maneira cega e paranoica, diz não ter havido Ditadura, mesmo com a edição do AI5 e com o fechamento do Congresso Nacional. Portanto, Bolsonaro é fascista por idolatrar um regime onde o Estado era centralizador e autoritário;

    2 - Há vídeo em que o próprio Bolsonaro afirmar ser "a favor da tortura física, pau de arara" e uma das coisas mais frequentes do fascismo é a violação dos direitos humanos e direitos fundamentais;

    3 - Bolsonaro elogia e se espelha no Governo de Pinochet, outro governo assumidamente fascista, perseguindo e matando comunista, com um Estado forte e opressor e minando os direitos e garantias fundamentais;

    4 - Há vídeo em que o próprio Bolsonaro afirma que se fosse Presidente daria um golpe, que é a favor de uma guerra civil onde pelo menos 30 mil morreriam.

    E você fala que o cara não é fascista?

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  3. estamos em guerra contra as organizações criminosas que vocês da esquerda tratam como vitimas da sociedade, estamos num pais onde vc não pode ter nada, que bandido te mete a pistola no sinal e leva embora, estamos num pais que por causa de supostos direitos dos criminosos a população de bem perde seus direitos e fica presa em casa, inclusive com o plebiscito de 2005 votamos pelo sim e vocês desrespeitaram o direito de comprarmos armas pra nos defender, agora querem nos prender aqui negando passaporte pra quem quer se mandar você votou no temer, por 2 vezes, e seu governo que ampliou os indultos pra criminosos serem libertos indo no caminho oposto ao clamor das ruas, seu governo ensinou nas escolas que a policia militar e o exercito é fascista e torturadora, é que o comunismo é bom é justo, omitindo, as purgas de Stalin, os milhões de russos que ele matou, o tratado de não agressão com Hitler e a invasão em conjunto de Stalin é Hitler na polônia em 1938, das crises do misses de cuba onde o comunismo e tche Guevara seu herói , junto com Fidel quase levaram o mundo a destruição, das bombas no aeroporto de Guararapes, e no quartel do Ibirapuera, das tropas de reconhecimento que foram mortas no Araguaia, dos embaixadores sequestrados, torturados e metralhados, dos crimes de guerra do Lamarca contra os prisioneiros do exercito, a esquerda não fazia prisioneiro, dos aviões que foram sequestrados, falam que o regime militar era uma ditadura que ditadura é essa que o slogan é Brasil ame-o oi deixe-o e vc poderia compra seu 38 legalmente pra se protegem onde os índices de assassinato por arma de fogo eram 10 vezes menores, desde a era Collor com as políticas de esquerda vocês doutrinaram os jovens com mentiras o fuzil arma conhecida só nos filmes de guerra veio pras mãos dos bandidos e o policial pai de família ficou de mão atadas contra os criminosos que vocês protegem, agora vocês estão trazendo os islâmicos para o Brasil o islã é nosso inimigo histórico, estiveram na península ibérica do ano de 720 ate 1492 sendo expulsos a duras batalhas contra nossos ancestrais e vocês estão trazendo eles pra ca, porque eles não vão para Arábia saudita, Iêmen Kuwait que são países ricos, e falam a mesma língua e tem a mesma religião porque vocês não pregam que o islã e a religião da paz la e que eles tem de receber os refugiados la, se vocês são a favor da causa gay porque trazem islâmicos pra ca , o islã prega morte aos gays, aos judeus, aos cristãos, aos não islâmicos, aos ateus , aos americanos, aos roqueiros e a todas as outras crenças, eles se casam com crianças, se casam com varias mulheres e as tem como propriedade, vcs dizem ser a favor dos direitos das mulheres mas são contra a castração química, dizem ser contra o estupro e são contra a redução da maior idade penal pra estupradores e assassinos, portanto cala sua boca porque você vice num castelo encantado em ruínas decrépito, perto dos portais da loucura vai estudar antes de vir defender o PT.

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