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O que o machismo de Lula nos diz sobre as feministas


Por Pedro Venâncio 

As escutas telefônicas divulgadas pela Policia Federal causaram polemica e levantaram intensos debates sobre sua legalidade. No entanto, aqui não falaremos a respeito deste aspecto das escutas da fase 24 da Lava Jato. Falaremos do conteúdo de uma delas. Em conversa com o ex-ministro Paulo Vannucchi, Lula discutia sobre como mobilizar as feministas para atacar um rival e questionou: “Cadê as mulheres de grelo duro do nosso partido?

Para as feministas, uma afirmação deste caráter e com este nível de grosseria seria mais que suficiente para uma mobilização nacional contra o machismo e a objetificação da mulher. Haveriam “marchas das vadias”, textões no Facebook e mobilizações violentas no Twitter com a participação de celebridades e de anônimos. Todos unidos contra a opressão e usando a hashtag #somostodxgreloduro.

No entanto, como já esperávamos, a única coisa que as feministas deram em resposta a declaração de Lula foi um imenso silencio inicialmente, depois seguido das justificativas mais ridículas e absurdas possíveis como a de que “grelo duro” é uma expressão nordestina para “mulher forte”. Tudo isso para defenderem desesperadamente o grande líder do partido o qual elas apoiam.



A declaração estúpida e depreciativa de Lula em nada incomodou aquelas que se colocam na torre de marfim da moral e fazem questão de colocarem-se como as grandes paladinas defensoras das mulheres e guerreiras contra a opressão da sociedade.

Antes de pensar em defender as mulheres, as feministas precisam defender algo maior: o partido que as sustenta e a ideologia que as acolhe. Ou seja: se uma declaração machista partir de alguém de dentro do movimento ou do partido, tal declaração deve ficar oculta, ou deve ser justificada para defender quem apoia o movimento, não importa o quanto a declaração ou a ação sejam ofensivas.

Trata-se de algo evidente, mas que depois deste episódio fica escancarado: as feministas importam-se com tudo, menos com as mulheres. O importante é atacar os rivais políticos com rótulos, distorções e ataques histéricos, pois esta é a função do feminismo moderno. No entanto, é essencial acobertar o que ocorre dentro do movimento, ou como disse a deputada Maria do Rosário a uma emissora de rádioele (machismo) ocorreu em uma conversa privada” e disse que "não vê machismo na fala de Lula".

Tanto para Maria quanto para o movimento feminista, o machismo é somente uma ferramenta política para atacar os adversários, não um conceito que engloba qualquer preconceito que uma mulher sofra vindo de qualquer um. As mulheres no feminismo não são o fim, são o meio para objetivos partidários e ideológicos.

Tenham certeza absoluta de que se o autor desta fala fosse o Bolsonaro, ou qualquer outro político fora do espectro comum das feministas e opositor ao governo, teríamos uma verdadeira revolução histérica feminista. Então o machismo seria machismo de verdade, não apenas uma “expressão idiomática nordestina” pronunciada pelo homem mais "honesto" do Brasil.

Um comentário:

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