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Lula, o filho do Brasil – Do antigo Brasil



Por Vinicius Campos

Hoje, 04.03.16, será mais um dia, dentre alguns outros recentes, que serão anexados nos livros de história de nossos filhos. Podemos estar testemunhando uma mudança no rumo do país, um apontamento para um país mais comprometido, mais sério e mais responsável com as pessoas, com a liberdade e com o verdadeiro desenvolvimento. Mas sem nos delongar em nossas expectativas e ânsias, vamos ao que importa no momento.

Muitos ainda acreditam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está envolvido com os escândalos de corrupção no Brasil. Uma pessoa humilde, do povo, que ajudou aos pobres, aproximou os países subdesenvolvidos, jamais poderia estar envolvido em tais balbúrdias. Pois bem, seria uma pena se todo esse apelo compusesse um esquema maior em benefício de um grupo por detrás. Os benefícios ao setor da construção civil compõem parte deste esquema gigantesco que dominou e assustou a todos nós.

O Instituto Lula recebe recursos das cinco maiores empreiteiras do Brasil. Essas empreiteiras construíram boa parte do aparato infraestrutural da Copa do Mundo do Brasil e participaram ativamente de programas governamentais como "Minha Casa Minha Vida", além de ser as escolhidas para obras de cunho público.

Além disso, o governo Lula iniciou uma empreitada para aproximar países da América Latina e Africa. A princípio, era previsível que a população do Brasil aprovaria uma medida diplomática neste sentido, e a iniciativa foi muito comemorada à época. Mas o que poucos sabiam era como esse acordo funcionaria. As empresas custearam inúmeras visitas do ex-presidente a vários países para negociar a atuação dessas mesmas empreiteiras. Até aí tudo bem, não há problema algum em enviar uma pessoa para iniciar uma negociação privada. O grande problema está na influência que o ex-presidente detém no governo, onde negociou e forneceu condições especiais a essas empreiteiras.

Os esquemas de obras fora do país funcionam da seguinte maneira (até hoje, com influência de Lula): O BNDES abre uma linha de crédito para algum país com juros subsidiados. Os países recebiam esse valor e repassavam a empreiteira responsável pela obra que a executava.

Como o juro era subsidiado para que o BNDES operasse de forma lucrativa, seriam necessárias duas medidas (dedução óbvia): aporte pelo tesouro ou juros mais alto no mercado brasileiro, que na prática faz o custo das empresas aumentarem. Em ambos os casos a população paga a conta.

Muitos têm a ganhar com o arranjo: a empreiteira, que cresce significantemente, o país beneficiado, que paga juros subsidiado, e o governo brasileiro, que através do instituto Lula ganha fortunas. Instituto, aliás, fundado apenas com esse propósito, o de distribuir recursos para aqueles que participaram de alguma forma deste esquema.

A Odebrecht, por exemplo, já era a maior construtora do país no início dos anos 2000. Mas entre 2003 e 2014, durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff, viu sua receita saltar de R$ 17,3 bilhões para R$ 107,7 bilhões – um crescimento superior a 500%

Nós, brasileiros, estamos sempre pagando essa conta. Juros altos devido ao subsídio de juros do BNDES às empresas “conveniadas” ao esquema, preços altos devido ao filtro de concorrência que faz a seleção de juros e isenção fiscal do governo às empresas escolhidas, má qualidade dos serviços públicos porque o dinheiro evade para esses fins, entre outros.

A tecla que o governo vem batendo é a mesma de tempos: “não podemos punir empresas, e sim pessoas”. Ou então: “essa investigação só atrapalha a recuperação econômica do Brasil”. Como quem diz: “brasileiros, essa investigação só vai atrapalhar sua própria vida”. Ou seja, para sairmos da crise que o governo engendrou, temos que isentar este mesmo governo de investigações...

Até quando o brasileiro será enganado desta forma? Eu acredito que essa era esteja chegando ao fim, e tudo dependerá do desfecho dessa história. Seremos um país sério ou permaneceremos sendo o paraíso destes empresários acomodados bancados pelo povo?

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