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Fora Dilma, fora Lula e Fora PT! É só o primeiro passo



Por Wilson Oliveira 

Várias locais famosos e turísticos pelo Brasil foram tomados por uma multidão histórica, que pintou a maior manifestação política deste país de verde e amarelo. A mensagem, obviamente, foi de "fora Dilma", "fora Lula" e "fora PT". Mas o povo brasileiro deu um recado muito claro neste dia 13 de março. Essas milhões de pessoas não se sentem representados pelo PSDB de Aécio Neves, que quase derrotou Dilma Rousseff em 2014. E nem pelo PMDB de Michel Temer, que já está se movimentando para assumir o poder após o impeachment.

Quer ver uma coisa bem interessante? Faça o seguinte exercício. Navegue pelas páginas no Facebook dos principais partidos brasileiros (PMDB, PT e PSDB) e veja as publicações de 13 de março. Depois passe pela página de alguns partidos da base (este que vos escreve foi nas do PP e do PRB – a page do PDT está desativada) e verifique o que foi publicado também neste domingo. Será fácil perceber algo comum em todas elas: não estão nem aí para o que os eleitores têm a dizer. São egoístas, egocêntricos, desconectados da realidade.

No caso dos tucanos, eles só querem se aproveitar do momento desfavorável de Dilma. E em todos esses outros que foram citados e são da base de sustentação do governo, sequer comentaram essa manifestação histórica. Só falaram de coisas genéricas e que só interessam ao próprio partido como novas filiações e eventos internos.

Esses legendas provam dia após dia que embora não sejam exatamente idênticas ao Partidos dos Trabalhadores, também se sentem confortáveis nesse cenário político de Estado gigante, paternalista, patrimonialista e fraco naqueles exercícios que deveriam ser republicanos. O Brasil possui uma realidade partidária que vai do centro (aquela zona de pessoas em cima do muro que evitam ao máximo tomar um posicionamento claro) para a esquerda (aquele lado do espectro político que gosta de fazer discurso a favor dos mais necessitados, mas que odeia medidas que façam esses necessitados enriquecerem).

A exaltação em massa do juiz Sérgio Moro e da operação Lava Jato significa que o povo brasileiro tem a consciência do quão necessário é termos um Estado forte, mas sem que essa força signifique poder para a corrupção. Que essa força aponte justamente naquelas atividades essenciais, como a investigação, o esclarecimento, a punição! Exatamente o que a Lava Jato está fazendo de forma digna de aplausos.

E por outro lado, os brasileiros reprovam o modus operandi responsável por criar o "Petrolão", por exemplo. O fato da Petrobrás ser controlada pelo governo e monopolista na sua atividade só facilita os esquemas de propina envolvendo verba pública. Ou seja, o uso ilícito do dinheiro desse mesmo povo que neste domingo foi para as ruas mostrar sua insatisfação.


Como fundador do grupo no Facebook "Direita Liberal" e editor-chefe desta organização chamada de "Capitalismo e Liberdade", senti um imenso orgulho dessa manifestação (e principalmente da minha cidade, o Rio de Janeiro, que foi a primeira de domingo a quebrar, com folga, a barreira do um milhão de presentes – na praia de Copacabana, ocupando praticamente toda a orla).

O orgulho se explica pelo fato do Brasil ainda não ter tido a oportunidade de experimentar o verdadeiro contraponto na política do país. Não temos nenhum partido expressivo que fale abertamente ser da direita liberal – ou de centro-direita. Temos o DEM, que participa da União Internacional Democrática e que tem o senador Ronaldo Caiado, o político brasileiro que atualmente mais se encaixa nesse perfil. Porém, é muito pouco. Consequentemente, ícones liberais como Milton Friedman, Friedrich Hayek, Thomas Sowell e Adam Smith, assim como referências do conservadorismo clássico como Edmund Burke, Russell Kirk e Roger Scruton ficam completamente distante da nossa realidade política.

Essa manifestação de domingo, bem como o caminho político que essas pessoas demonstram querer trilhar aponta, de forma bem espontânea, justamente para esse vácuo da centro-direita que também podemos chamar de direita liberal. É a linha política que defende a liberdade individual aliada com a solidificação das instituições. É a linha política que engloba o respeito entre as pessoas, mas sem a necessidade de reunir coletivos para se fazerem de vítimas, expediente bastante usado pela esquerda. É a linha política em que se governa para as pessoas, mas respeitando suas diferenças.

É óbvio que em todo planeta, principalmente nos países de terceiro mundo como o Brasil, existem pessoas mais necessitadas que outras. Porém, está mais do que provado que não é com o governo controlando economicamente a vida de todos (sugando o dinheiro dos cidadãos através de impostos) que isso vai se resolver. Essa agenda é bastante usada na América Latina e com ela nunca deixamos de ser "terceiro mundo".

Portanto, quanto mais essas pessoas se aprofundarem nas temáticas políticas, quanto mais elas se interessarem e quanto mais elas buscarem as soluções que a lógica apresenta, logo elas verão que a nossa democracia é bastante artificial. Assim como o executivo, o nosso poder legislativo também possui rejeição muito alta. Isso porque os partidos possuem muitas semelhanças. São demagogos e populistas. Gostam de prometer mundos e fundos que são impossíveis de cumprir. Gostam de socializar a política de forma que apenas esses políticos se beneficiem. Só que o povo brasileiro está descobrindo que esse tipo de ação vindo dos políticos está longe de ser o mais apropriado.


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