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Quando as armas de fogo são catalogadas e confiscadas


Por Ana Zanatta

O que parece melhor: que o povo tenha mais poder que o governo ou que o governo tenha mais poder que o povo? Qual das duas situações há no Brasil? Qual das duas situações há nos Estados Unidos?

Henry David Thoreau inicia o seu ensaio “Desobediência Civil” relembrando a célebre frase: “O melhor governo é o que menos governa”. O que Fidel Castro, Hugo Chávez, Adolf Hitler, Josef Stalin, Vladimir Lênin, Mao Tsé-tung, Pol Pot e Kim Jong-il têm em comum? Possuíram MUITO poder. O que mais? Desarmaram a população, como exemplificado no cartaz de 1918, da URSS. Ditaduras e genocídios são precedidos por catalogação e confisco de armas de fogo.

Campanha soviética de desarmamento

No Brasil, esse processo iniciou há menos de 20 anos, mas tem sido um favor para bandidos. Agora, há registros de quem possui arma de fogo, então os ladrões sabem aonde irem para as roubarem. Sim, porque é muito fácil se apossar dessas listas com tanta segurança nos sistemas de informação estatais. Além disso, os criminosos também sentem-se muito mais seguros para invadir casas cujos proprietários estão desarmados.

E a taxa de homicídio no Brasil nesse período? Dobrou, triplicou. E ainda há quem ouse propor mais controle sobre as armas de fogo. Quem aposta que isso funcionaria? Quem quer enfrentar os traficantes nas favelas com o símbolo dos hippies impresso em camisetas brancas e flores na cabeça? Como diz o velho provérbio latino: “Se quer paz, prepare-se para a guerra”.


Como resolver o problema da violência no Brasil? Os desarmamentistas, que muitas vezes são os mesmos acusadores do “imperialismo ianque”, precisam tomar algumas lições com os Pais Fundadores dos Estados Unidos, os protagonistas da Revolução Americana que assinaram a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos. Mais do que desvincular os Estados Unidos da soberania britânica, os Pais Fundadores estabeleceram um Estado em que o povo é soberano sobre o governo.

Embora Barack Obama, Hillary Clinton e outros membros do Partido Democrata insistam em limitar o acesso dos americanos a armas de fogo, é inimaginável que um povo que conheça tamanha liberdade aceite essa condição pacificamente. Por que os brasileiros não promoveram uma revolução em 2003 quando o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor? Porque os brasileiros não lutaram pela sua independência, não tem um histórico de defesa da liberdade, simplesmente foram aceitando submissamente a decisão dos diferentes governantes ao longo dos anos.


A aprovação do Projeto de Lei 3722/2012, de autoria do Deputado Rogério Peninha Mendonça, não trará aos brasileiros do século XXI a mesma relação com as armas de fogo vista por essas terras nas décadas de 1980 e 1990, por exemplo, muito menos a possibilidade de ter um tanque de guerra no quintal de casa, como nos EUA. Mas certamente já seria um avanço. Apenas um primeiro passo, pois, como alguém anseia por um melhor sistema de segurança pública quando os policiais usam pistolas Taurus que disparam sozinhas?


O direito de possuir e portar armas de fogo, além de reduzir e até acabar com massacres em escolas e estupros, por exemplo, é uma opção de divertimento, pois tiro e caça também são esportes. Nos EUA, pais ensinam seus filhos a atirar ainda novos, pois lá a Segunda Emenda da Constituição é sagrada, não apenas para proteção pessoal, mas também para defender o povo dos abusos do governo. Afinal, se Deus criou os homens, Abraham Lincoln os fez livres e Samuel Colt os tornou iguais.


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