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PMDB oficializa a ruptura com o governo: os ventos da mudança começam a soprar


Por Pedro Venâncio 

Nesta terça-feira, o PMDB, em uma reunião rápida da cúpula do partido, presidida pelo vice-presidente nacional, o senador Romero Jucá, fez o que muitos dos que estão contra o governo já esperavam e davam como certo: rompeu por aclamação sua aliança com o PT, acabando com o "casamento" de 14 anos com o governo.

Na reunião, ficou decidido que ninguém poderá exercer cargo no governo federal sendo filiado ao PMDB. O presidente da reunião também deixou claro que aqueles que desejarem tomar uma decisão individual, terão que se preparar para as consequências advindas dessa posição.

A tão esperada ruptura do PMDB também pode levar o PP e o PR para fora da base governista, deixando Dilma ainda mais fraca e cada vez mais a mercê do impeachment. Em suma: o governo petista acaba de ficar insustentável e finalmente próximo da queda.


Depois de décadas de corrupção, desmandos, populismo, keynesianismo e ataques contra a democracia por meio do apoio a governos autoritários como o de Nicolás Maduro e Evo Morales (sem contar o Foro de São Paulo e a UNASUL) e por meio de medidas como o “Marco Civil”, o governo petista está à beira da ruína, as margens de um impeachment, o segundo da história do presidencialismo brasileiro.

Milhões de brasileiros de verdade (não militantes pão com mortadela), gente preocupada com o país e que não tem político de estimação, vão as ruas desde o ano passado pedir pelo fim deste governo cancerígeno que, com suas pedaladas, atrapalhadas e corrupção, estragou o pouco da estabilidade e da segurança econômica que o país ainda possuía. Com os pixulecos e as pedaladas, o PT nos jogou de volta para os anos 90 e ressuscitou o demônio da inflação, além de comer o poder de compra do real e fazer do país uma piada internacional. Com a ruptura do PMDB, este desgoverno fica à beira do abismo e o Brasil começa a sentir os ventos da mudança depois de 14 anos de petismo aparelhando e parasitando o estado e o povo.

É verdade que Michel Temer e o PMDB estão muito longe de serem o ideal para o país, mas ao menos o atual vice-presidente possui planos sólidos e que trarão alguma tranquilidade (isso se a chapa Dilma/Temer não for cassada), coisa altamente necessária por agora. E não, não vale reclamar do fato dele ser o sucessor. Afinal, a cara e o nome dele estavam na urna. Ele veio de “brinde” junto com a “presidenta”.

O Plano Temer mostra um conteúdo de qualidade, com propostas decentes (melhores que as do PT) e que busca fazer no Brasil semelhante ao que é feito na Argentina pelo atual presidente Maurício Macri. Ou seja: a proposta é estabilizar o país e propor um plano de crescimento inteligente e que vai na contramão do que é adotado pelo governo petista.

Estamos em um momento complicado de nossa política, momento este tão tenso quanto o do impeachment do Collor, ou a redemocratização nos anos 1980. Enquanto o partido NOVO e o PSL ganham musculatura, teremos que, a contra gosto, aceitar provisoriamente o menos pior (o PMDB não chega a ser exatamente bom) para nos livrarmos de um mal maior e darmos nosso apoio aos poucos bons representantes espalhados pelos outros partidos.


No entanto, ver a esquerda ruir não só no Brasil, mas na América do Sul como um todo é inspirador. Os próximos capítulos deste House of Cards da vida real serão tensos, difíceis e protagonizados por nós. E a queda do PT é somente o começo de uma mudança profunda e necessária no país

O enfraquecimento do PT, da esquerda como um todo e da ascensão até então improvável do liberalismo, da direita e dos conservadores nos mostram que a esquerda não foi feita para durar, ela sempre colapsa inevitavelmente. Os ventos da mudança sopram pela Argentina, Paraguai e agora chegam ao Brasil e dão seus sinais na Venezuela.

Para deixar isso tudo mais inspirador e dar motivação para fazermos o vento soprar, encerro com a música Wind of Change, da banda alemã Scorpions. A música cabe bem no momento atual pois, assim como os alemães da antiga Alemanha Oriental, estamos vendo a queda da esquerda e o possível florescer de dias melhores.

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